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Advogados que defendiam Samaritano deixam o caso e outro profissional assume

O motivo de ter recebido o caso, Tony diz ter sido um pedido de Samaritano, que levou em conta a amizade que já havia entre ambos; além de que, todos gozam do direito de defesa. O advogado sustenta a tese da defesa inicial do acusado, de que tudo não passa de um incidente e que seu cliente é inocente.

Dr. Tony, recebe o cliente já com a entrada do pedido de Habeas Corpus, recurso protocolado pelos advogados que, anteriormente cuidavam do caso. O Tony diz estar confiante da liberdade provisória do cliente, e leva em conta que muitas coisas precisam ser esclarecidas. E cita, por exemplo, os documentos de terceiros que foram encontrados na casa de Samaritano, fato que ele diz, parecer, não ter consistência. “Deviam ter encontrado os tais documentos no dia em que lá entraram pela primeira vez. Depois, voltaram lá e anunciaram o tal achado”, opina Tony Araújo.


Duas situações são dadas como infundadas, segundo entendimento do advogado Tony Araújo, que assumiu a defesa de Diógenes Samaritano, que, segundo inquérito policial, é o autor do feminicídio praticado contra sua companheira; fato ocorrido na manhã do dia 31 de março em Parauapebas.

 

Na opinião do advogado, as investigações foram priorizadas e o inquérito concluído com muita rapidez, o que denota uso da comoção pública para complicar a situação do investigado, tendo a possibilidade de haver cometimento de erros; levando em conta que o acusado praticamente nem foi ouvido. Mas, que a defesa tem o direito de contestar e verificar todo o processo. Assim, aos poucos vai trabalhando e avaliando os laudos do IML e as circunstâncias do acontecimento.

Outro fato que Tony refuta é o afirmado pela família da vítima, dando conta que Samaritano tem problemas na relação com uma irmã dele e com sua ex-esposa, com quem tem uma filha. “Conversei com ambas e disseram estar dispostas a falar em seu favor, dando apoio moral e estrutural, demonstrando total solidariedade e preocupação com a situação”, explicou Tony.

O que também é alvo de refutação por parte do advogado é a possibilidade de que Diógenes Samaritano esteja ameaçado a família de sua companheira, de cujo fim trágico ele é acusado. Na compreensão de Tony Araújo, não tem lógica que o preso mande recado para alguém que esteja aqui fora, pois, ele não tem recebido nem mesmo visitas.

Ainda de acordo com Tony, seu cliente foi transferido para um presídio adequado, levando em conta tratar-se de um servidor público da área de segurança. “Isso acontece quando a pessoa, enquanto agente público, exercia função que, por causa dela, seja possível criar desafetos; motivo que, quando preso, possa encontrar outros presos que possam buscar atentar contra sua integridade física ou moral”, especifica o advogado, contando que Diógenes Samaritano foi transferido para a região metropolitana de Belém, onde aguarda o desenrolar do processo.

De acordo com o advogado, seu cliente está bem fisicamente, porém, abalado psicologicamente com a situação.

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