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Apesar do grande volume de chuvas, Rio Parauapebas não vem provocando enchentes

Foi no período chuvoso anterior que parte da população de Parauapebas passou por momentos difíceis, tendo sido necessário sair às pressas de suas casas com a subida do nível do rio que leva o nome da cidade.
Diante das circunstancias o Poder Executivo decretou Estado de Emergência no mesmo período do ano passado.

Já neste ano as condições climáticas são outras, dando ao município condições bem diferentes, com chuvas intercaladas. Assim, os dias secos permitem que as águas possam escoar com mais facilidade e os rios, igarapés e córregos estabilizem o nível das águas, e assim, as chances de ocorrer enchentes são menores.


De acordo com Jales Santos, titular da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC), o volume das chuvas esse ano em relação ao mesmo período do ano passado teve um aumento médio de 17%. “Mesmo o volume das chuvas tendo sido maiores, não houve enchentes exatamente por terem sido intercaladas. Assim os rios não tiveram excedentes nem sofreram represamentos, vindo a ter condições de escoamento”, explica Jales, contando que mesmo assim, por quentão de segurança, a maioria das famílias que estavam em locais críticos foi retirada.

A primeira área que a COMDEC voltou sua preocupação foi o Riacho Doce, por se tratar de uma curva do Rio Parauapebas, onde as inundações ocorrem primeiro; assim, ao ver o nível das águas do rio chegar a 7,45 metros, foi feito o remanejamento das famílias. Ainda de acordo com informações da COMDEC, o nível das águas já voltou para os considerados normais, porém, por questão de segurança, as famílias não poderão retornar às suas casas enquanto não se der por encerrado o período chuvoso.

Enquanto as chuvas continuam, a exemplo dos últimos dias, equipes de monitoramento da COMDEC continuam monitorando vários pontos da cidade através de réguas de medição instaladas para acompanhamento dos níveis dos rios, principalmente do Parauapebas, monitorado desde a nascente até sua foz, no Rio Itacaiúnas, período em que se tem notado níveis normais.

Mas, mesmo assim, é bom que a população fique alerta e avise sempre que sentir que as águas vêm aumentando, o que ocorre mesmo que aqui não esteja chovendo. “As chuvas na cabeceira ou represamento feito pelo Rio Itacaiúnas podem influenciar na cheia do Rio Parauapebas, por isso, mesmo sem chuvas intensas por aqui é bom que fiquemos em alerta”, avisa Jales, mensurando que o órgão se encontra preparado para agir rapidamente em casos de emergência.

Vale ressaltar que não é apenas de enchentes que se faz uma catástrofe. Os deslizamentos também estão na lista de preocupação no período chuvoso. Este tipo de acidente pode ocorrer com a população que mora em morros, encostas ou barrancos de rios. Por isso, a COMDEC pede que os populares fiquem atentos e comuniquem aos órgãos responsáveis ao menor sinal de emergência.

Além da equipe da Defesa Civil em parceria com os órgãos de segurança, um deles o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, a população, através de voluntários sempre dá uma forcinha na hora que a coisa aperta.

No ano passado, por exemplo, essa força voluntária foi notada na prestação de socorro aos desabrigados. De acordo dom Jales, este ano, se necessário, não será diferente, já havendo, inclusive, um projeto ainda em desenvolvimento, que contemplará o cadastramento dos voluntários.

Enquanto a ação presente dos voluntários não se faz necessária, a população pode colaborar levando informações aos agentes de segurança através dos telefones de contato dos órgãos de apoio em caso de enchentes e deslizamentos:

Corpo de Bombeiros: (94) 3356-4010 ou 193

Defesa Civil: (94) 3356-2597 / 99290-5969 ou 199.

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