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Após três fevereiros em baixa, indústria mineral volta a gerar empregos

O mês passado foi de glória na indústria extrativa mineral do Brasil, que fechou com saldo líquido positivo de 315 contratações. A Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem) extraiu dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado ontem, sexta-feira (23), pelo Ministério do Trabalho (MTb), e vai divulgar alguns números ao longo da semana que vem.

Este é o melhor fevereiro desde 2014, último ano em que a indústria mineral havia fechado no azul, com 623 postos. Na história da mineração brasileira, o melhor de todos os fevereiros foi o de 2011, quando foram abertas 1.713 oportunidades. Naquele ano, exatamente em fevereiro, o minério de ferro chegou a sua maior cotação no mercado internacional: 191 dólares a tonelada. O Brasil vivia o chamado “boom” das commodities.
Por outro lado, o pior foi registrado em 2015, em cujo mês 1.260 trabalhadores do setor foram parar na rua.


ANO AINDA NO VERMELHO

Apesar do Caged de fevereiro ter vindo positivo, o acumulado deste ano ainda está negativo em 35 postos, uma vez que o mês de janeiro foi “pesado”, com 350 demissões.

Atualmente, há 189 mil trabalhadores na indústria mineral com carteira assinada. São 37 mil a menos que o auge das contratações, outubro de 2013, quando o país chegou a ter 226 mil empregos celetistas na mineração.

O Pará tem o terceiro maior exército de trabalhadores do setor, com cerca de 19,5 mil vínculos. Só perde para Minas Gerais, com 51,6 mil trabalhadores, e Rio de Janeiro, com 21,2 mil. Vale ressaltar que o setor mineral responde por 9 de cada 10 dólares que o Pará produz e exporta.

Em fevereiro, o estado criou 62 empregos, mas, no acumulado do ano, está no vermelho em 45 postos por causa do janeiro ruim. O presidente da Assopem, Artur Alves, acredita que a tendência é que os próximos meses venham positivos à medida que alguns grandes empreendimentos comecem a contratar. “Temos projetos que vão demandar considerável mão de obra e que apenas precisam cumprir os ritos legais para começarem a ser implantados e operar”, destaca o engenheiro de minas, observando que o projeto Pedra Branca, da Avanco, em Água Azul do Norte, é um dos que vão melhorar os números do mercado de trabalho no setor.

Confira o estoque de trabalhadores da mineração com carteira assinada que a Assopem preparou para você!

 

Fonte: Assopem

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