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Bebê indígena de Parauapebas morre com suspeita de infecção pelo vírus H1N1

Uma criança indígena de um ano e três meses morreu neste domingo (6) após ficar sete dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da ala pediátrica do Hospital Regional de Marabá, no sudeste do Pará. Os médicos suspeitam que uma infecção causada pelo vírus H1N1 tenha causado a morte do bebê da etnia Xikrin, que morava na aldeia Kateté, em Parauapebas, também no sudeste do estado. Outros casos do vírus já foram identificados na mesma aldeia.

A criança não havia sido vacinada contra o vírus H1N1. “Ela chegou com a suspeita de uma pneumonia, que poderia ser causada pelo vírus ou por uma bactéria. Diante das suspeitas a gente fez logo a coleta e tomou as medidas de profilaxia” conta a pediatra Cláudia Bueno. A equipe médica aguarda pelo resultado dos exames.
De acordo com Cláudia, a criança apresentava os sintomas característics do H1N1. “A criança chegou com um quadro de febre elevada, falta de ar muito intensa e necessitou ser colocada em um aparelho para ajudar a respirar” disse a pediatra. Os sintomas teriam se manifestado no dia 19 de março, mas a família só procurou atendimento médico dez dias depois.


A demora na busca por tratamento é uma das principais causas da evolução do vírus, cujos sintomas já foram identificados em outros moradores da aldeia Kateté, de acordo com informações da da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
“Foram identificados nove indígenas, mas que já receberam antiviral e estão sendo acompanhados. A população indígena está sendo acompanhada com relação à síndome gripal nessa aldeia” disse Carla Garcia, diretora da Sespa. Os índigenas estão entre os grupos de risco que precisam de vacina contra o H1N1, assim como idosos, gestantes e crianças entre 6 meses e 5 anos de idade.

Reportagem: G1-PA
Foto: Arquivo

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