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Campanha 16 Dias de Ativismo tem o tema “Empodera, mulher negra, empodera”

“Empoderamento” foi à palavra mais buscada no Dicionário Aurélio em 2016. Isso, de acordo com pesquisa realizada pela Editora Positivo, por meio de ferramentas direcionadas para mais de dois milhões de estudantes de escolas públicas e particulares de todo o Brasil.

A aposta é que em 2017, não seja muito diferente. Se não for consagrada bicampeã, de certo disputará colocação entre os primeiros lugares. Este ano mais do que nunca as pessoas buscaram se tornar de fato mais empoderadas, mais seguras de si, mais poderosas. Em especial, as mulheres.


Mas, na semana da Consciência Negra e em pleno o período em que são realizadas as ações dos “16 Dias de Ativismo”, o significado vai muito além do que consta em dicionários. Emponderamento quer dizer a busca pela mudança comportamental coletiva, combatendo o racismo e preconceito em sua essência.

Síndima Pinto é uma das mulheres homenageadas da campanha dos “16 Dias de Ativismo” deste ano em Parauapebas. Em sua vida de luta, foi pioneira no movimento carnavalesco, esteve envolvida em outros setores da cultura, participou de movimentos sociais e até com o próprio ativismo. Ela conta que muitas são as barreiras imposta pela sociedade devida sua raça e gênero, mas é preciso lutar.
“A gente tem que ter informações para poder ir em busca pelos nossos direitos. Essa conscientização pessoal é muito importante. O negro precisa ser mais valorizado para que ele tenha maiores oportunidades. Para que a pessoa negra possa se tornar cada vez mais emponderada”, relata Síndima.

A programação dos “16 Dias de Ativismo” segue até o dia 10 de dezembro com muitas atividades, como: palestras, oficinas, seminários, mobilizações pela cidade com campanhas educativas, entre outras.

“Nós vamos trabalhar dentro da nossa programação a não violência contra mulher. As mulheres estão sendo cada vez mais agredidas. Principalmente, as mulheres negras. Elas têm que entender que tem leis que a amparam e não devem aceitar a agressão”, destaca a secretária municipal da Mulher, Ângela Pereira.

 

Sobre os “16 Dias de Ativismo”

A campanha acontece no mundo inteiro e foi iniciada em dezembro de 1989 com o episódio conhecido como Massacre de Montreal. Na ocasião, um jovem de 25 anos, inconformado com a crescente participação das mulheres no curso de engenharia da Escola Politécnica da Universidade de Montreal, invadiu uma das salas de aula portando arma de fogo, pediu para que os homens se retirassem da sala e atirou em várias alunas, chegando a assassinar 14 mulheres e suicidando-se em seguida.

No Brasil, a campanha acontece desde 2003 e, para destacar a dupla discriminação vivida pelas mulheres negras, as atividades aqui começam em 20 de novembro, dia da Consciência Negra.

O Pará é o único estado brasileiro onde os “16 dias de ativismo” entraram, por lei, para o calendário oficial de eventos do Governo do Estado. Desde quando o Governador Simão Jatene sancionou a lei nº 8.293, em 2015.

Reportagem: Anne Costa / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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