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Canaã: Palestras são para trabalhadores de empresas de mineração

Usando uma linguagem direta e simples, o juiz Lauro Fontes Junior, de Canaã dos Carajás, no sudeste paraense, dá palestras, de madrugada, para trabalhadores de empresas de mineração. Nessas ocasiões, ele fala sobre exploração e abuso sexual. Essa ação faz parte do projeto “Combate à exploração e abuso sexual – Canaã contra a pedofilia”, realizado em áreas rurais de assentamento e de aglomerado populacional, como também em regiões onde se encontra a mão de obra operária mobilizada com o projeto de mineração local.

O projeto pretende atingir diretamente todos os integrantes do Sistema de Garantias e Direitos da Criança e do Adolescente. Também destina-se a adolescentes, jovens, lideranças comunitárias, movimentos de mulheres, líderes religiosos e ainda profissionais das áreas da saúde, da educação, da comunicação, da segurança pública, do Judiciário, da assistência e da sociedade civil. “Indiretamente, atingiremos crianças, familiares vitimizados ou não e atores locais, como lideranças comunitárias, taxistas, pequenos empresários, fazendeiros, donos de hotéis, bares, postos de gasolina, usuários do transporte rodoviário”, diz o juiz. Nesta entrevista, o magistrado discorre sobre essa iniciativa.


Em que consiste o projeto “Combate à exploração e abuso sexual – Canaã contra a pedofilia”?
o Para que se possa entender esse fenômeno social é importante entender o contexto histórico vivenciado por Canaã. Como muitos sabem, na região está localizada a maior jazida de ferro a céu aberto do mundo. Em razão desse cenário de oportunidades, uma grande mineradora local está investindo 30 bilhões de dólares no projeto de prospecção. A questão é que esse cenário vem favorecendo uma grande migração de trabalhadores, em sua grande maioria homens.

Reportagem e foto: ORM News

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