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Comissão visita pátio de estocagem de madeiras da Vale em Carajás

A Vale apresentou ao grupo o seu pátio de estocagem de madeira, atualmente com cerca de 14 mil metros cúbicos de várias espécies. Durante a visita, ocorrida hoje, 17, quarta-feira, o representante da mineradora, Luiz Veloso reiterou o interesse da empresa em fazer a doação ao Polo Moveleiro de Parauapebas. “A Vale está empenhada em fazer a doação, porém, para que isso se concretize é fundamental o cumprimento das exigências da legislação de todas as partes envolvidas e que se obtenha a devida anuência dos órgãos ambientais”, afirmou Veloso.

A visita se deu em resultado da tentativa de doação de madeiras para donos de marcenarias que têm suas fábricas no Polo Moveleiro, ao todo 92. A equipe formada pelos vereadores: do PSDB, Francisco do Amaral Pavão, Ivanaldo Braz Simplício e Zacarias Marques Assunção; do Democratas, Francisca Ciza e Joel do Sindicato; do PROS, Luiz Castilho; do PSD, Joelma Leite; e do PDT, Kelen Adriana; o Secretário Municipal de Desenvolvimento, Isaías Queiroz França; o coordenador do Polo Moveleiro, Luiz Mendes; além de Sérgio Neto, o Sergel, presidente da COOPMASP (Cooperativa da Indústria Moveleira e Serradores de Parauapebas).


A primeira recepção foi feita pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) que, através de seu coordenador na região, Frederico Drumond, explicou aos visitantes o tamanho da responsabilidade. “Não estamos chegando agora neste processo, pois ele já dura há pelo menos 10 anos concebido sobre o tripé de que se poderia ter o beneficiamento da madeira na região com uma qualidade melhor de móveis a partir de tecnologia, com madeira legalizada agregando valor para a região”, conta Frederico, explicando que será a verticalização já que a madeira é suprimida aqui mesmo e o produto final, o móvel, fabricado no mesmo município.

De acordo com informações do ICMBio, a madeira existente nos pátios da Vale são diversificadas em pelo menos 100 espécies. Outra informação prestada por Frederico é que a madeira não é mais do governo nem do ICMBio, mas da Vale que pagou por ela, para ter o direito de suprimir a floresta para promover a expansão da mineração, o valor de pelo menos R$ 30 mil por hectare de área suprimida.
Sendo assim, segundo o ICMBio, a mineradora passa a ser dona da madeira, porém com algumas condições: não pode queimar, enterrar nem deixar a madeira estragar, devendo, no entanto, dar uma destinação útil a ela. Não sendo, portanto, obrigada a fazer doações da mesma. “Isso é uma decisão da Vale em comercializar ou doar a quem quer que ela queira. Por isso é bem produtivo esse arranjo nascido a partir de uma parceria e articulação sugeri que a Vale doe esta madeira ou à venda barato para se ter o aproveitamento citado: legalizada, verticalizada e desenvolvimento de novas tecnologias”, resumiu Frederico, esclarecendo que o entrave que sempre houve foi a legalidade exigida pela Vale, mas tem notado a boa vontade de fazer a doação.

 

Passado a recepção, o grupo de visitantes foi ao pátio onde viu a grande quantidade de madeira estocada e ali conversaram com o representante da Vale, Luiz Veloso, que sempre ressaltou a boa vontade da mineradora, porém sempre ressaltou a necessidade da legalidade.

O vereador Pavão, após a visita falou à nossa equipe de reportagens e disse acreditar na concretização da doação, vendo nisto grande possibilidade de fomentar o Polo Moveleiro de Parauapebas. “Com certeza dará certo, pois vamos estar juntos e cobrando esta parceria. E isto será grande soma para nosso Município, pois gerará empregabilidade e recursos em tempos de recessão”, afirmou Pavão.

A opinião de Pavão foi confirmada pelo Secretário Municipal de Desenvolvimento, Isaías Queiroz França. Ele diz que depois da visita ao pátio tudo se tornou mais claro e breve. “Isso graças ao empenho da Câmara Municipal e do Poder Executivo e da boa vontade da Vale, dependendo agora apenas de documentação”, reconhece Isaías, já planejando para o dia 29, uma segunda-feira, a realização de reunião com os vereadores, COOPMASP e a Vale para tratar de assuntos como, por exemplo, como descer esta madeira, definindo metas e prazos.

 

Reportagem: Francesco Costa / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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