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Comunidade cultural passará a ter acesso ao Centro Cultural através de gestão compartilhada

O assunto polêmico tem sido discutido, isoladamente, entre envolvidos nos mais diversos segmentos culturais, e é alvo de preocupação, já que, mesmo inaugurado, o Centro Cultural Parauapebas ainda não funciona adequadamente.

Até agora, o espaço está sob gestão da mineradora Vale S. A., que construiu o prédio como condenação judicial, tendo ficado firmado, além do dever de construí-lo, gerir por cinco anos e só depois entregar para o poder público municipal a gestão integral, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).


Assim, a Vale ficaria na gestão do espaço durante cinco anos e após esse período ele seria doado definitivamente para o município. Mas o espaço, sendo gerido pela Vale ou prefeitura, precisa que a gestão artístico/cultural seja discutida de maneira coletiva. Portanto, a discussão de quem fica com a gestão está perdurando. Enquanto isso, o espaço está parado.

Uma das dificuldades enfrentadas pelos segmentos culturais de Parauapebas é conseguir usar o Centro Cultural, pois as solicitações devem ser encaminhadas para a Vale, o que dificulta o trâmite, bem como descontinuam as programações.

Prova disto é que após a inauguração ainda não aconteceu nenhuma programação de iniciativa pública, tendo acontecido algumas coisas privadas da própria empresa.

Assim, após vários meses esperando, enfim, o Centro Cultural chegará nas mãos da comunidade de Parauapebas, ato que se dará através de gestão compartilhada, mas a Vale continuará por cinco anos como gestora majoritária.

Após esse período, o Centro Cultural será entregue à Prefeitura Municipal, através da Secult.

O convênio será assinado entre Vale e Prefeitura de Parauapebas nesta sexta-feira (10), quando iniciará a gestão de manutenção que será feita pela Séculos, uma empresa local.

“A gestão cultural será feita em parceria com o Conselho Municipal de Cultura. Neste mês já teremos evento no Centro Cultural”, garantiu João Coral, gerente do setor de Sustentabilidade da Vale, detalhando que, com isso, Parauapebas passará a ter de fato um centro cultural com equipamentos moderníssimos, que possibilitarão várias atividades, entre elas, dança, teatro, música, poesia, biblioteca com mais de dois mil títulos, tudo para a sociedade usufruir com responsabilidade.

Modelo de Gestão – A gestão do Centro Cultural será compartilhada, ficando a Vale responsável pelo custeio e pagamento dos tributos. Já os servidores especializados serão custeados pela prefeitura municipal, para que possam operar os eventos culturais a partir de agenda ainda a ser construída conjuntamente entre a mineradora e o município.

Com isso, o espaço passará a ser usado pela comunidade cultural, pelo menos, no que tange a agenda fixa da cultura local como, por exemplo, aqueles que já fazem parte do calendário cultural ou sejam planejados a longo prazo.

“Esperamos que seja construída uma agenda anual e nela primaremos pelas iniciativas da sociedade”, concluiu João Coral.

Reportagem: Francesco Costa | Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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