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Ex-funcionário da Vale que se acidentou na empresa faz manifestação em Parauapebas

Durante a manhã desta segunda-feira (28), quem passava pelas proximidades da Portaria de Acesso às Minas de Carajás, se deparou com uma manifestação pacífica de um ex-funcionário da Mineradora Vale que se acidentou na época em que trabalhava na empresa e alega que a multinacional o abandonou após o acidente.

Munido de um balde cheio de lama, com cordas amarradas nos pés e com uma fita preta em sua boca, Marcos Santos segurava em suas mãos um cartaz que estava escrito: “Eu quero tratamento”.


O manifestante alega que a empresa multinacional Vale não deu assistência necessária para que os problemas de saúde adquiridos após um acidente que aconteceu durante seu horário de trabalho, e agora ele continua enfermo e em busca de tratamentos delicados.

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Outro lado

Sobre o caso envolvendo o ex-empregado Marcos Santos, a Vale esclarece, em nota enviada à equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar, que ele foi socorrido imediatamente após ter sofrido o acidente em 2012 e encaminhado ao hospital, onde passou por atendimento médico e realização de exames, que não revelaram problemas. Três dias depois, ao queixar-se de dores, ele foi internado e submetido a novos exames de imagem que também não identificaram fraturas, luxações ou lesões ligamentares. Na mesma semana, a Vale informou que a vítima foi transferida para Belo Horizonte e que após novos exames também não indicaram lesão.

Em 2012, Marcos Santos conseguiu benefício previdenciário pelo INSS. O empregado permaneceu afastado do trabalho pelo INSS durante três anos, de 2012 a 2015. Em todo esse período, como determina as normas, o empregado não foi acionado em nenhum momento para retorno ao trabalho. Neste período, ele recebeu todo suporte e acompanhamento da empresa como, fornecimento de medicamentos, psicoterapia; fisioterapia; visitas domiciliares do serviço social da empresa, além de transporte para tratamento e perícias do INSS.

Em agosto de 2015, Marcos Santos teve o seu contrato de trabalho rescindido e, no momento, o processo tramita na Justiça do Trabalho. A empresa aguarda a decisão judicial.

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