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Governo municipal reúne com comunidade e busca solução para problemas na educação

“Em nível nacional, a educação vive uma crise, que é mais um projeto que crise, propriamente dito”, como já dizia Darci Ribeiro. Mas em Parauapebas a coisa parece estar pior.

O contexto vivido nas escolas públicas é de calamidade extrema. Não são raros os relatos de invasões e cenas de vandalismo, inclusive com agressões físicas a alunos e servidores. Os ambientes insalubres também se tornaram um problema de saúde pública, uma vez que alunos e funcionários, principalmente professores, estão adoecendo nas escolas.


Deficiências – De acordo com avaliação feita por professores e estudantes, essa situação é o produto de uma somatória de fatores que contribuem para o desastre instalado na educação:

1. O governo implementou um projeto de climatização das escolas, mas não se preparou para fazer a substituição dos aparelhos. Hoje as máquinas estão sucateadas e o governo não consegue resolver o problema. Já há relato de um número considerável de alunos que desmaiaram em sala de aula e foram levados em ambulâncias das escolas para hospitais e o número de professores com problemas de saúde relacionados ao exercício da profissão é preocupante.

2. Apesar de ter uma frota considerável de ônibus escolares, estamos recebendo diariamente a informação de que alunos estão sem aula. As justificativas vão desde a falta de combustível, por falta de pagamento aos fornecedores, até as péssimas condições em que os ônibus se encontram, pois o governo não consegue garantir a manutenção dos mesmos.

3. Falta de material de apoio pedagógico e até mesmo itens básicos como gás de cozinha estão faltando nas escolas da rede municipal de ensino. Recebemos a denúncia de que as merendeiras estão cozinhando em fogão a lenha improvisado na escola Crescendo na Prática.

4. Alunos do Bairro Novo Brasil estão precisando contornar pela Rodovia PA 275, porque a ponte que dá acesso à escola Deyse Lorena está intrafegável.

5. Professores e alunos da escola Fernando Pessoa paralisaram as atividades para realizar um ato contra a violência, pois já houve caso de agressão a professor naquela escola, assim como nas escolas Sandra Maria e Elisaldo Ribeiro.

Diálogo com o governo – O caso está insustentável e por isto na manhã dá última quinta-feira (27) uma comissão composta por representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Subsede de Parauapebas), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Palmares Sul e II e comunidades escolares de alguns bairros da cidade foram recebidos pelo chefe de gabinete do prefeito, Roque Dutra, e pelo secretário municipal de Educação, Raimundo Neto.

Durante a reunião foi apresentada aos representantes do poder público uma pauta de reivindicações relacionada à educação. Entre os pontos abordados estiveram transporte escolar, centrais de ar-condicionado, infraestrutura e segurança.

“Encontramos uma frota do transporte escolar já sucateada, recuperamos o que foi possível e colocamos para rodar. Nos últimos dias nosso problema está relacionado à falta do combustível, pois, apesar de estarmos com o pagamento das empresas que fornecem o produto em dia, elas se negavam a fornecer o diesel, alegando que não conseguem acompanhar os sucessivos aumentos no preço do produto”, informou Roque Dutra, chefe de Gabinete, ao conduzir as discussões, deixando claro o quanto o governo está aberto ao diálogo e disposto a buscar soluções para os problemas apresentados.

O chefe de gabinete esclareceu ainda que as empresas têm a obrigação de dar continuidade ao fornecimento e que a situação está sendo analisada pela Procuradoria Geral do Município, mas, apesar da suspensão temporária do combustível, o serviço de transporte escolar oferecido aos estudantes da rede pública de ensino foi normalizado nesta quinta-feira (27).

Quanto às demais demandas, entre elas a refrigeração das salas de aulas, foi informado que o processo licitatório para compra de 300 centrais de ar já está em andamento; a construção de escolas está acontecendo, inclusive a Nelson Mandela, que deverá ser entregue este ano; e o anexo da Escola Eunice Moreira também já recebeu solução e passará a funcionar no prédio do antigo Colégio Fênix.

“Para nós, um ganho importante foi ter ficado acordado que o governo municipal irá estabelecer uma agenda permanente de reuniões para discutir com os representantes dos movimentos sociais, não só as pautas da educação, mas das outras áreas citadas na reunião”, afirmou Eduardo Salazar, representante da comunidade de Palmares, citando que a próxima reunião já ficou agendada para a próxima semana.

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