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Indústria automotiva paraense registra queda de 11,61%

Conforme o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Pará e Amapá a queda foi influenciada ao baixo desempenho da economia e baixo crescimento do PIB

O último balanço do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP) não trouxe boas notícias para a indústria automotiva paraense. O setor registrou queda de 11,61% nas vendas de veículos, em agosto. No total, foram vendidas 11.966 unidades, em agosto, contra 13.538, em julho. Foram contabilizados no balanço os emplacamentos de todos os segmentos, como automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários.


Na comparação com agosto de 2013, o número de emplacamentos também apresentou retração, com queda de 11,06% nas vendas. No mesmo período do ano passado, foram vendidas 13.454 unidades. O acumulado deste ano (janeiro a agosto) também não foi favorável, apresentando retração de 7,01%, com a venda de 101.307 unidades contra 108.948 em igual período do ano passado.

Os segmentos de automóveis e comerciais leves tiveram queda de 18,91% em relação ao mês de julho. Foram emplacadas 4.246 unidades, em agosto, contra 5.236 no mês anterior. O setor de caminhões, que estava em recuperação nos meses anteriores, também apresentou retração, com redução de 19,23% nas vendas. Outro setor que não teve bom desempenho foi o de motocicletas, com queda de 6,23%.

Segundo o presidente do Sincodiv PA/AP, Leonardo Pontes, o ritmo do setor é ditado pelo desempenho da economia. “Nosso setor é, diretamente, influenciado pelo desempenho da economia e mesmo com todo o esforço do setor em repassar o desconto do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e trazer a taxa de financiamento para juro zero, o setor não cresceu. Acredito que a queda nas vendas, também, estão associadas ao baixo crescimento do PIB. A falta de crédito foi outro fator que influenciou nos resultados de agosto”, analisa.

Leonardo Pontes acredita na recuperação do setor pelos próximos meses. “Temos uma expectativa de crescimento com as novas medidas do governo, que aumenta a disponibilidade de dinheiro para empréstimo”, diz otimista.

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