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Leão já devorou R$ 3,3 bilhões de Parauapebas e entorno

A cifra é de impressionar e quase impronunciável: R$ 3.306.564.912,53. Isso mesmo: mais de três bilhões e trezentos e seis milhões de reais foram pagos pelos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Água Azul do Norte e Curionópolis a título de tributos à Receita Federal do Brasil (RFB) no período dos últimos 12 anos consolidados, entre 2005 e 2017. As informações são da própria Receita Federal.

Parauapebas é, hoje, o sexto maior pagador de tributos à Receita. Ano passado, foram recolhidos daqui pouco mais de R$ 305 milhões. É como se cada um dos 203 mil habitantes do município tivesse dado à receita cerca de R$ 1.500. No acumulado de 12 anos, o município mandou à conta daquele órgão tributário R$ 2,58 bilhões.

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Canaã, entre 2005 e 2017, entregou aproximadamente R$ 539 milhões, enquanto Eldorado foi tributado em R$ 67 milhões no período. Água Azul do Norte, com R$ 65 milhões, e Curionópolis, com R$ 60 milhões, fecham o caixa.

Para Frank James, candidato a deputado federal pelo PRTB, o povo de Parauapebas, mesmo entregando cifras bilionárias à União, ainda tem de passar pela humilhação de viajar centenas de quilômetros para resolver “broncas” na unidade da Receita Federal mais próxima.

“É um paradoxo. Parauapebas é um dos municípios que mais contribuem na arrecadação dos tributos administrados pela Receita Federal, mas não tem sequer uma ‘cabana’ do órgão. Tudo está centralizado em Marabá. Está errado isso”, reclama, destacando que chegou a hora de a região reivindicar direitos porque, até hoje, só tem tido deveres para com a União.

LEÃO DA BOCA GRANDE

Frank faz questão de lembrar que o Governo Federal é “guloso” e não tem piedade de dívidas. “Quem deve à Receita não escapa. O governo é esperto e, anualmente, sofistica os meios e estratégias de cobrança. Não leva calote. O cidadão, sim, fica vulnerável até a perder bens se não puder pagar impostos dessa infeliz carga tributária que está levando o brasileiro à falência”, destaca o candidato, ressaltando que é preciso que o Governo Federal tenha, também, essa mesma agilidade para ajudar o povo de Parauapebas e região em suas necessidades.

“Daqui só tiram, só sugam. E não temos tido um Chapolim para nos ajudar. Por isso, decidi ir à luta e lançar meu nome para tentar enfrentar os inimigos de nossa região”, afirma.

O candidato quer Delegacia da Receita Federal para atender a população de Parauapebas, que só perde para Belém e Ananindeua em número de contribuintes. A RFB tem 16 unidades de atendimento no Pará, sendo três delegacias (em Belém, em Marabá e em Santarém) e 13 agências. “Até Redenção e Tucuruí, que têm menos da metade do tamanho de Parauapebas, possuem agência da Receita. Novo Progresso, aqui no Pará, é uma cidade dez vezes menor que a nossa, tem agência, e nós aqui, jogados às traças e à boca do leão”, lamenta, prometendo que, se eleito, vai fazer a diferença. “Vamos virar esse jogo de perdas acumuladas pela região ao longo de décadas”.

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