Publicidade

LÍDER DE RAIOS: Município do Pará é lugar do ‘raio que o parta’

É sério e todo cuidado é pouco: Santa Maria das Barreiras, no sul do Pará, é o município mais atingido por raios do Brasil. Com sua sede distante 1.018 quilômetros de Belém, Santa Maria, que sobrevive de gado e soja, assiste à queda de, pelo menos, 44 raios por quilômetro quadrado ao ano. A informação consta do levantamento inédito realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e divulgado pela Folha de S. Paulo. Para chegar a essa conclusão, em que o município paraense fica no topo, o Elat usou metodologia mais precisa em relação aos estudos que até então haviam sido divulgados.

O Pará é o quinto estado brasileiro com maior incidência de raios, com 12,4 registros para cada quilômetro quadrado. Só perde para o líder Tocantins (19,8 raios) e para Amazonas e Acre (ambos empatados com 15,8 registros), além do Maranhão (com 13,3 raios).


Apesar de estar em Santa Maria das Barreiras o maior número de queda de raios por quilômetro quadrado, quando o assunto é morte, é o município de São Gabriel da Cachoeira (AM) quem segura o cetro. Lá, que tem 44,5 mil habitantes, há praticamente uma morte por ano (0,84, em média) por causa de raios.

MONITORAMENTO

Todos os anos, o Brasil é atingido por 50 milhões de raios, que chegam a matar 128 pessoas, em média. Entre 2000 e 2014, os raios ceifaram 1.792 vidas, sendo 126 paraenses. O Pará é, aliás, o quarto estado onde mais pessoas morreram por raios no período, atrás apenas de São Paulo (288 vítimas), Minas Gerais (136) e Rio Grande do Sul (131).

O Grupo de Eletricidade Atmosférica está trabalhando com novos equipamentos e nova metodologia de análise para que, em cinco anos, seja possível o mapeamento da incidência de descargas com resolução entre dois e três quilômetros, de forma que seja possível saber, com taxa de 99% de detecção, em quais bairros de uma cidade ocorrem mais raios.

A explicação de por que alguns lugares são mais atingidos ainda não é definitiva, mas o estudo detectou que boa parte das cidades que sofrem com raios aqui na Região Norte fica próxima de rios, fazendo supor que a umidade pode ser fator importante. Outros que parecem envolvidos são os fenômenos climáticos El Niño e La Niña.

Reportagem: Redação de Meu Pará de Todos | Com informações da Folha de S. Paulo

Compartilhe essa notícia

Tags

Veja também

Fechar Menu