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Marabá: Churrasco e caixão grátis marcam protesto de funerárias

Marabá: Churrasco e caixão grátis marcam protesto de funerárias

Os proprietários das funerárias Pax Nova, Lucas Neres Tavares; e Pax Belém, Daniel Lima da Silva, se manifestaram na noite da última sexta-feira (7), em frente ao Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, onde funciona o Instituto Médico Legal (IML), contra o que denominaram como cartel de funerárias que prestam serviços ao órgão em regime de plantão. Empresas de Marabá possuem um convênio com o Renato Chaves e costumam tirar plantões para remover corpos em locais distantes e, consequentemente, assumir o serviço junto aos familiares do morto.

Lucas, que possui sua empresa há 14 anos na cidade, reclama que em todo esse tempo ela nunca entrou no sistema de plantão. “Tem funerária que está há três anos no mercado e já entrou no plantão. Tem funerária que não tem carro adequado e já está. Nós queremos entrar no plantão também, achamos isso injusto”, declarou.

Os empresários serviram churrasco e refrigerante para quem quisesse em frente ao órgão e foram além, oferecendo caixões de graça para familiares que precisassem nessa noite. ”Viemos nos manifestar e estamos doando caixões para quem precisar dos nossos serviços. Estamos à disposição em forma de protesto. Pode nos procurar aqui que não será cobrado nenhum centavo pelo serviço”, declarou Daniel.

A empresa dele está há nove meses instalada em Marabá e, de acordo com ele, com toda a documentação em dia. “Devido ao fato de ser a última a abrir as outras empresas não concordam que eu faça esse trabalho na cidade. Estamos na batalha porque todo dia é briga no IML e briga em portas de hospitais. Eu, como proprietário, não aguento mais porque isso é um desrespeito com os familiares das pessoas que entram em óbito”, desabafou, acrescentando que não vê motivo para a exclusão. “Pagamos impostos como todas as outras empresas”.

Daniel informa que, inclusive, já registrou boletim de ocorrência relatando a situação junto à Polícia Civil e aguarda que o quadro seja revertido. A Reportagem tentou entrar em contato telefômico com a direção do órgão, mas devido o adiantado da hora não conseguiu falar.

Reportagem: CT Online – Com informações de Josseli Carvalho

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