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Marabá, Parauapebas e Tucuruí são os piores do Brasil em abastecimento com diesel

Acaba de sair o Boletim Mensal da Qualidade dos Combustíveis Líquidos Automotivos Brasileiros, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e, em matéria de óleo diesel, os municípios paraenses de Marabá, Tucuruí e Parauapebas apresentam os mais elevados índices nacionais de não conformidade com as especificações técnicas exigidas para esse tipo de combustível. O boletim, que traz o resultado de amostra de combustíveis em vários postos de todo o país, compreende o período de janeiro a março deste ano.

Em Marabá, de 50 amostras de diesel coletadas nos postos do município e região, 19 foram reprovadas (ou seja, há indícios de adulteração em 38% do material, o percentual mais alto encontrado na pesquisa, entre todas as regiões brasileiras analisadas). Em Tucuruí, de 52 amostras, 19 levaram pau. Já em Parauapebas, de 48 análises, 16 foram reprovadas.

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O Pará, como sempre, ostentou o troféu dos contrastes. Ao mesmo tempo em que figura como o Estado com o óleo diesel mais “esquisito” do Brasil, também tem a cidade com os postos de combustíveis mais honestos, em se tratando de diesel: Belém. A capital concentra o maior número de postos em situações amostrais do Pará, e em absolutamente todos eles, as amostras estavam dentro dos padrões, conferindo a Belém o título de capital mais honesta em abastecimento com óleo diesel.

Aliás, a média de não conformidade para óleo diesel no Brasil, entre janeiro e março, ficou em 4,2%, oito vezes menor que nos postos mais trapaceiros das cidades do interior paraense. Os nomes dos postos checados não foram divulgados no levantamento da ANP, o que deixa suspense no ar de onde não abastecer nessas cidades, tendo em vista que nem todos os estabelecimentos estão com combustível tecnicamente irregular ou com qualidade duvidosa.

GASOLINA E ETANOL
Enquanto a média de não conformidade da gasolina está em 1,4% no Brasil, aqui no Pará, três ou quatro postos, de cada 100, estão totalmente fora dos padrões. As regiões de Tucuruí (7,4%), Redenção (5%), Marabá (4,3%) e Santarém (4%) são as mais fora de nível. Em Belém, de 167 amostras de gasolina nos postos da cidade, oito foram reprovadas. Honestidade total em gasolina só mesmo em Ananindeua, município emendado a Belém.

No tocante ao etanol, a situação do Pará é melhor que a do resto do país. No Estado, de 119 amostras do popular álcool etílico colhidas, apenas uma – em Santarém – levou bomba no teste. No Brasil, de cada mil pessoas que abastecem com álcool, 22 são passadas para trás nos postos.
Não é demais esquecer que combustível adulterado pode provocar sérios danos a um veículo se usado com frequência. As primeiras peças que sofrem avarias são os bicos injetores e as velas de ignição. Passado tempo, podem estragar a sonda da lâmina e o catalisador do veículo. O motor também pode apresentar defeito em caso extremo de utilização de combustível em não conformidade com as especificações técnicas.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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