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Mulheres com HIV podem engravidar e ter filhos saudáveis

Mulheres com HIV podem engravidar e ter filhos saudáveis

Com estrutura adequada para pôr em prática as políticas públicas no tratamento de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e Infecção Sexualmente Transmissíveis (IST), o Centro de Testagem e Aconselhamento de Parauapebas (CTA) vem oferecendo serviço de atendimento especializado para pessoas que vivem com as diversas contaminações. Dentro deste grupo estão mulheres que engravidam já sabendo ser portadoras, por exemplo, de HIV ou outras que descobrem depois, durante o pré-natal, podendo ter filhos saudáveis.

De acordo com a coordenadora do CTA, Milka Régia, o Ministério da Saúde tem investido em tecnologias que diminuem essa possibilidade de contaminação, dando a essa mulher a possibilidade de gestar. “O fato de a mulher ser vivendo com HIV não a impede de ser mãe. A partir disto, vendo o desejo, é feito o acompanhamento com medicações específicas, também oferecidas ao parceiro, para evitar que ele se contamine, e garantir um desfecho desse processo, onde a gente consiga auxiliar para que esse casal venha ter filho em um processo da forma mais saudável possível, evitando a contaminação tanto do parceiro quanto da criança”, detalha Milka Régia.

Milka Régia – Coordenadora do CTA

 

Tudo deve ser acompanhado por profissionais de saúde do CTA, que, além de tratamento médico especializado, oferecem acompanhamento psicossocial para que tudo inicie da forma correta e termine bem.

A coordenadora lembra que a prevenção deve começar no pré-natal, quando a mulher, tendo uma suspeita de gravidez, procura uma unidade de saúde. “Um dos exames essenciais e obrigatórios na primeira consulta de pré-natal é o teste de HIV. Uma vez diagnosticada com HIV, essa mãe deve ficar sendo acompanhada em sua unidade de saúde de origem e também no CTA”, explica Milka, detalhando ser uma equipe multiprofissional ministrando a ela medicação até o momento do parto, outro período que requer cuidado quando a paciente recebe medicação específica sendo parte da profilaxia.

Ao nascer, o bebê já recebe assistência diferenciada com medicação especial durante 28 dias, continuando a ser acompanhado pela equipe do CTA até os primeiros 24 meses, período considerado de exposição ao vírus HIV. “Neste período, a gente investiga se essa criança ainda está exposta ao HIV, se ela foi contaminada ou não”, detalha.

Caso a criança, durante o tempo previsto de exposição, que é de 24 meses, apresente resultado de soro positivo para HIV, já passa a ser assistida pelo CTA, podendo ter acompanhamento e uma vida normal em tratamento cuidando para que não desenvolva aids.

Reportagem: Francesco Costa / Fotos: Douglas Camargo | Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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