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No Pará, alunos da rede estadual são medalhistas da Obmep 2016

O Colégio Militar de Belém sediou na última quarta-feira (13) a cerimônia de premiação da 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) 2016. Alunos, docentes, diretores de escolas, representantes de secretarias municipais de Educação, professores universitários e autoridades civis e militares receberam medalhas referentes ao bom desempenho na Olimpíada de 2016.

A Obmep é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), que busca estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área. O evento é destinado a alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, e visa despertar nos alunos o gosto pela matemática e pela ciência em geral, e motivá-los na escolha profissional pelas carreiras científicas e tecnológicas.


Sete alunos de escolas estaduais receberam medalhas – cinco medalhistas de bronze e dois de prata. Hayton da Silva (Escola Estadual Dom Pedro I); João Vitor da Silva (Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso); Marjenny de Melo (Escola Estadual Augusto Meira) – instituições de ensino localizadas em Belém -, e Larissa Rafaela Viana (Escola Estadual Elcione Barbalho, no município de Castanhal) estão entre os medalhistas de bronze.

Desafio – A estudante Marjenny de Melo, 17 anos, que atualmente cursa o 2º ano do Ensino Médio, ressaltou sua paixão pela matemática. “Eu adoro matemática, gosto de fazer os cálculos, encaro como um desafio a resolução de problemas. A premiação é muito importante e incentiva outros alunos a participarem da olimpíada, ajudando a tirar da cabeça das pessoas que matemática é difícil”, declarou.

Os estudantes Marcos Vinícius Veloso, da Escola Estadual Almirante Renato Guillobel, e Marcos Lude Ferreira, da Escola de Ensino Técnico Magalhães Barata, são os estudantes da rede estadual que receberam medalhas de prata.

Para o estudante Marcos Lude Ferreira a premiação era muito aguardada, porque já havia estudado vários anos para fazer a prova, e no último ano do Ensino Médio conquistou a medalha de prata. “Comecei a me interessar por matemática na 7ª série, quando tirei 10 em matemática. Desde então, meus professores me incentivaram muito, e a partir do 1º ano do Ensino Médio comecei a participar da Obmep”, contou.

Marcos Lude é ex-aluno da Escola de Ensino Técnico Magalhães Barata, e gosta tanto de matemática que aos 19 anos já cursa Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Orgulho – O coordenador nacional da Obmep, Claudio Landim, destacou que a Olimpíada começa com 18 milhões de alunos inscritos, e que os pais e responsáveis têm todos os motivos para se orgulharem, pois apenas 6.500 alunos do País recebem medalhas.

“O número de inscritos é muito grande, e apenas uma pequena parte recebe medalha. Os pais devem ficar orgulhosos porque seus filhos chegaram até aqui e competiram com milhares de estudantes. A Olimpíada é uma grande oportunidade, pois oferece a eles programas de iniciação científica, voltados para uma matemática diferenciada, que vai mostrar que a disciplina não é enfadonha, e sim extremamente desafiadora e interessante”, afirmou o coordenador.

Claudio Landim enfatizou que no Pará a premiação foi bastante diversificada, com premiados de vários municípios. O coordenador se surpreendeu com o número de meninas medalhistas, e frisou que quase 50% dos medalhistas no Pará são do gênero feminino.

Obmep 2017 – Cerca de 21 mil alunos, de 517 escolas estaduais do Pará, realizarão no próximo sábado (16), às 14h30, as provas da 2ª fase da 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Os alunos classificados devem comparecer aos locais de provas escolhidos no ato da inscrição.

As provas serão aplicadas para mais de 900 mil alunos das redes pública e privada de ensino em todo o Brasil. No dia 22 de novembro será divulgado o resultado da Olimpíada, com os nomes dos alunos que serão premiados em 2018.

Texto:
Eliane Cardoso

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