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Parauapebenses acompanham votação da nova alíquota da Cfem

A votação foi concluída depois de quatro horas de muitas discussões em Brasília

Foi um dia inteiro de muita expectativa nas cidades que são diretamente impactadas com as atividades minerárias, principalmente dos estados do Pará e Minas Gerais.

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Em Parauapebas, em vários pontos da cidade o que se viu foi uma grande mobilização. Na Palmares Sul, por exemplo, a movimentação foi bastante intensa, em especial nas proximidades da Estação Ferroviária.

Foi uma terça-feira atípica, marcada pela mobilização social. A Prefeitura decretou ponto facultativo para que os servidores pudessem participar das mobilizações. Na Câmara de Vereadores não houve sessão, o motivo foi à ausência dos parlamentares que foram à Brasília acompanhar a votação da MP 789/2017 na Câmara dos Deputados, assim como dezenas de outras pessoas ligadas a entidades e associações de Parauapebas e demais cidades que estavam lutando pelo aumento da alíquota da Cfem.

Evaldo Fidelis

 

Governo e sociedade civil estavam organizados para juntos cobrar uma compensação financeira vantajosa para as cidades minerárias. Evaldo Fidelis, representante do Movimento Social por Soberania Popular na Mineração (MAM), ressalta a importância desse momento.
“A vinda de mais recursos implica diretamente na busca de políticas públicas. Nós estamos na luta porque entendemos que o momento é único para discutir novas alternativas para Parauapebas. E nós quanto sociedade vamos cobrar isso”, explica Evaldo.

Jorge Neri

 

Desde o inicio da manhã desta terça-feira (21), a movimentação foi grande na portaria que dá acesso as minas de Carajás. Um palco foi montado e foi através de um telão que muitas pessoas aguardavam o início da votação da medida provisória 789/2017, que trata do aumento da alíquota da Compensação Financeira pela Exploração dos recursos Minerais (Cfem). Governo e movimentos sociais estavam juntos em prol do que consideram um marco histórico.
“O recurso natural da pátria, tem que ser investido na pátria. A gente tem visto uma defasagem do recurso externo enquanto que o povo está sofrendo as mazelas. A saúde, educação e falta de recursos no campo. É para buscar melhorias nesses setores, por exemplo, que estamos na luta”, relata Jorge Neri, representante de movimentos sociais.

 

A votação

Já era noite quando a discussão foi iniciada na Câmara dos Deputados em Brasília. Houve impasse antes do início da votação. A proposta apresentada era votar por 3,5% e não 4% como constava no relatório. Depois de muitas discussões, horas de muitos pronunciamentos. Alguns deputados consideraram chantagem a proposta de 3,5% ao invés de 4%. Mas, devido à pressa de encaminhar a matéria para o Senado, que por sua vez, terá até o dia 28 de novembro para votar a Medida Provisória, o aumento ficou mesmo em 3.5%, como pode ser observado com mais detalhes em matéria publicada AQUI no Portal Pebinha de Açúcar.

Reportagem: Anne Costa / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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