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Postos de combustíveis não repassam redução no preço da gasolina ao consumidor

Foto: Arquivo

Se não fossem as informações vindas dos veículos de comunicação de circulação nacional, os consumidores nem teriam tomado conhecimento da redução no preço da gasolina, produto que sofreu sucessivos reajustes nos últimos anos.

O fato é que os donos de postos de combustíveis, os mesmos que não perdem tempo quando o assunto é alta, não têm feito caso à redução no preço, mesmo já sendo este o terceiro anunciado pela petrolífera brasileira.


Se levarmos em conta que o preço do litro da gasolina chegou a custar R$ 5,20 nos postos de Parauapebas, com a redução acumulada no preço, que é de 10,4%, hoje já deveria estar custando apenas R$ 4,66.

No entanto, o menor valor encontrado é de R$ 5,07, o que representa menos de 2% em relação ao valor mais alto já comercializado.

Sem opção, o consumidor se vê obrigado a abastecer com o preço caro, enquanto muitos dizem esperar que o órgão de defesa do consumidor, Procon, tome a iniciativa de fiscalizar os estabelecimentos e exigir que repassem o desconto aos clientes.

“Fui ao posto de combustível certo de que encontraria preços menores, mas a realidade é outra”, revela José dos Reis, mototaxista, lembrando que há muito tempo o combustível sobe, porém o valor cobrado nas corridas é o mesmo.

Reclamações de clientes com expectativas de que o combustível baixe de preço são várias, mas nenhum deles se demonstrou otimista com a queda nos preços para o consumidor final.

“Aqui neste fim de mundo ninguém olha para nós. O que dá a entender é que estão todos acertados para explorar os consumidores”, desabafa Josafá Martins, dizendo entender que os órgãos de fiscalização não têm feito nada para resolver este problema.

A maioria dos donos de postos de combustíveis evita falar sobre o caso. No entanto, encontramos um que se propôs a prestar esclarecimentos.

Trata-se de Linei Fernandes, afirmando que os donos de postos de Parauapebas ainda não receberam combustíveis com preços mais baixos.

“Tenho nota fiscal de R$ 4,66 e hoje estou pagando R$ 4,39, o que representa menos de 5% mais barato”, conta Linei Fernandes, sugerindo que o preço do litro da gasolina deveria ter baixado para R$ 4,18 na distribuidora.

De acordo ainda com Linei, o governo jamais conseguirá estabelecer o preço final do combustível. O motivo ele diz ser os intermediários por quem passa o comércio do produto.

Assim, segundo ele, a baixa do preço do combustível será relativa, de acordo com o canal de compra de cada empresa, devendo uns ter capacidade de baixar mais e outros menos.

“O preço estabelecido na refinaria hoje é de apenas R$ 2,11, valor que menos 10% baixa R$ 0,21. No meu posto baixei R$ 0,23, o que significa que estou dentro da norma. Mas é bom lembrar que os 10% são lá na ponta”, detalha Linei, lembrando que o valor do petróleo na refinaria é sem o imposto e quando é adicionado o imposto o preço já dobra. Adicionado a isto, tem o preço da distribuidora, que chega nos postos de Parauapebas a cerca de R$ 4,40.

O Procon ainda não se manifestou a respeito do caso, se fará ou não interferência através de fiscalizações para que o desconto chegue ao consumidor final.

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