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Prefeitura cria Grupo de Trabalho para geração de emprego e renda em Parauapebas

Como em todo o País, o desemprego ainda afeta muitos trabalhadores em Parauapebas, o que tem preocupado a prefeitura. E como reverter essa situação de forma prática, com o envolvimento inclusive da sociedade? O assunto tem sido pauta do governo desde o início da atual administração, que agora, por meio de portaria, instituiu um Grupo de Trabalho para apontar soluções para geração de emprego, trabalho e renda.

O GT tem a participação de membros das secretarias de Assistência Social, Desenvolvimento, Planejamento e Gestão, Gabinete e ainda representantes dos movimentos sociais, que já vêm se reunindo para debater politicas públicas de geração de emprego e renda. Um dos primeiros avanços foi a criação da Coordenadoria Especial de Trabalho, Emprego e Renda (Ceter), que agora é responsável pelos encaminhamentos das propostas elaboradas no Grupo de Trabalho.

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De acordo com o coordenador da Ceter, Girlan Pereira, que também faz parte do GT, além de discutir as políticas públicas da geração de trabalho em locais como o polo moveleiro, polo joalheiro, Distrito Industrial e ainda a partir do Banco do Povo e Sala do empreendedor, o grupo já vem trabalhando no fortalecimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Parauapebas, que ainda trabalha de forma precária.

“Buscamos fortalecer o Sine no sentido que possa oportunizar  e criar mais vagas de emprego, para que  tenha condições de encaminhar para o mercado de trabalho. Hoje a dificuldade não é a intermediação, mas geração.  Como o problema de emprego é nacional é preciso que o município pense políticas públicas que incentivem a geração de mais vagas de trabalho, então o GT  tem essa tarefa de elaborar e apresentar proposta técnicas e viáveis que incentivem a geração de emprego e fortaleçam as inciativas de geração de renda como o microempreendedor, as cooperativistas e projetos sociais comunitários que geram renda”, explica Girlan Pereira.

Em sua quinta reunião, realizada na última quinta-feira, 8, o GT avalia que houve avanços em vários aspectos. Um deles foi a criação da Ceter, pois o grupo tem convencido o governo municipal que é preciso priorizar essa política. “É um órgão novo, uma politica pública de grande relevância social que o governo está se propondo a construir”, ressalta o coordenador.

No encontro, o debate ocorreu em torno da modernização e descentralização de ações do Sine, para que o atendimento seja realizado em parceria com a comunidade. A ideia é que o trabalhador do campo e dos bairros distantes possa ter acesso ao cadastro e à carta de recomendação, havendo também necessidade de humanizar o atendimento.

Girlan Pereira acredita que a partir dessa sistematização será possível dialogar com as empresas terceirizadas e prestadoras de serviço da prefeitura para que elas fortaleçam e disponibilizem vagas por meio do Sine. O GT acredita que é possível criar um diálogo institucional com a Vale e outras empresas para o fortalecimento do Sine.

BANCO DE DADOS

Outra proposta da Ceter é criar um sistema municipal de informação que possibilite saber quantas empresas se instalam na cidade, quantas vagas empregos são gerados e quais são de fato as necessidades de qualificações no mercado de trabalho, para que dessa forma o governo municipal possa desenvolver programas de qualificação profissional tendo em vista que uma das maiores reclamações das empresas é a falta de profissionais preparados para os cargos e funções. “A partir dessas informações vamos poder desenvolver políticas que vão facilitar o trabalhador a ter acesso ao mercado de trabalho”, diz Girlan.

Um dos representantes dos movimentos sociais no GT, Antônio Marcos lembra que desde 2010 um grupo reivindica do governo ações que, de fato, promovam emprego e renda em Parauapebas. Em 2017, o movimento conseguiu juntar 28 associações e pautar o governo pela primeira vez. Entre as propostas justamente estava justamente a Ceter, além de programas de transferência de renda. “Esses avanços conseguimos este ano, com a nomeação do coordenador da Ceter e GT”, diz Antônio Marcos.

Para os movimentos sociais, a Ceter representa um instrumento político criado pelos próprios trabalhadores. “É um instrumento em que depositamos confiança, colaborando para a resolução dos problemas dos trabalhadores. É uma forma de envolver diretamente o governo municipal nessa pauta. A Ceter vem debater as políticas publicas de forma geral, não só a questão do emprego formal, mas a potencialização de iniciativas econômicas existentes, como pequenos comércios”, declara Antônio Marcos, conhecido como Félix.

Nesta terça-feira, 13, o GT se reunirá com o coordenador do Sine, Braz Mendonça, em busca de informações, dados do órgão para que dessa forma possa dar continuidade ao trabalho junto às comunidades rurais.

 

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