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Prefeitura se manifesta sobre mudança em rota de micro-ônibus por conta de buracos em vias

Exposto o caso denunciado por moradores que davam conta da alteração do percurso no Bairro Nova Carajás dos micro-ônibus que fazem o transporte coletivo de passageiros, a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Obras (Semob) e do Departamento Municipal de Trânsito e Transportes de Parauapebas (DMTT), se manifestou a respeito do assunto.

De acordo com a Semob, os serviços já estão na programação e devem iniciar até o final deste mês, novembro, assim que a empresa responsável pela realização do serviço finalizar o recapeamento asfáltico no Bairro Cidade Jardim, que no momento está sendo executado na avenida B.


Já o DMTT, através de seu coordenador Glauber Mota, contou à nossa equipe de reportagens que esteve reunido na manhã de quarta-feira (14) com todos os representantes das modalidades do transporte público, para discussão de uma extensa pauta.

Entretanto, por não estar presente o representante da Semob, esse quesito específico ficou para ser deliberado na próxima reunião, que se realizará na segunda-feira.

“Compete me informar que o DMTT, na condição de órgão executivo de trânsito e transporte, tem a atribuição de regulamentar, através de ordens de serviços, o itinerário do transporte coletivo público, conforme preceitua a Lei n° 4551/13. Quanto aos ofícios citados, os mesmos possuem a intenção de informar à municipalidade as condições de trafegabilidade das ruas do supracitado loteamento, cabendo à Secretaria de Obras a responsabilidade pela manutenção”, esclareceu Glauber Mota.

Entenda o caso – Os moradores do Bairro Nova Carajás, principalmente da nona etapa, estão indignados a respeito do transporte coletivo que, segundo eles, desde terça-feira (13) resolveram que somente irão fazer o itinerário até a última rotatória da avenida principal, em seguida retornando para a garagem, não completando o percurso.

Os reclamantes dão conta de que apenas os carros da Central tomaram a medida, enquanto que outras empresas que fazem o transporte de trabalhadores para as minas exploradas pela mineradora Vale continuam a buscar e deixar os passageiros no percurso costumeiro.

A direção da Central justifica que se trata de veículos de portes diferentes, o que impossibilita o tráfego com as tais condições.

O serviço é prestado pela Central das Cooperativas de Transportes de Parauapebas, que reconheceu a redução no percurso, conforme denúncia dos usuários. Porém, justificou as causas, motivos, razões e circunstâncias em que foram tomadas as medidas.

“Sabíamos mesmo antes de tomarmos a decisão que seria algo que traria desconforto à população, mas nos esforçamos ao máximo para que outra solução fosse possível”, explicou Francisco Brito, contando que o motivo da redução no percurso é pelas péssimas condições em que se encontram alguns trechos da Avenida Serra Leste, rua em que passa a rota do transporte público o que tem inviabilizado a prestação do serviço.

Ainda de acordo com a direção da Central, antes de tomar a medida vários ofícios foram encaminhados tanto ao DMTT quanto à Semob, porém não receberam resposta nem o atendimento com a prestação do serviço pedido.

A petição para que a Rua Serra Leste fosse recuperada foi feita através do Ofício 033/2018, protocolado no DMTT e Semob, respectivamente, no dia 25 de abril deste ano.

Como não foi respondido, foram encaminhados os Ofícios 077/2018 (11 de setembro), 078/2018 (11 de setembro) e 096/2018 (7 de novembro).

Como nenhum deles foi atendido, no dia 7 de novembro foi enviado o Ofício 097/2018, informando ao DMTT a alteração no percurso, sob a justificativa da falta de manutenção na Avenida Serra Leste e que o percurso passaria a ser feito a partir daquela data pela Avenida Carajás, até que se faça a manutenção devida na citada via.

“Primeiro, procuramos resolver as coisas em favor dos usuários, motivo único de nossos carros estarem nas ruas. Na ausência da resposta, comunicamos ao órgão fiscalizador de nossos serviços e, dentro do amparo legal, tomamos a medida que se fez necessária”, afirmou Francisco Brito, dizendo compreender a justa denúncia dos usuários, mas lamenta não poder resolver o que está nas mãos do Poder Executivo Municipal.

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