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Professores e alunos participam de exposição de ensino especializado

Cerca de 300 alunos da rede pública de ensino prestigiaram a exposição sobre autismo, cegueira, surdez, deficiência intelectual e deficiência múltipla, realizada pelos professores que participaram do curso de Atendimento Educacional Especializado, promovido pela Rede Nacional de Formação Continuada (Renafor), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Realizado na quadra esportiva da escola municipal Carlos Henrique, o evento marcou a culminância dos módulos desenvolvidos ao longo do curso. Segundo Daniel Evangelista, tutor do curso, o objetivo da ação foi compartilhar o material didático disponível e melhorar o processo de ensino-aprendizagem em relação à diversidade, assim como a forma de utilização dos recursos oferecidos no município com acessibilidade ao conhecimento.


“Hoje, trabalhamos com educação inclusiva, em que todos os alunos com deficiência estão incluídos nas escolas da rede, convivendo com crianças que não possuem deficiência. Precisamos evoluir a cada dia no processo e práticas de ensino para esses alunos”, declarou Daniel Evangelista.

As professoras de Libras (Língua Brasileira de Sinais), Jucicleide Mota e Nazaré Viegas, participaram da exposição com a adaptação de materiais como jogos em Libras. Segundo as educadoras que fazem parte do Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial (Napp), a ação serve para mostrar o trabalho que já é desenvolvido no município.

Atualmente, 17 escolas da rede municipal de ensino, compreendendo ensino infantil, ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA), possuem o ensino de Libras duas vezes na semana dentro da disciplina de português.

Educadora no município há três anos, Liege Caldas leciona na sala de recurso da escola municipal Faruk Salmen, que possui 11 alunos especiais. A professora participou da exposição com um grupo que explicou sobre o autismo e falou da importância de novos aprendizados e do desafio de trabalhar com alunos especiais.

“O curso trouxe novidades como síndromes que não tínhamos conhecimento. Sempre trabalhei com educação especial e é muito prazeroso ver o sorriso no rosto das crianças e acompanhar o desenvolvimento delas. Aprendo todos os dias”, declarou a educadora.

Na avaliação da estudante Cláudia Soares, do 7º ano, a exposição foi muito legal, apresentando atividades diferentes. “Gostei muito de participar, pois quero muito aprender Libras para conversar com meus colegas”, frisou a aluna.

Reportagem: Liliane Diniz

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