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Remanejamento de alunos é discutido entre Sintepp e comunidade escolar

A discussão foi pautada na proposta de remanejar alunos de determinados ciclos apresentada pela Secretaria Municipal de Educação de Parauapebas (Semed), conforme esclareceu Rosemiro Laredo, coordenador da subsede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Pará (Sintepp).

O motivo levou a coordenação da entidade sindical a participar de uma reunião com a comunidade escolar da Escola Municipal Carlos Henrique.


De acordo com Rosemiro, a coordenação do Sintepp ficou sabendo de forma extraoficial a respeito dessa medida, mas tudo indica que já se trata de uma proposta que tende a se concretizar, caso a comunidade não seja consultada, haja vista a existência de um decreto que nomeou membros para compor uma comissão específica para realizar estudos para implementar um modelo de separação das turmas do ensino fundamental, de acordo com o ciclo. Exemplo: 1º e 2º ciclos em uma escola, e 3º e 4º em outra.

“A princípio, a coordenação se declarou contrária a tal medida, pois não está clara a real intenção do governo e nem ficou demonstrado ainda como se dará, de fato, tal alteração”, posiciona-se Rosemiro, contando que o Sintepp já tentou agendar com a diretoria pedagógica da Semed para discutir o assunto, mas até o momento não obteve resposta.

A coordenação sindical alertou para os riscos que essa medida poderá trazer, uma vez que não houve nenhuma discussão mais profunda sobre o tema e, portanto, poderá haver implicações negativas tanto para os profissionais da educação como para a comunidade em geral.

Durante a assembleia, todos os membros da comunidade, que se manifestaram, rechaçaram a proposta e, por unanimidade, a plenária deliberou pela manutenção do sistema tal como ele funciona hoje na referida escola.

O Sintepp orientou aos educadores que sigam o exemplo da Escola Municipal Carlos Henrique e garante que estará à disposição para debater com a comunidade, a fim de que possa deliberar sobre a matéria em comum acordo.

“Ressaltamos que as escolas estão para atender às necessidades da comunidade e não às conveniências do governo. Desse modo, se há necessidade de mais prédios para atender ao público, que sejam construídas mais escolas, para que pais e alunos não sejam obrigados a se deslocarem de seus bairros para que consigam ter seu direito constitucional garantido”, afirma Rosemiro Laredo, dando como data esta quinta-feira (22), quando haverá assembleia, para a categoria deliberar sobre esta e outras questões.

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