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Reportagem especial sobre a educação municipal de Parauapebas

Não foi longevidade, muito menos renda o fator que fez Parauapebas subir ao patamar do seleto grupo de municípios que possuem alto grau de desenvolvimento humano, conforme o estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgado na tarde desta segunda-feira (29). Foi a educação.

Conforme o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), delineado pelo Pnud com base em dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Parauapebas abandonou uma nota pífia em sua educação em 1991, correspondente a 0,199, para atingir o quarto melhor rendimento entre todos os 144 municípios paraenses, com nota 0,644, praticamente o dobro do que foi verificado em 2000, quando alcançou 0,361 no IDHM Educação. Trocando em miúdos, no comparativo entre hoje e 1991, a qualidade da educação de Parauapebas apresentou crescimento de 223,6%. O IDHM parauapebense atualmente é de 0,715, ante um indicador de 0,439 em 1991 e 0,553 em 2000. O índice vai de 0 a 1, e quanto mais próximo de 1, melhor o nível de desenvolvimento.
Os números do Pnud apontam que, em Parauapebas, entre 2000 e 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 26,84% e a proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 72,82% no mesmo período. Além disso, a proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo aumentou 171,70% entre 2000 e 2010, bem como se elevou o percentual de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo: 323,20% entre 2000 e 2010.


DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE
Em 2010, 58,03% dos alunos entre 6 e 14 anos de Parauapebas estavam cursando o ensino fundamental regular na série correta para a idade. Em 2000, eram 46,05% e, em 1991, 18,84%. Entre os jovens com idade entre 15 e 17 anos, 25,77% estavam cursando o ensino médio regular sem atraso. Em 2000, eram 8,59% e, em 1991, 3,62%. Entre os alunos de 18 a 24 anos, 4,06% estavam cursando o ensino superior em 2010.
No geral, somente 4,17% das crianças de 6 a 14 anos não frequentavam a escola em 2010, percentual que, entre os jovens de 15 a 17 anos, atingia 18,81%.

ADULTOS ESCOLARIZADOS
Segundo o Pnud, a escolaridade da população adulta é indicador fundamental de acesso a conhecimento e também compõe o IDHM Educação. Assim, em 2010, 60,32% da população de 18 anos ou mais de idade tinham completado o ensino fundamental e 38,59%, o ensino médio em Parauapebas. No Pará, esses números são inferiores: 47,35% e 29,13%, respectivamente.
Em linhas gerais, a taxa de analfabetismo de Parauapebas, da população de 18 anos ou mais, diminuiu 12,75% nas últimas duas décadas.

MAIS TEMPO DE ESTUDO
O IDHM traz Parauapebas em considerável posição quanto ao total de anos de estudo médio de sua população. Isso porque, enquanto a média de estudo da população era de 7,72 anos em 1991, passou a ser agora de 9,2 anos, o que aponta para a elevação da permanência na escola, diminuindo a evasão escolar, bem como para o aumento de jovens e adultos como discentes. A média de anos de estudo de um cidadão de Parauapebas é, então, maior que a média paraense, de 8,49 anos.

NOVOS TEMPOS
Semed investe em melhorias, agrada e quer continuar avançando nos indicadores oficiais

Os dados divulgados na tarde desta segunda-feira pelo Pnud e que colocam Parauapebas na dianteira da educação, no Pará, e na liderança do crescimento em qualidade desse serviço, no Brasil, são animadores para os profissionais da Secretaria Municipal de Educação (Semed), cuja missão é, entre outras, a de exatamente elevar o nível de escolaridade dos cidadãos, ficando na qualidade do ensino, como sugere a Organização das Nações Unidas (ONU).
Agora no segundo semestre, o Governo Valmir Mariano, por meio da equipe da Semed, que tem como titular a secretária Juliana Souza, vai trabalhar incansável visando à promoção da melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis e com a finalidade de reduzir as desigualdades sociais que ainda persistem, no tocante ao acesso e à permanência, com sucesso, na educação.
Várias ações estão sendo elaboradas pela equipe técnico-pedagógica da Semed e parcerias estão sendo firmadas com outras secretarias municipais, como a de Obras, Urbanismo e SAEEP, para revitalizar as escolas e, assim, proporcionar conforto e qualidade ao ensino.
Nos estabelecimentos da rede municipal, as mudanças ocorridas em julho na educação já têm efeito positivo tanto entre os servidores quanto na própria comunidade. Para a merendeira Zilma Marinho, que trabalha na Escola Jean Piaget, Bairro Liberdade, a equipe de trabalho da qual participa está muito entusiasmada em tornar sua escola referência em educação. Esse é o espírito nos demais prédios.

AVALIAÇÃO POSITIVA
No Bairro da Paz, Carlos Alberto Ribeiro, pai do aluno João Victor Souza Ribeiro, disse que leu num jornal o anúncio de grandes obras para a educação nos próximos meses e que isso lhe deixou extremamente feliz. “Tive dificuldade para matricular meu filho no início do ano. Até fila enfrentei. Mas estou confiante de que, com a construção de novas escolas, essa situação vai mudar. Assim, outros pais de alunos e eu não teremos mais problemas com matrícula ano que vem”, comemora, elogiando, também, a atitude da Semed em reformar as escolas da rede. “O prefeito [Valmir Mariano] e a secretária [Juliana Souza] estão de parabéns.”
A estudante Camila do Rosário Silva, 13 anos, da Escola Chico Mendes, comenta que, de uns dias para cá, até o sabor da merenda mudou. “Quase fiquei sem estudar no início do ano, porque minha mãe disse que não estava encontrando vaga para me matricular. Foi uma dificuldade. Mas conseguimos, graças a Deus. Está uma maravilha estudar lá [na Chico Mendes]. De uns dias para cá, até o sabor da merenda mudou, ficou melhor.”
A satisfação das ações da educação, organizadas pela Semed, está no discurso e no rosto das pessoas que dependem desse serviço público, que é garantido por lei. E são essas ações, pensadas e planejadas com responsabilidade e compromisso, que darão o tom para que o município de Parauapebas continue avançando em qualidade de vida e seja reconhecido, para além de seus minérios, como um modelo de educação e de desenvolvimento humano.

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