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Servidores em greve não são recebidos por prefeito de Parauapebas e interditam acesso à prefeitura

Cerca de mil servidores públicos participaram do ato que se iniciou momentos depois que a chefia de gabinete do prefeito Valmir Mariano (PSD), divulgou uma nota afirmando que o gestor não iria atender os manifestantes.

Nossa equipe de reportagem esteve pelo local e conversou com os líderes dos sindicatos da Saúde e Educação que estavam à frente do manifesto.


Confira na íntegra;

Raimundo Gomes Bezerra – Diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública
“O Governo se mantém de forma truculenta em relação às propostas dos trabalhadores, nós fizemos uma mobilização hoje na Prefeitura porque tínhamos a intenção de sermos recebidos pelo prefeito Valmir Mariano, de acordo como já tínhamos agendado, mas levamos um chá de cadeira de pelo menos duas horas e não fomos atendidos pelo gestor municipal. Esperávamos que o prefeito estivesse outra postura, atendesse os trabalhadores e viesse com uma contraproposta que fosse descente para o trabalhador, porque afinal o que estamos pedindo não está tão distante daquilo que a gestão tem sinalizado que pode dar, porém precisamos trazer os números para a mesa e verificar as finanças em relação aos servidores do município para se discutir até que limite se pode chegar. Entendemos que a folha de pagamento do município não chegou ao limite prudencial que é de 51% e ainda está muito longe disso e é justamente que entendemos que é possível sim chegar num reajuste mais significativo”.

Luciene Salles – Coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública
“Eu enquanto Coordenadora do Sintepp quero deixar bem claro que não existem dois sindicatos da educação em Parauapebas, somente um que é o Sintepp. Estive hoje pala manhã com mais quatro companheiros de luta do sindicato para tentar reabrir a mesa de negociação para que o atual governo não diga que não queremos dialogar. Temos documentos que comprovam que a nossa ata foi protocolada, documento esse que deflagrou a greve por rejeitar a proposta do governo. Entendemos que o senhor Vamir Mariano foi eleito pela população e nós fomos eleitos pela categoria e exigimos respeito porque quem vai decidir o fechamento desta negociação será o prefeito juntamente com os servidores. É um grande equívoco do Governo Valmir Mariano ir nas escolas e tentar fazer negociação com os trabalhadores, até porque os trabalhadores têm os sindicatos que os representam”.

A greve continua!
Na manhã desta sexta-feira (26), os sindicatos se reunirão novamente com os servidores públicos para deliberarem sobre as novas ações da greve. A Assembléia Geral acontecerá a partir das 09h00min na Praça de Eventos que fica localizada no bairro Cidade Nova enfrente a antiga Câmara Municipal de Vereadores.

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