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Trabalho escravo é tema de formação de Educadores da Semed

Trabalho escravo é tema de formação de Educadores da Semed

Educadores e coordenadores de História do 3º e 4º ciclos da Secretaria Municipal de Educação (Semed) participaram na manhã do último sábado (27), no auditório da Semed, de formação continuada sobre o trabalho escravo contemporâneo e assuntos relacionados aos direitos humanos.

Segundo Janes Vargem, coordenadora técnica de História do 3° e 4° Ciclos da Semed, o objetivo da capacitação é formar agentes multiplicadores que promovam ações de prevenção e combate ao trabalho escravo nas escolas e comunidades de municípios das regiões sul e sudeste do Pará, onde o problema é mais recorrente e costuma estar associado ao desmatamento ilegal da Amazônia.
“Como os educadores já dominam o assunto, as discussões tiveram um nível bastante elevado, com contribuições bem significativas, inclusive, as que culminaram na elaboração de ações pedagógicas a serem trabalhadas com os alunos em sala de aula”, informa Janes Vargem.

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Educadores aprovaram o tema dos trabalhos

A coordenadora destacou ainda que vários recursos como vídeo, jornais, paródias, histórias em quadrinhos e murais serão utilizados pelos alunos para informar à população sobre a situação do trabalho escravo na região e que o resultado das produções dos estudantes deverá compor uma revista.

O governo brasileiro reconheceu a existência do trabalho escravo contemporâneo em 1995. Desde então, mais de 47 mil trabalhadores foram libertos dessa situação. O Pará lidera o ranking estadual, com 12 mil trabalhadores libertados, entre 1995 a 2013. Enquanto que o município de Parauapebas ocupa o 21º lugar, com 200 libertos no mesmo período.

ESCRAVO, NEM PENSAR!
O Escravo, nem pensar! (ENP!) é o primeiro programa educacional de prevenção ao trabalho escravo a atuar em âmbito nacional. Com o desenvolvimento de metodologia educacional própria, desde 2004 o ENP! atua em comunidades localizadas em áreas de alta vulnerabilidade social, suscetíveis a violações de direitos humanos como trabalho escravo e tráfico de pessoas.
Suas linhas de ação incluem formação para educadores e lideranças comunitárias; elaboração de publicações didático-pedagógicas; e apoio técnico-financeiro a iniciativas comunitárias locais. Tais atividades já alcançaram mais de 100 municípios em oito estados brasileiros, beneficiando mais de 60 mil pessoas.

Reportagem: Messania Cardoso

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