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Trem já levou R$ 16 bilhões em ferro este ano; região amarga desemprego

A microrregião de Parauapebas, maior potência mundial na produção de minério de ferro de alto teor, dorme no ponto em cima das riquezas. Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) para o período de janeiro até o último dia 15 deste mês revelam que o trem já carregou da região R$ 16,24 bilhões apenas em ferro.

De Parauapebas saíram R$ 11,55 bilhões, enquanto de Canaã dos Carajás partiram R$ 4,37 bilhões. Por seu turno, Curionópolis contribuiu com R$ 319 milhões. São valores gigantescos que contrastam com a pobreza de milhares de famílias nas periferias das sedes desses municípios, muitas das quais não terão o que comer hoje. E tudo segue assim, tranquilo e favorável para a grande indústria mineral.


Para Frank James, candidato a deputado federal pelo PRTB, há uma clara inversão de prioridades em Parauapebas e entorno. O candidato diz que há anos se fala em potencializar a cadeia de gemas e joias na região, para dar fôlego à economia e tentar fugir da dependência do minério de ferro, promovendo, inclusive, a verticalização de minerais preciosos, mas nada sai do papel.

Seja por ideias mirabolantes, seja pela inércia do poder público, os municípios da microrregião seguem vassalos de si mesmos e castigados pelo mau uso dos recursos públicos, concentrando exércitos de desempregados.

“Nossa região não se resume apenas a ferro, a cobre e a manganês. Precisamos pensar para além disso”, esclarece Frank, ressaltando que o município de Parauapebas, por exemplo, foi agraciado pela mãe natureza com diversos metais preciosos e cujo aproveitamento comercial poderia transformar a microrregião na maior exportadora de gemas e joias do país, gerando milhares de postos de trabalho e milhões em renda ao longo da cadeia.

86 MIL EMPREGOS

O candidato Frank James fez um levantamento sobre a cadeia de gemas e joias, valendo-se dos dados mais recentes do Ministério do Trabalho (MTb) e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O resultado é de impressionar.

“A cadeia de gemas e joias gera, hoje, 86 mil empregos no Brasil”, afirma o candidato, lamentando que o Pará, embora seja a segunda potência mineral do país, não está sequer entre os dez que mais tenham trabalhadores no setor. “Enquanto não nos libertarmos da mineração industrial e passarmos a investir em arranjos produtivos locais, assistiremos ao desemprego prosperar em nossa sociedade”, contemporiza.

Frank promete que, se eleito, vai criar projeto que mire investimentos nos arranjos produtivos locais voltados ao beneficiamento de recursos minerais. “O Amazonas, que não tem tantos recursos minerais conhecidos como os nossos, gera mais de 2.800 postos de trabalho; o Pará só gera 1.800. Tudo porque os recursos daqui vão para a Zona Franca virar joias, relógios e cronômetros”, lamenta o candidato.

“O Rio de Janeiro também. É um estado 28 vezes e meia menor que o Pará, mas a indústria de lá é abastecida com nossos recursos minerais, e o estado consegue movimentar cerca de 60 milhões de dólares por ano na cadeia de gemas e joias, gerando quase 5.500 empregos diretos”, contextualiza.

Para Frank James, Parauapebas e região historicamente têm perdido a oportunidade de se desenvolver e oferecer qualidade de vida à população pelo desconhecimento de seu potencial, pelas políticas públicas equivocadas e pela falta de defensores na Câmara Federal. “Vou brigar pelos direitos historicamente violados e negados ao povo da nossa região”, promete.

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