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VERGONHA INTERNACIONAL: Incompetência de gestores lança Pará à fossa pela enésima vez

Saiu hoje mais um ranking vergonhoso para a coleção do Pará, que, quando não figura pessoalmente, manda representante. O município de Barcarena é o pior do Brasil em saneamento básico, entre as localidades com mais de 100 mil habitantes. A informação consta do “Ranking da Universalização do Saneamento” divulgado em São Paulo nesta terça-feira (3) pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) durante o Congresso Abes Fenasan 2017, o maior evento da América em saneamento ambiental.

O pobre Barcarena, no entanto, não passou essa vergonha internacional épica sozinho. O listão, em que 231 municípios brasileiros aparecem ordenados dos melhores aos piores, traz também Castanhal (5º pior), Paragominas (7º pior), Ananindeua (17º pior) e encerra com Belém (22º pior e terceira pior capital). O ranking, que considera vários indicadores, vai de uma pontuação de 0 a 500, em que o município de Piracicaba (SP) é o melhor, com nota total de 499,92. Barcarena, lanterninha, tirou 87,2.

O lado bom da pesquisa — se que é serve de consolo — é que o Pará livrou a cara de passar um vexame ainda maior com outras localidades. Acontece que o estado tem, atualmente, 16 municípios com mais de 100 mil moradores, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas ficaram de fora do ranking Santarém, Marabá, Parauapebas, Abaetetuba, Cametá, Marituba, São Félix do Xingu, Bragança, Altamira, Tucuruí e Tailândia. Eles não dispunham de dados suficientes no momento da coleta na base de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), cuja plataforma estatística refere-se a 2015, última atualização disponível.

É uma notícia a comemorar em meio à catastrófica situação de fossa, visto que os dados do SNIS levantados pela fanpage “Meu Pará de Todos, os mesmos em que a Abes se baseou para levantar o ranking, apontam a situação de emporcalhamento geral das sedes urbanas paraenses, que, em pleno século 21, ainda sofrem com esgoto a céu aberto, coleta insuficiente ou despejo inadequado, precariedade do serviço de abastecimento de água e coleta de lixo deficitária — quando há.
Tudo isso é fruto da associação entre administrações incompetentes, em todas as esferas, e gestores acéfalos, que não priorizam o atendimento às necessidades básicas de seus municípios. Entre essas necessidades está o serviço de saneamento, o qual o Brasil vive estabelecendo metas a si mesmo para universalizar, mas o Pará é sempre o estado do “contra”. E paga alto preço por isso.

Estados muito mais pobres, financeiramente, que o Pará e municípios com prefeituras com muito menos recursos (e mais gente para tomar conta) em relação às prefeituras paraenses ostentam posições que o Pará deverá demorar anos — e por que não dizer décadas — para alcançar.

SANEAMENTO E SAÚDE

A falta de saneamento traz uma miríade de doenças, com que as cidades consideradas pocilgas urbanas precisam gastar. Aliás, os custos com doentes são maiores que os investimentos em saneamento. O estudo da Abes relaciona a falta de saneamento com doenças ao mencionar que “88% das mortes por diarreia são atribuídas à má qualidade da água, saneamento inadequado e falta de higiene”.
Vale ressaltar que cada R$ 1 investido por governos em saneamento básico economiza R$ 4 em custos no sistema de saúde. Mas o Pará nunca aprende a lição de casa.

Reportagem: Redação do Meu Pará

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