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Moradores do Jardim Eldorado pedem socorro devido a constantes quedas de energia no Complexo VS-10

Em e-mail enviado à redação do Portal Pebinha de Açúcar, moradores relatam prejuízos materiais e riscos à segurança; comunidade exige intervenção imediata da Equatorial Energia

A paciência dos moradores do Bairro Jardim Eldorado, localizado no Complexo VS-10, em Parauapebas chegou ao limite. Em um e-mail de apelo enviado à equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar, a comunidade denunciou o descaso no fornecimento de energia elétrica, caracterizado por constantes quedas e oscilações de fases que já duram “há muito tempo”.

Segundo o relato dos moradores, a instabilidade no serviço não é apenas um incômodo passageiro, mas uma fonte de transtornos graves e prejuízos financeiros.

Prejuízos e riscos
A reclamação destaca que a oscilação de fases tem causado danos a eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos, além de colocar em risco a segurança das famílias. Um vídeo encaminhado junto à denúncia comprova a precariedade da situação enfrentada pelas residências.

“O fornecimento de energia elétrica é um serviço essencial, e a continuidade dessas falhas afeta diretamente a qualidade de vida dos moradores e até atividades básicas do dia a dia”, afirma o morador Ailton da Silva, que assina o documento em nome da comunidade.

Pedido de socorro
Os residentes do Jardim Eldorado afirmam que já tentaram solucionar o problema por vias administrativas diversas vezes, mas sem sucesso. Diante da persistência das falhas, o tom agora é de urgência e “pedido de socorro” à concessionária Equatorial Energia.

Os moradores exigem:

  • Vistoria técnica imediata em toda a rede elétrica do bairro;
  • Intervenção definitiva para sanar as oscilações de fase;
  • Solução efetiva que garanta a continuidade do serviço essencial.

O Portal Pebinha de Açúcar está à disposição da Equatorial Energia para que a empresa se manifeste sobre o cronograma de manutenção e as medidas que serão adotadas para resolver as falhas no Complexo VS-10.

Denúncias de invasão e furto de documentos na COOMIGASP mobilizam polícia em Curionópolis

Disputa pelo controle da cooperativa ganha novos capítulos com depoimentos à Polícia Civil; diretores acusam grupo de ocupação ilegal e retirada de computadores com dados sigilosos

A sede da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (COOMIGASP) voltou a ser o centro de uma intensa disputa política e jurídica. Na manhã da última sexta-feira (6), a Delegacia de Polícia Civil de Curionópolis, sob o comando do delegado José Aquino, tornou-se o palco de depoimentos que detalham uma suposta invasão à sede da entidade e o desvio de documentos e equipamentos essenciais.

Acusações de “força bruta” e invasão
Em entrevista exclusiva, o diretor eleito da COOMIGASP, Manoel Zacarias da Silva, relatou um cenário de instabilidade que teria atingido o ápice no início deste ano. Segundo Zacarias, no dia 5 de janeiro de 2026, um grupo liderado por um indivíduo conhecido como “Jacó” teria invadido a cooperativa utilizando “força bruta”.

“O Jacó não é presidente, não tem diretoria e não tem mandato judicial; ele entrou na cooperativa invadindo o local apoiado por um grupo que, na maioria, não são garimpeiros verdadeiros”, denunciou Zacarias, que reside na região desde 1980.

O “coração” da Cooperativa em risco
A denúncia mais grave apresentada à polícia refere-se ao suposto furto de bens da instituição. De acordo com o depoimento de Zacarias, na noite de quarta-feira (28/01), o advogado Márcio Silveira e outro indivíduo teriam sido vistos saindo do cartório da cooperativa levando dois computadores e uma pasta de documentos com cerca de 10 cm de espessura.

Zacarias classifica o ato como um “crime de desvio de bens”, ressaltando que esses aparelhos contêm o acervo histórico e o controle da cooperativa.

A defesa: “tudo foi esclarecido”
Por outro lado, o advogado Márcio Silveira da Silva, que acompanhou os depoimentos de outros envolvidos na delegacia, negou qualquer irregularidade. Segundo ele, as oitivas serviram para esclarecer questões sobre reuniões realizadas dentro da COOMIGASP que haviam sido questionadas.

Sobre o comando da entidade, o advogado confirmou que o mandato da ex-presidente Deuszuita venceu em março de 2025 e que, atualmente, o cargo está sendo gerido por uma comissão de signatários criada em 5 de janeiro de 2026. Silveira afirmou que a realização de novas eleições depende exclusivamente de autorização judicial.

Impasse jurídico
O histórico jurídico da COOMIGASP é marcado por sentenças e liminares. Zacarias lembrou que, embora uma sentença de fevereiro de 2025 tenha afastado a então presidente, um agravo de instrumento em Belém permitiu que ela retornasse como interina até o fim do mandato.

Atualmente, o grupo de diretores eleitos em 2021 afirma ter constituído comissões (Signatária, Eleitoral e Administrativa) para tentar organizar uma Assembleia Geral, mas enfrentam resistência do grupo que ocupa a sede.

A Polícia Civil de Curionópolis segue investigando as denúncias de furto e invasão, enquanto centenas de garimpeiros aguardam uma definição sobre quem possui, de fato, o direito legítimo de administrar os destinos de Serra Pelada.

Mobilização e alívio: Recém-nascido é transferido para Belém para tratamento especializado

Após forte clamor nas redes sociais, bebê internado no HGP foi levado para o Hospital Gaspar Vianna neste sábado (7); transferência envolveu força-tarefa entre Prefeitura e Estado

Um caso que comoveu a comunidade de Parauapebas e gerou uma grande corrente de solidariedade nas redes sociais teve um desfecho positivo neste sábado (7). Por volta das 13h, a Prefeitura de Parauapebas, via Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), confirmou a transferência bem-sucedida de um recém-nascido para Belém, onde receberá atendimento de alta complexidade.

A criança, cujo nome é preservado em respeito à privacidade da família e aos protocolos de proteção ao menor, estava internada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP). Desde o nascimento, o bebê recebeu assistência na unidade local, mas o quadro de má formação congênita exigia uma estrutura que só centros de referência estadual podem oferecer.

A força-tarefa pela vida
Diante da gravidade do caso e da necessidade de avaliação especializada, foi acionado o programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD). A logística para garantir um transporte seguro em conformidade com os rigorosos protocolos neonatais exigiu agilidade e uma atuação integrada.

A transferência foi viabilizada através da união de esforços entre:

  • Prefeitura de Parauapebas (Semsa): Responsável pela estabilidade clínica inicial e organização logística.
  • Governo do Estado do Pará: Que disponibilizou a vaga e o suporte na capital.
  • Hospital Gaspar Vianna: Unidade em Belém que é referência em cardiologia e cuidados especializados, onde o bebê seguirá o tratamento.

Resposta ao clamor popular
O caso ganhou repercussão gigantesca nos últimos dias, com familiares e internautas utilizando as redes sociais para clamar por uma vaga de transferência. Segundo a Semsa, toda a movimentação foi organizada priorizando a segurança do paciente e oferecendo suporte contínuo à família durante o processo de transição para a capital.

Em nota, o governo municipal reafirmou seu compromisso com a saúde pública e a proteção da vida. “O governo municipal reafirma seu empenho em garantir assistência integral à população, atuando de forma articulada com outras esferas de governo sempre que necessário, para assegurar que pacientes com quadros de maior complexidade tenham acesso ao tratamento adequado”.

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