Exame toxicológico passa a ser obrigatório para candidatos à CNH A ou B

A partir do próximo dia 1º de junho, os candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B terão de realizar o exame toxicológico. Pela primeira vez o exame passa a ser obrigatório para quem pretende dirigir carro e motocicleta, conforme previsto na Lei 15.153/2025. Até então, a exigência era apenas para as categorias consideradas pesadas, como C, D e E.

Mas, o Departamento de Trânsito do Estado (Detran) alerta que a obrigatoriedade vale apenas para candidatos à primeira habilitação e reabilitação, que darão entrada nos processos a partir da data acima mencionada. Processos iniciados antes de 1º de junho estão dispensados dessa obrigatoriedade.

O exame toxicológico é um teste laboratorial que identifica a presença de drogas no organismo do condutor. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que dirigir com o toxicológico vencido, sem tê-lo realizado ou com resultado positivo, é considerado infração gravíssima. A multa tem multiplicador x 5 (valor de R$ 1.467,35) e gera 7 pontos na carteira.

Assim, se o candidato que for tirar a primeira CNH tiver resultado positivo para o exame, precisará aguardar um período de 90 dias para realizar um novo exame e dar continuidade ao processo de habilitação.

A nova lei federal é uma determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e vale para todo o Brasil com o objetivo de aumentar a segurança viária, já que conduzir veículo sob o efeito de álcool e drogas figura entre as principais causas de sinistros com morte. A diretora de Habilitação, Condutores e Registro de Veículos do Detran-PA, Ana Carolina Sampaio, explica que o exame toxicológico paras as categorias A ou B custa em média R$ 180 e poderá ser realizado em qualquer momento do processo de habilitação, sendo critério para a emissão da CNH provisória.

Ela esclarece que os laboratórios são credenciados diretamente pela Senatran, cabendo aos Detrans apenas a averiguação do registro do exame na base nacional para validação final do processo habilitatório e emissão da permissão para dirigir. “O candidato deve procurar um laboratório específico credenciado à Senatran, podendo ser qualquer unidade de sua preferência e aguardar o resultado que, em geral, é liberado em até 15 dias”, explica Ana Carolina.

No Pará, Programa Trainee Mineração oferece 21 vagas com salário de R$ 9 mil

Vale e Vale Metais Básicos abrem inscrições para profissionais formados em Engenharia e Geologia

A Vale e a Vale Metais Básicos abriram inscrições até 22 de junho de 2026 para seu programa de trainee em Engenharia e Geologia, com 42 vagas distribuídas pelo Brasil, sendo 21 no Pará. A iniciativa é direcionada a recém-formados e profissionais com até quatro anos de formação, e oferece remuneração de R$ 9 mil, além de pacote de benefícios e trilha estruturada de desenvolvimento técnico e de liderança. Os interessados devem ser inscrever por meio do site oficial da Vale.

No Pará, a Vale oferece 9 vagas para posições localizadas em municípios como Canaã dos Carajás e Parauapebas. Já a Vale Metais Básicos recebe inscrições para 12 oportunidades, também em Parauapebas e Canaã dos Carajás, além de Ourilândia do Norte.

As demais vagas do processo são destinadas a Minas Gerais, em cidades como Nova Lima, Itabira, Mariana, Itabirito, São Gonçalo do Rio Abaixo e Belo Horizonte, e no estado do Espírito Santo, na capital Vitória.

Programa estruturado para acelerar carreiras

Com duração de 18 meses, o programa combina formação técnica, experiências práticas e acompanhamento de líderes da empresa. A seleção será conduzida de forma inclusiva e baseada em potencial, com etapas que incluem inscrição e testes online, painéis com RH e gestores e etapa final com executivos (presencial).

O modelo de avaliação acontece de forma oculta até as etapas avançadas, garantindo imparcialidade: informações como idade, instituição de ensino e estado civil são omitidas ao longo do processo. A escolha dos candidatos é baseada no seu potencial e desempenho.
“Buscamos profissionais com potencial para liderar a transformação da mineração rumo a um futuro mais sustentável. Estar entre as melhores empresas para desenvolver carreira reforça nosso compromisso com formação, diversidade e crescimento dos nossos talentos”, disse a diretora de RH da Vale, Bruna Maffra.

Perfil dos candidatos

O programa é voltado a profissionais formados em Engenharia e Geologia (ou áreas correlatas), com até quatro anos de graduação e disponibilidade para atuar nas regiões onde a empresa opera.
A Vale atua principalmente na produção de minério de ferro, que é a principal matéria prima para a fabricação do aço. Esse negócio envolve atividades como mineração, beneficiamento, logística e entrega do minério para clientes no Brasil e em diversos países, sendo essencial para o desenvolvimento da indústria e da infraestrutura global.

A Vale Metais Básicos é o negócio da Vale focado na produção de metais como níquel, cobre e cobalto, usados em baterias, veículos elétricos, energias renováveis e tecnologia. Esses metais têm papel estratégico na transição para uma economia de baixo carbono e um futuro mais sustentável.

Para se inscrever, acesse aqui: https://vale.com/pt/programa-trainee-engenharia

Secretaria de Educação de Parauapebas esclarece ocorrência com ônibus escolar e descarta incêndio

Segundo a Secretaria Municipal de Educação de Parauapebas, veículo pertence à empresa que presta serviço à rede estadual de ensino e apresentou apenas problema mecânico sem registro de feridos

A Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que tem como titular da pasta a advogada Maura Paulino, divulgou um comunicado oficial esclarecendo a ocorrência registrada na noite da última quarta-feira (27), envolvendo um ônibus utilizado no transporte de estudantes do Ensino Médio da Escola João Prudêncio de Brito, localizada no Bairro Nova Carajás.

De acordo com a nota encaminhada à imprensa, o veículo pertence à empresa LM Transportes e presta serviço à rede estadual de ensino, sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação do Pará.

Segundo informações do setor técnico responsável pelo acompanhamento do transporte escolar, o ônibus apresentou um problema mecânico ocasionado pelo desprendimento de uma mangueira, situação que provocou o vazamento de uma pequena quantidade de óleo sobre uma área aquecida do motor.

Ainda conforme o comunicado, o contato do óleo com a parte quente do veículo ocasionou apenas emissão de fumaça, descartando qualquer princípio de incêndio.

A prefeitura informou que a situação foi rapidamente controlada pela empresa responsável pelo transporte escolar estadual e não houve registro de feridos.

A Secretaria Municipal de Educação de Parauapebas também destacou que o episódio não possui qualquer relação com o transporte escolar da rede municipal de ensino, reforçando que o veículo envolvido opera no atendimento aos alunos da rede estadual.

Escândalo no Banco do Povo: MPPA investiga fraude de mais de R$ 2,4 milhões envolvendo liberação ilegal de créditos

Esquema ocorrido em 2020, durante a gestão do ex-prefeito Darci Lermen, envolveria a criação de empresas de fachada; denúncia foi apresentada pela então vereadora Joelma Leite

Um robusto e detalhado parecer técnico emitido pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) trouxe à tona a investigação de um esquema de fraudes na concessão de empréstimos pelo Banco do Povo do município de Parauapebas. O relatório da Nota Técnica nº 29/2026, conduzido pelo Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (GATI) do Eixo Contábil, investiga um possível rombo aos cofres públicos que já ultrapassa a marca de R$ 2,4 milhões em valores atualizados.

A apuração teve origem em uma denúncia formal apresentada à época por Joelma de Moura Leite, que exercia o mandato de vereadora no município no período das supostas irregularidades — vale destacar que hoje ela não ocupa mais uma cadeira na Câmara Municipal. O esquema teria sido operado no ano de 2020, período em que o município era administrado pelo então prefeito Darci Lermen.

Créditos liberados para servidores e familiares
De acordo com a representação e os levantamentos contábeis, o desvio consistiria na utilização da estrutura do Banco do Povo para a liberação indevida de créditos no valor individual de R$ 20.000,00. A investigação aponta indícios de que servidores vinculados à própria instituição participaram da autorização e concessão de valores em benefício próprio e de seus parentes diretos, o que violaria os princípios da moralidade e da impessoalidade.

A auditoria indicou que ocupantes de cargos de gerência e coordenação-geral teriam aprovado operações financeiras para si e para familiares próximos (como irmãs e mães).

O “modus operandi” do esquema envolveria a abertura ágil de cadastros de Microempreendedor Individual (MEI) para garantir o teto do crédito empresarial. O Ministério Público constatou graves inconformidades documentais, como contratos de empréstimos assinados dias antes de as supostas empresas beneficiárias sequer existirem oficialmente perante a Receita Federal. Para dificultar o rastreamento do dinheiro, os valores seriam transferidos diretamente para as contas bancárias de pessoas físicas.

Favorecimento a ocupantes de secretarias e CNPJ eleitoral
As investigações apontam que o alcance do esquema pode ter chegado ao alto escalão da administração da época, com a liberação de empréstimos para empresas ligadas a quem ocupava cargos de secretário e secretário adjunto de desenvolvimento.

Contudo, uma das falhas mais graves identificadas pelo órgão técnico foi a concessão de crédito para um CNPJ exclusivo de movimentação financeira de campanha eleitoral de candidatos nas eleições de 2020. O uso de um programa de microcrédito municipal para beneficiar uma conta eleitoral foi classificado como uma situação de extrema gravidade pelas autoridades. A auditoria também identificou a aprovação de valores para empresas com sede fixada fora de Parauapebas, contrariando as exigências da legislação municipal.

Empresas de fachada e o dano milionário
Das 94 operações de crédito identificadas como irregulares pelo Ministério Público, 67 empresas encontram-se atualmente com a situação cadastral baixada, suspensa ou inapta junto à Receita Federal. Para o MPPA, esse dado sugere fortemente que os cadastros foram abertos com a finalidade exclusiva de sacar os recursos do Banco do Povo, sem qualquer continuidade real na atividade empresarial.

No total, as 94 concessões sob suspeita teriam drenado, inicialmente, R$ 1.728.000,00 dos cofres do município. Com a devida atualização monetária acumulada até fevereiro de 2026, o prejuízo efetivo ao erário consolidado alcançaria R$ 2.413.510,66.

O parecer técnico foi encaminhado à 4ª Promotoria de Justiça Cível de Parauapebas. Como as investigações ainda irão avançar e estão em fase de desdobramento, o processo seguirá as vias legais para a devida apuração de responsabilidades e o possível ressarcimento do patrimônio público.

Ministério Público recomenda medidas emergenciais para recuperação de pontes na PA-275

O Ministério Público do Estado do Pará, por meio das Promotorias de Justiça de Eldorado do Carajás e de Curionópolis, expediu a Recomendação Administrativa Conjunta n.º 003/2026, direcionada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Pará (SEINFRA), com o objetivo de garantir a adoção de medidas emergenciais para recuperação das pontes localizadas na Rodovia PA-275, no trecho entre os municípios de Eldorado do Carajás e Curionópolis.

A recomendação, assinada pela promotora de Justiça de Eldorado do Carajás, Daniela Gomes Fonseca, e pelo promotor de Justiça de Curionópolis, Fabiano Oliveira Gomes Fernandes, foi expedida após apuração realizada no âmbito do Procedimento Administrativo n.º 09.2026.00001119-5, instaurado para acompanhar as condições estruturais das referidas pontes, diante de relatos de precariedade e risco à segurança dos usuários da via.

Conforme apontado pelas Promotorias, a medida foi fundamentada em relatório técnico elaborado pelo Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar – GATI Sudeste IV, que constatou graves comprometimentos estruturais em diversas pontes da PA-275, com risco atual ou iminente de colapso.

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Na recomendação, os membros do Ministério Público destacam que a adequada conservação das rodovias estaduais e das obras públicas constitui dever do Poder Público, diretamente relacionado à proteção da vida, da segurança e da integridade física da população. Também ressaltam que a omissão estatal na manutenção preventiva e corretiva das pontes pode ocasionar acidentes graves, interrupção da trafegabilidade e danos ao patrimônio público e social.

Dentre as providências recomendadas à SEINFRA, estão a elaboração, no prazo de 15 dias, de projeto técnico detalhado e cronograma físico-financeiro das intervenções necessárias; a adoção, no prazo de 30 dias, de medidas para reforma emergencial das pontes; a imediata sinalização das áreas de risco; além do encaminhamento periódico de relatórios sobre o andamento das obras e das medidas implementadas.

Texto e fotos: Promotoria de Justiça de Eldorado dos Carajás

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