Em Parauapebas, Eugênio Gadelha ouve moradores da Palmares 2 e apresenta propostas

Visita a um dos maiores assentamentos rurais do país, em Parauapebas, ampliou apoio ao candidato a deputado estadual

O candidato a deputado estadual Eugênio Gadelha (MDB) percorreu, na última quarta-feira (2), a Comunidade Palmares 2, um dos mais tradicionais assentamentos rurais do país, com cerca de 20 mil habitantes e 33 anos de fundação. Acompanhado do candidato a deputado federal Ivanaldo Braz (PSD), Eugênio ouviu famílias que cobram melhorias estruturais na região, como estradas, acesso à saúde e apoio à produção.

Com a experiência adquirida em Canaã dos Carajás, Eugênio Gadelha explicou como os royalties da mineração foram aplicados na chamada “Terra Prometida”. “Nós sempre entendemos que o minério é finito. Portanto, o que chega aos cofres públicos precisa ser revertido em políticas sustentáveis e duradouras”, afirmou o candidato.

Quando questionado sobre investimentos para a região, Eugênio não fez rodeios. Explicou que quer levar para Parauapebas um Hospital Regional, ajudar a pavimentar as estradas do Sul e Sudeste do Pará, inclusive estadualizando trechos estratégicos, e que tem grande interesse em oferecer ensino técnico profissionalizante para a juventude rural e urbana da região.

Mais cedo, em Canaã dos Carajás, Eugênio participou da programação da ExpoCanaã desta quarta-feira. Na feira, almoçou com mulheres do campo e empresárias locais, evento inserido na agenda da feira agropecuária. À noite, visitou empresários expositores e foi ao show da cantora Mariana Fagundes, encerrando um dia de agenda que uniu produção rural, empreendedorismo feminino e diálogo direto com o eleitor.

 

Águas do Pará culpa furto de cabos e falha na rede elétrica por nova redução no abastecimento em quatro bairros

Em Parauapebas, concessionária emitiu comunicado apontando atos de vandalismo no Cidade Jardim e falta de energia nos bairros Paraíso, Linha Verde e Esplanada

A novela do desabastecimento de água em Parauapebas ganhou mais um capítulo na manhã desta quinta-feira (3). Em meio a uma rotina de queixas diárias de moradores que enfrentam o forte calor do verão amazônico sem serviços básicos, a concessionária Águas do Pará emitiu um novo comunicado informando que quatro bairros da área urbana estão com o fornecimento severamente reduzido.

Desta vez, a empresa aponta uma combinação de vandalismo com mais um episódio de interrupção no fornecimento de energia elétrica como responsáveis por paralisar o sistema de bombeamento.

Furto de fiação atinge o Cidade Jardim

Nas 4ª e 5ª etapas do Bairro Cidade Jardim, a causa do problema foi criminosa. De acordo com a concessionária, o sistema que atende o setor sofreu com o furto de cabos e de componentes elétricos essenciais para a operação das bombas, inviabilizando a distribuição regular de água para as residências da área.

A prática de furto de fiação tem se tornado um entrave recorrente na infraestrutura urbana do município, sobrecarregando equipes de manutenção e deixando bairros inteiros desassistidos.

Falta de energia afeta Paraíso, Linha Verde e Esplanada

Já nos bairros Paraíso, Linha Verde e Esplanada, a justificativa repete um cenário que vem se tornando rotina nos comunicados oficiais: a dependência direta da rede elétrica administrada pela Equatorial Pará.

Segundo a Águas do Pará:

  • A unidade de produção de água responsável pelo abastecimento dessa região ficou inoperante devido à falta de energia elétrica.
  • A distribuidora de energia já foi acionada para realizar os reparos necessários.
  • O restabelecimento do fornecimento de água só poderá ser iniciado de forma gradativa após o retorno definitivo da eletricidade.
  • Como o sistema depende de pressurização das redes e da recomposição dos reservatórios, a água não chega de forma imediata aos imóveis logo após a volta da luz, o que costuma prolongar a espera dos moradores por várias horas.

Efeito dominó castiga a população

A justificativa de hoje reforça um padrão observado nos últimos meses pela equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar: a troca mútua de reflexos operacionais entre os dois serviços essenciais. Sempre que a rede da Equatorial apresenta oscilações, quedas de fase ou manutenções prolongadas, os motores de captação da Águas do Pará param, gerando desabastecimento em cascata.

Na ponta final dessa engrenagem, quem paga a conta é o morador, que enfrenta temperaturas superiores a 35°C sem ter como ligar ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado e, simultaneamente, sem água nas caixas para banho, hidratação e afazeres domésticos.

Canais de atendimento

A Águas do Pará informou que suas equipes técnicas seguem monitorando os pontos afetados para acelerar a normalização e colocou à disposição os seguintes canais de contato:

  • Telefone e WhatsApp: 0800 091 0091
  • Aplicativo: Águas App
  • Atendimento presencial: Unidades na Estação Cidadania e na Galeria Diamond (Parque dos Carajás)

Pais protestam e comunidade decide paralisar atividades na Escola Mário Lago, em Parauapebas

Unidade da região da VS-10 atende cerca de 1.400 estudantes e enfrenta falta de servidores de apoio e problemas no transporte escolar

Mais uma situação preocupante envolvendo a educação municipal mobiliza famílias em Parauapebas. Na manhã desta quinta-feira (3), pais e mães de alunos realizam uma manifestação em frente à Escola Municipal Mário Lago, na região do Complexo VS-10, cobrando providências para problemas enfrentados pela comunidade escolar.

A mobilização ocorre no mesmo dia em que mães e pais se reuniram com professores e servidores da unidade. Durante uma assembleia, foi decidida a paralisação das atividades escolares diante da falta de servidores de apoio e da insuficiência do transporte escolar.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) – Subsede Parauapebas acompanhou a reunião e encaminhou uma nota à redação do Portal Pebinha de Açúcar detalhando os problemas relatados pela comunidade.

Apenas duas ASGs para 30 salas e 1.400 estudantes

Um dos pontos que mais chama atenção é a quantidade de profissionais disponíveis para atender a estrutura da Escola Mário Lago.

Segundo o Sintepp, a unidade possui 30 salas e aproximadamente 1.400 estudantes, mas conta atualmente com apenas duas agentes de serviços gerais (ASGs) para realizar os trabalhos de limpeza.

A situação também atinge outros serviços de apoio. Conforme a nota, existem somente quatro merendeiras para atender toda a escola e um vigia para um turno de 24 horas.

O sindicato afirma que a quantidade reduzida de trabalhadores está provocando sobrecarga e adoecimento dos profissionais. Na nota encaminhada ao Pebinha, a entidade utiliza a expressão “regime de escravidão” ao criticar as condições às quais afirma que esses servidores estão submetidos.

Ainda segundo o Sintepp, a falta de profissionais de apoio também estaria comprometendo o trabalho realizado pelos professores e, consequentemente, o funcionamento da unidade.

90% dos alunos dependem do transporte escolar, segundo Sintepp

A segunda grande reclamação envolve o transporte escolar. De acordo com o sindicato, cerca de 90% das crianças matriculadas na Escola Mário Lago dependem desse serviço para chegar às aulas.

A comunidade afirma, porém, que o transporte atualmente disponível não é suficiente para atender toda a demanda.

O problema ganha ainda mais peso devido à localização da escola na região da VS-10, onde o transporte é essencial para que muitos estudantes consigam chegar à unidade de ensino.

A região, inclusive, já registrou recentemente outras reclamações relacionadas ao serviço. No último sábado (29), mães e pais de crianças autistas realizaram uma manifestação na VS-10, cobrando providências diante da falta do transporte destinado a estudantes com deficiência.

Comunidade decide pela paralisação

Diante do cenário apresentado, mães e pais, reunidos com professores e servidores nesta quinta-feira, decidiram em assembleia pela paralisação das atividades da Escola Mário Lago, com o objetivo de chamar a atenção do Governo Aurélio Goiano sobre a problemática.

O Sintepp informou que acompanhou a reunião e cobra uma providência urgente da Secretaria Municipal de Educação (Semed) para que sejam restabelecidas as condições necessárias ao funcionamento da escola e garantido o direito dos estudantes às aulas.

Enquanto isso, pais e mães realizam uma manifestação em frente à unidade, dando visibilidade às reivindicações e cobrando uma resposta para os problemas relatados.

Prefeitura de Parauapebas é acionada pelo Pebinha

Diante das informações apresentadas pela comunidade escolar e pelo Sintepp, o Portal Pebinha de Açúcar acionou a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parauapebas em busca de esclarecimentos sobre a falta de servidores de apoio, a situação do transporte escolar e as providências que serão adotadas para garantir a retomada das atividades na Escola Mário Lago.

Assim que a gestão municipal se manifestar sobre o caso, esta matéria será atualizada com o posicionamento oficial.

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