23º BPM soma maior número de prisões nos últimos dois anos em relação a outros batalhões do Pará

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Tenente Coronel Gledson Santos

À frente do 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), desde o dia 2 de janeiro de 2019, o tenente coronel Gledson Santos, comemora o sucesso da tropa que, com esforço e dedicação, vem se mantendo como o batalhão do estado do Pará que mais realiza prisões.

O grande número de prisões é interpretado pelo comandante militar como inexistência de corrupção na tropa, pois, de acordo com sua opinião, quanto mais os policiais apresentam nacionais nas delegacias dos respectivos municípios, situados na área de jurisdição do batalhão, é sinal que não está se praticando o “jeitinho” para que se evite a apresentação. De acordo com Gledson Santos, se existe não é de seu conhecimento.


De acordo com números fornecidos pelo 23º BPM, no ano de 2018, foram pessoas apresentadas na 20ª Seccional de Polícia Civil 2.113 pessoas; em 2019, esse número cresceu para 2.714; e no primeiro semestre deste ano, 2020, já foram presas 2.352.
“Esses números, refletem a capacidade técnica da tropa e o compromisso com o serviço policial militar. Não temos problemas na fiscalização dos policiais. Eles já saem do quartel cientes do que devem fazer, tendo como meta abordagens, pois é nelas que acontecem a maioria das prisões”, explica o comandante militar, contando que o tráfico de entorpecentes tem sido prioridade na área do 23º BPM, tendo sido constantes as apreensões de drogas e a prisão de traficantes.

Também conforme números vindos do 23º BPM a apreensão de cocaína, crack e maconha tem sido crescente. Veja os números em quantitativo de drogas apreendidas nos respectivos anos:

2019 – 2,64 quilos; 2020 – 80, 43 quilos; e só no primeiro semestre deste ano, 2021, já foram apreendidos 56,98 quilos de entorpecentes, significando que, caso continue neste ritmo, a quantidade poderá passar de 100 quilos.

“Inibir o tráfico de drogas é muito importante para reduzir a criminalidade, pois, a gente sabe que vários outros crimes estão ligados ao tráfico de entorpecentes, principalmente homicídios, praticados em acertos de contas; roubos, praticado por usuários para conseguir sustentar seu vício”, detalha o comandante militar, mensurando que na medida em que se combate o tráfico de entorpecentes nota-se a redução das demais modalidades criminosas.

Além da abordagem, Gledson diz que, mesmo o elemento sendo encontrado com quantidade pequena de entorpecente, a orientação é para que a tropa conduza para a delegacia e assim ele já começa a ser investigado podendo levar a traficantes, possibilitando que ocorram outras prisões.

Para Gledson Santos, esse resultado é gratificante, pois, segundo ele, o papel do comandante é orientar a tropa, fazendo o planejamento das ações. “Temos uma vez por mês a Operação Polícia Mais Forte que consiste no reforço policial entre as 17 e 23 horas, tendo neste período cinco viaturas, distribuídas nos bairros onde se registra maiores índices de criminalidade. A gente explica à tropa o motivo que estão sendo colocados naquele local para que o policial saiba de sua importância na diminuição desses índices”, contou o comandante.

Na avaliação do tenente coronel, mesmo em tempos de pandemia, quando vários municípios passam por dificuldade financeira, Parauapebas e Canaã dos Carajás, continuam em franco crescimento, gerando emprego o que, consequentemente faz circular nesses municípios grandes quantidades de dinheiro. Ele mensura que isso, apesar de seu lado positivo, traz consequências negativas, pois, os marginais usam sua inteligência para se aproveitar disto para o mal e vem para cá no objetivo de auferir lucros com o tráfico de entorpecentes, furtos e assaltos. “Mas, o policial também tem consciência disto e já fica atento fazendo abordagens diante da mínima atitude suspeita notada. A atenção da tropa também é voltada para a prevenção de assaltos a bancos”, conclui Gledson Santos.

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