Pesquisar
Close this search box.

Motociclistas de aplicativo e entregadores paralisam atividades por melhores condições de trabalho

Profissionais reivindicam reajuste nas tarifas, melhores condições de trabalho e maior valorização da categoria durante a paralisação de dois dias.

Motociclistas de aplicativo e entregadores iniciaram uma paralisação de dois dias em Parauapebas, nesta segunda-feira (31) e seguem até terça-feira (1º), reivindicando reajuste nas tarifas de serviço e melhores condições de trabalho. O movimento faz parte da mobilização nacional conhecida como “Black dos APPs”, que busca pressionar as empresas de transporte e entrega para atender às demandas da categoria.

Liderança e demandas do movimento
Dailton Lino, motociclista há cinco anos e presidente de uma associação local da categoria, destaca que a insatisfação dos trabalhadores se deve à falta de reajuste nas tarifas dos aplicativos, que permanecem estagnadas há mais de quatro anos. “Os custos de vida aumentaram, o preço dos combustíveis disparou, mas as tarifas continuam as mesmas. Isso inviabiliza nosso trabalho”, afirma.

O movimento “Black dos APPs” atua em 14 estados brasileiros e tem como principal objetivo a valorização da profissão, buscando melhores condições para os motociclistas  e entregadores. Além disso, os participantes da paralisação cobram mudanças na estrutura das taxas cobradas pelos aplicativos, que, segundo eles, prejudicam os trabalhadores e beneficiam apenas as empresas.

Desafios enfrentados no dia a dia
Eliane Nunes, motociclista de aplicativo há dois anos, relata os desafios enfrentados diariamente. “A imprudência no trânsito coloca em risco nossa segurança e a dos passageiros. Além disso, lidamos com altos custos operacionais, como manutenção do veículo e combustível, sem um retorno financeiro justo”, explica. Ela também menciona que a precariedade da infraestrutura urbana, com buracos nas ruas, impacta diretamente o trabalho.

Fred Lopes, entregador de iFood há três anos, reforça as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores do setor. Ele critica o valor da taxa de entrega, fixado em R$ 6,50 há três anos sem reajuste. “Com os preços subindo, essa taxa não cobre nem os custos básicos. Precisamos de uma valorização real do nosso trabalho”, destaca.

Mobilização e perspectivas
A paralisação de dois dias em Parauapebas reflete um movimento maior em diversas cidades do país, com trabalhadores exigindo reconhecimento e melhores condições de trabalho. Os motociclistas e entregadores enfatizam a necessidade de organização e conscientização da categoria para fortalecer a luta por seus direitos.

Apesar das dificuldades enfrentadas, os profissionais seguem firmes em suas reivindicações, buscando mudanças que garantam uma remuneração justa e segurança no exercício da profissão.

Reportagem: Hilda Barros | Da redação do Portal Pebinha de Açúcar

 

Qual sua reação para esta matéria?
+1
4
+1
0
+1
1
+1
4
+1
1
+1
0

Leia mais

Deixe seu comentário