Mesmo monitorada pela Patrulha Maria da Penha, vítima viveu sob ameaças de morte brutais enviadas por M. M. G. N.; Acusado foi preso e será transferido para o presídio nesta sexta-feira (6)

“No pneu foi só uma facada, mas em ti vai ser muitas”. Esta é apenas uma das dezenas de mensagens aterrorizantes enviadas por um elemento identificado pelas iniciais M. M. G. N. à sua ex-companheira que terá o nome preservado nesta reportagem. O caso, que mobilizou a Polícia Civil e a Justiça, revela um ciclo de violência doméstica que ultrapassou todos os limites da lei.
O Delegado Thiago Carneiro Rodrigues confirmou que irá representar formalmente contra o acusado para garantir a segurança da vítima. Já o elemento, M. M. G. N. já se encontra sob custódia policial na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas e deve ser transferido para o presídio do Complexo VS-10 nesta sexta-feira (6).
O “contrato de morte” via Aplicativo
O Portal Pebinha de Açúcar teve acesso exclusivo às capturas de tela das mensagens enviadas pelo acusado. Nelas, ele demonstra total desprezo pelas autoridades e descreve detalhadamente como pretendia tirar a vida da ex-companheira:
- Sadismo e ameaças corporais: O autor afirmou que iria “cortar os dedinhos um por um” e que a “cortaria em pedacinhos”.
- Desafio à polícia: Em tom de deboche, ele afirmou que “ninguém veio atrás de mim pra me pegar” e que viveria sua vida “de boaça” após o crime.
- Ameaça aos filhos: O terror se estendeu à família; em uma das mensagens, ele disse: “pode ir se despedindo dos filhinhos ou talvez eu mate todos”. A vítima tem três filhos, de 21, 18 e 10 anos.
- Monitoramento constante: O agressor demonstrava vigiar cada passo da vítima, enviando mensagens enquanto ela se deslocava: “tu tá linda hoje, mas não precisa ir malhar… tua hora tá chegando”.
Um histórico de desrespeito à Justiça
Desde dezembro de 2025, a Juíza Juliana Lima Souto Augusto havia determinado medidas protetivas rigorosas, proibindo qualquer contato ou aproximação de M. M. G. N. sob pena de prisão preventiva. No entanto, os registros mostram que as ordens judiciais foram tratadas com descaso:
- Invasão de domicílio: Fotos e vídeos registram o acusado pulando o muro da residência da vítima em dezembro, ocasião em que ele a agrediu fisicamente.
- Danos patrimoniais: O próprio agressor confessou ter furado o pneu do carro da vítima com uma facada enquanto ela deixava o filho na escola.
- Abuso financeiro: Mensagens indicam que ele tentou utilizar o cartão de crédito da vítima, afirmando que “morta não vai precisar” do dinheiro ou do veículo.
Fim do ciclo de terror
A vítima, que vinha sendo monitorada pela Patrulha Maria da Penha, relatou estar “aterrorizada” e em estado de pânico constante diante das promessas de morte que incluíam o uso de facas e até armas de fogo. Além das ameaças, ela luta para reaver pertences pessoais retidos indevidamente pelo acusado, incluindo joias de família.
Advogado não quis falar com a imprensa
Na 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, a equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar tentou conversar com o advogado do acusado, porém, ele não quis dar declarações à imprensa.
Com a prisão e a transferência do acusado para o presídio que fica localizado no Complexo VS-10, as autoridades esperam garantir a integridade física da vítima e de sua família. O caso segue sob acompanhamento da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).
Canais de Denúncia: Se você sofre ou conhece alguém que sofre violência doméstica, ligue 180 ou procure a DEAM Parauapebas imediatamente.

























