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“O ciclo mudou”: Fúlvio Albertoni, da FGV, apresenta diagnóstico sobre o futuro econômico de Parauapebas

Durante prestação de contas realizada na última sexta-feira (13), especialista detalhou a queda na produção mineral e alertou que o município precisa se preparar para uma nova realidade financeira

O tom da prestação de contas do exercício de 2025, realizada pela Prefeitura de Parauapebas na manhã da última sexta-feira (13), foi de realismo e alerta. O evento, que lotou o Centro Cultural, contou com a presença do prefeito Aurélio Goiano, secretários municipais, representantes da mineradora Vale e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de veículos de imprensa e representantes da sociedade civil.

Um dos momentos mais aguardados do balanço administrativo foi o pronunciamento de Fúlvio Albertoni, representante da FGV, que apresentou o diagnóstico técnico sobre a saúde financeira e as projeções para a arrecadação do município. Com base em estudos profundos, Albertoni foi enfático: Parauapebas vive o fim de um ciclo de receitas extraordinárias e precisa, urgentemente, de um planejamento estratégico rigoroso.

A curva descendente da CFEM
Fúlvio Albertoni utilizou dados técnicos para demonstrar que a produção mineral de Parauapebas atingiu seu ápice entre 2020 e 2021 e, desde então, vem desenhando uma curva descendente. Esse declínio impacta diretamente a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), que é a principal fonte de receita do orçamento municipal.

“Os dados não mentem. Estamos observando uma redução estrutural na produção. Fatores como a exaustão natural de algumas frentes de lavra e as oscilações do mercado internacional mostram que o volume de recursos que tínhamos nos anos de pico não voltará nos mesmos patamares”, explicou o especialista da FGV diante das autoridades e da imprensa.

O “divisor de águas” econômico
De acordo com o diagnóstico apresentado por Albertoni, Parauapebas atravessa o que ele chamou de “divisor de águas”. As projeções para 2026 já indicam uma nova retração, tanto na extração de minério quanto no valor repassado ao município. O especialista alertou que a elevada dependência do setor mineral coloca a cidade em uma posição de vulnerabilidade, e que a estabilização da receita em patamares inferiores é uma realidade consolidada.

Recomendações: Ajuste fiscal e diversificação
Para evitar que a queda na arrecadação comprometa serviços essenciais como saúde e educação, Fúlvio Albertoni destacou que o planejamento da gestão Aurélio Goiano deve ser pautado em dois pilares:

  • Sustentabilidade fiscal: Racionalização imediata de gastos e revisão da estrutura administrativa.
  • Desenvolvimento alternativo: Fomento a novas matrizes econômicas que diminuam a “minério-dependência”.

Transparência e planejamento
O discurso de Albertoni serviu como um balizador técnico para as próximas ações da prefeitura. Ele reforçou que o diagnóstico da FGV é uma ferramenta para que a gestão municipal tome decisões baseadas em evidências. “O planejamento estratégico não é mais uma opção, é uma necessidade de sobrevivência administrativa para Parauapebas. O momento de agir é agora”, concluiu Fúlvio.

Ao encerrar o evento, o prefeito Aurélio Goiano reforçou o compromisso com a transparência e afirmou que a prefeitura já estuda medidas para proteger as finanças públicas diante deste novo cenário apresentado pela FGV e pela Vale.

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