Aurélio Goiano cobra explicações da ASELC e anuncia investigação rigorosa sobre mortes no HGP

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano, manifestou-se com “muito pesar” sobre as recentes denúncias de negligência e erro médico no Hospital Geral de Parauapebas (HGP). Ao lado do secretário de Saúde, Luiz Veloso, e do procurador-geral do município, Hylder Menezes de Andrade, o gestor solidarizou-se com as famílias de Ingrid de Sousa e de Jéssica Andrade, esta última que veio a óbito na unidade há sete dias.

Retenção de prontuários e dificuldade na investigação
A principal revelação do pronunciamento foi a resistência da Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura(ASELC), empresa que administra o HGP, em fornecer documentos fundamentais para a apuração dos fatos. Segundo o secretário Veloso, a investigação sobre o óbito de Jéssica já foi instaurada, mas a empresa ainda não entregou os prontuários médicos.

“O protocolo é que a ASELC precisa entregar para nós os prontuários dessa paciente, da Jéssica, para que a gente possa seguir nessa investigação. Já oficiamos a empresa e pedimos celeridade para dar a resposta que a população precisa”, afirmou o secretário de Saúde.

O imbróglio com a ASELC: Dívida de R$ 100 milhões
Aurélio Goiano foi enfático ao declarar que tenta retirar a ASELC da gestão do hospital desde o início de seu mandato, cumprindo uma promessa de campanha. No entanto, revelou que entraves judiciais e uma dívida milionária deixada pela gestão passada impedem a rescisão imediata do contrato.

De acordo com o procurador Hylder Menezes , a Hylder Menezes alega uma dívida do município que ultrapassa os R$ 100 milhões.

  • Gestão atual: O prefeito garantiu que os pagamentos de sua administração estão em dia.
  • Gestão passada: O valor acumulado de anos anteriores está sendo discutido em juízo, o que trava a saída da organização social.

“Dar nome aos bois”: Promessa de punição
O prefeito elevou o tom ao classificar a empresa como “bobônica” e prometeu que não haverá impunidade se for comprovado erro médico ou negligência. “Vamos dar nomes aos bois. Se houve erro médico, se houve negligência, nós iremos apurar. Estou cobrando a minha força jurídica e a Secretaria de Saúde para dar uma resposta real e clara”, pontuou Goiano.

Regionalização como solução
Como medida a longo prazo para melhorar o atendimento de média e alta complexidade, o prefeito anunciou que busca a regionalização do HGP. A intenção é transferir a responsabilidade da unidade para o Governo do Estado, que possui maior capacidade técnica e financeira para gerir hospitais de grande porte, visando cessar o sofrimento da população de Parauapebas.

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