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Adepará realiza vigilância ativa nas propriedades que têm avicultura comercial

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) está realizando a coleta de amostras de material biológico de aves da avicultura comercial. A vigilância ocorre em 78 granjas para confirmar a ausência de circulação viral da Influenza Aviária (IA) e da Doença de Newcastle, síndromes respiratória e nervosa das aves, respectivamente.

O estudo faz parte do Plano de Vigilância de Influenza Aviária (IA) e Doença de Newcastle (DNC) do Ministério da Agricultura e Pecuária, e está sendo executado pela Agência de Defesa no território paraense. Ambas as doenças são infecções virais graves que acometem aves domésticas e silvestres e podem ocasionar prejuízos à avicultura. O Pará não tem registro de casos de gripe aviária, que é considerada uma doença exótica no País.

Para o estudo, o Mapa e a Adepará selecionaram 78 granjas comerciais: sendo 38 granjas de corte, 39 granjas de postura para produção de ovos para consumo e 01 granja de postura para reprodução (matrizeiro) ,

A vigilância epidemiológica é realizada por mais de vinte fiscais estaduais agropecuários (FEAs) e agentes fiscais agropecuários (AFAs) que atuam em 08 Gerências Regionais da Adepará em Rondon do Pará, Xinguara, Tucurui,Soure, Abaetetuba, Parauapebas, Santarém e Castanhal. Durante o trabalho, os técnicos da Adepará coletam material biológico (suabe de traquéia, suabe de cloaca e soro sanguíneo) das aves que são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Animal do Mapa(LFDA).

Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves

De acordo com a gerente do Programa de Sanidade Avícola, fiscal estadual agropecuária Lettiere Lima, a vigilância ativa da síndrome respiratória e nervosa das aves está sendo realizada  em propriedades que apresentam fatores de risco para a introdução dos vírus, como a proximidade de sítios de aves migratórias; áreas de concentração de aves migratórias; que possuam criação de mais de uma espécie de ave; evidência do contato entre ave doméstica e ave silvestre; que possuam aves criadas soltas e propriedades onde as aves domésticas e as aves silvestres compartilham do mesmo alimento e da mesma fonte de  água.

A médica veterinária ressalta que as duas doenças podem ser transmitidas ao homem, causando zoonoses.

Há necessidade de realizar os estudos de vigilância para manter o status de área livre dessas doenças no Estado, pois  a  Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) considera o Brasil território livre de IA e DNC,  sendo muito importante a notificação precoce de  casos suspeitos para evitar a disseminação dos vírus.

“A comunidade em geral precisa fazer a notificação de qualquer suspeita de síndrome nervosa e respiratória das aves. Quanto mais precoce essa notificação for realizada, mais rápido nós temos como chegar até o local onde está acontecendo o evento sanitário e fazer todos os procedimentos necessários.   A partir da notificação é que se consegue atuar na área onde está ocorrendo o evento epidemiológico e ter bons resultados tanto para a saúde animal quanto para a saúde humana. Assim, você consegue evitar a disseminação entre as aves domésticas e depois também a disseminação para o plantel avícola comercial”, explica a gerente do programa de sanidade avícola.

Assim como nos outros estudos que ocorreram, no ciclo 2022 – 2023, a vigilância do plantel avícola tem caráter preventivo com a finalidade de manter o status de território livre com reconhecimento oficial da OMSA para as duas doenças, evitando restrições comerciais que impactem negativamente na cadeia produtiva.

No Brasil, desde maio de 2023, já foram confirmados 161 casos de gripe aviária em aves silvestres. Nas aves de subsistência, segundo dados do Mapa, são 3 casos desde a primeira confirmação em junho de 2023. Na avicultura industrial, até agora não há registro de casos.

Estudo Epidemiológico – O Plano de Vigilância de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, é um estudo epidemiológico contínuo realizado através de vigilância ativa e passiva cujos objetivos são a detecção precoce de casos Influenza Aviária (IA) e Doença de NewCastle (DNC) nas populações de aves domésticas e silvestres, bem como a demonstração de ausência dessas doenças na avicultura industrial de acordo com as diretrizes internacionais de vigilância para fins de comércio, além  de monitoramento da ocorrência de cepas virais da IA para subsidiar estratégias de saúde pública e saúde animal.

Influenza Aviária – A Gripe Aviária é uma doença viral, que acomete aves domésticas e silvestres. Também pode ser transmitida ao ser humano a partir do contato com aves doentes. De notificação obrigatória, a doença é uma preocupação mundial por causa dos prejuízos sociais e econômicos.

Doença de NewCastle – Doença viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório, digestivo e nervoso das aves domésticas e silvestres, ocasionando prejuízos à avicultura.

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