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Aedes aegypti ameaça dez municípios do Pará

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Ao todo, 199 municípios brasileiros estão em situação de risco de surto. Outros 665 estão em situação de alerta (quando 1% a 3,9% dos imóveis têm focos do mosquito) e 928 em situação satisfatória (menos de 1% dos imóveis com focos). A dengue, chikungunya e o zika vírus têm em comum o transmissor: o mosquito Aedes aegypti. O Pará está entre os 18 Estados onde foram confirmados casos de zika vírus.

O caso mais grave é o de Medicilândia, onde 8,9% dos imóveis avaliados apresentaram focos de mosquito da dengue, seguido por São Félix do Xingu (7,8%), Floresta do Araguaia (7%), Altamira (6,3%), Sapucaia (6,1%), Breves (5%), Rondon do Pará (4,8%), Novo Progresso (4,7%), Água Azul do Norte (4,5%) e Xinguara (4%).


Foram identificados 1,5 milhão de casos de dengue no país de janeiro até 14 de novembro, um aumento de 176% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 555,4 mil casos.

O Estado de Goiás registrou a maior incidência de dengue, com 2.314 casos por 100 mil habitantes, seguido por São Paulo, com 1.615 casos por 100 mil habitantes, e Pernambuco, com incidência de 901 casos por 100 mil habitantes. No Pará são 95,3 casos por cada grupo de 100 mil habitantes.

MICROCEFALIA

Ontem, durante entrevista à imprensa, em Brasília, o ministro da Saúde Marcelo Castro considerou dramática e grave a incidência de casos de microcefalia no Brasil. Já são 520 casos de bebês que apresentaram redução do crescimento do cérebro (casos encontrados até 21 de novembro de 2015). Os casos foram identificados em 160 municípios de 9 Estados, a maioria no nordeste, e um no Estado de Goiás, que podem estar ligados a infecção por zika.

“Ou a sociedade brasileira se mobiliza para combater o Aedes aegypti ou nós não seremos vitoriosos. O momento que estamos vivendo é muito grave”, afirmou Castro durante o anúncio do balanço. O ministro da Saúde informou que o governo vai usar mais as tecnologias para evitar a proliferação do mosquito, entre as quais o uso de mosquitos transgênicos, que carregarão bactérias que os deixarão estéreis.

Para o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, a situação do Brasil é inédita no mundo porque o vírus nunca tinha circulado em um país como o nosso. “Nunca tivemos a circulação do zika em um país populoso como o Brasil. É uma situação inédita, com manifestação grave”, afirmou Maierovitch.

BELÉM

De acordo com a Prefeitura de Belém, de janeiro a outubro de 2015 a capital paraense registrou 1.140 casos confirmados de dengue e 26 casos de zika. O Ministério da Saúde está orientando as grávidas a comparecerem às consultas e exames de pré-natal e tomarem todas as vacinas além de protegerem-se dos mosquitos.

Reportagem: Luiza Mello

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