Agora pesa no bolso: uso de cerol pode render multa de R$ 1.904 em Parauapebas

Após uma semana de orientação, Operação Vidas por um Fio entra na fase de fiscalização e apreensão de materiais proibidos até o fim de julho

A etapa educativa da Operação Vidas por um Fio foi encerrada neste domingo (21) em Parauapebas, mas o trabalho das autoridades está longe de terminar. A partir de agora, a campanha entra em uma nova fase: a fiscalização. E quem insistir em utilizar cerol, linha chilena ou qualquer outro material cortante em pipas poderá sentir o impacto diretamente no bolso.

A mobilização foi promovida pela Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi) e da Guarda Civil Municipal (GCM), com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos que essas linhas representam para motociclistas, ciclistas, pedestres e até mesmo para as próprias crianças.

A campanha teve início no dia 15 de junho, com uma blitz educativa voltada principalmente a motociclistas e ciclistas, considerados as principais vítimas dos acidentes causados por linhas cortantes. Durante toda a semana, agentes da Guarda Civil Municipal também estiveram em escolas da rede municipal levando informações sobre prevenção e segurança para milhares de estudantes.

Segundo a inspetora Daniele, da Guarda Civil Municipal, a proposta da operação foi alcançar diferentes públicos para alertar sobre os perigos da prática. “Estamos finalizando a parte educativa da Operação Vidas por um Fio. Iniciamos no dia 15 com uma blitz educativa, alertando ciclistas e motociclistas. De segunda até sexta, orientamos os alunos em sala de aula. E hoje estamos finalizando aqui no Complexo Turístico, orientando famílias a respeito da proibição do uso do cerol e da linha chilena. É muito perigoso e tem tirado muitas vidas todos os anos”, destacou.

População aprova iniciativa

A campanha recebeu apoio de moradores que participaram das ações realizadas no Complexo Turístico de Parauapebas. A dona de casa Poliana Sousa destacou que a conscientização é fundamental para evitar acidentes graves. “Essa orientação foi uma boa ideia. Porque as linhas com cerol estão tirando vidas. As pessoas passam de moto e acabam machucando o pescoço, ou as crianças brincando na rua se machucam. É um perigo para a sociedade”, afirmou.

Quem enfrenta diariamente o trânsito da cidade também reconhece a importância da iniciativa. O motoboy Rogério Costa ressaltou que o trabalho preventivo pode salvar vidas. “Essa orientação é muito importante. A gente tem que orientar os filhos para que não façam isso. Cerol é proibido e é ruim até para nós que andamos de moto todos os dias. A gente orienta os pais, os filhos e os colegas a colocarem a anteninha protetora em suas motos”, explicou.

Fiscalização segue até o fim de julho

Apesar do encerramento da fase educativa, a Operação Vidas por um Fio continuará em diversos bairros e espaços públicos de Parauapebas até o final do mês de julho. Durante esse período, equipes da Guarda Civil Municipal realizarão abordagens, fiscalizações e apreensões de materiais proibidos, além de reforçar as orientações à população.

De acordo com a legislação municipal, é proibida a fabricação, comercialização e utilização de cerol, linha chilena e qualquer outro tipo de linha cortante no município. Todo material irregular encontrado durante as fiscalizações será apreendido pelas equipes. Além disso, quem for flagrado descumprindo a legislação poderá ser penalizado financeiramente.

Em caso de reincidência, os responsáveis podem ser multados a partir de R$ 1.904,00. Na terceira ocorrência, a multa poderá ser aplicada em dobro, além das demais penalidades previstas em lei.

Brincadeira deve ser segura

A Prefeitura reforça que empinar pipas continua sendo uma atividade recreativa permitida e tradicional, desde que praticada de forma responsável e segura. A Operação Vidas por um Fio busca justamente preservar a brincadeira, evitando que ela se transforme em risco para a população. Todos os anos, acidentes envolvendo linhas cortantes deixam feridos e, em alguns casos, resultam em mortes em diversas regiões do país.

Com o início da fase de fiscalização, o recado das autoridades é claro: além de colocar vidas em risco, o uso de cerol e linha chilena pode resultar em apreensão do material e aplicação de multas aos responsáveis.

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