Águas do Pará culpa furto de cabos e falha na rede elétrica por nova redução no abastecimento em quatro bairros

Em Parauapebas, concessionária emitiu comunicado apontando atos de vandalismo no Cidade Jardim e falta de energia nos bairros Paraíso, Linha Verde e Esplanada

A novela do desabastecimento de água em Parauapebas ganhou mais um capítulo na manhã desta quinta-feira (3). Em meio a uma rotina de queixas diárias de moradores que enfrentam o forte calor do verão amazônico sem serviços básicos, a concessionária Águas do Pará emitiu um novo comunicado informando que quatro bairros da área urbana estão com o fornecimento severamente reduzido.

Desta vez, a empresa aponta uma combinação de vandalismo com mais um episódio de interrupção no fornecimento de energia elétrica como responsáveis por paralisar o sistema de bombeamento.

Furto de fiação atinge o Cidade Jardim

Nas e etapas do Bairro Cidade Jardim, a causa do problema foi criminosa. De acordo com a concessionária, o sistema que atende o setor sofreu com o furto de cabos e de componentes elétricos essenciais para a operação das bombas, inviabilizando a distribuição regular de água para as residências da área.

A prática de furto de fiação tem se tornado um entrave recorrente na infraestrutura urbana do município, sobrecarregando equipes de manutenção e deixando bairros inteiros desassistidos.

Falta de energia afeta Paraíso, Linha Verde e Esplanada

Já nos bairros Paraíso, Linha Verde e Esplanada, a justificativa repete um cenário que vem se tornando rotina nos comunicados oficiais: a dependência direta da rede elétrica administrada pela Equatorial Pará.

Segundo a Águas do Pará:

  • A unidade de produção de água responsável pelo abastecimento dessa região ficou inoperante devido à falta de energia elétrica.
  • A distribuidora de energia já foi acionada para realizar os reparos necessários.
  • O restabelecimento do fornecimento de água só poderá ser iniciado de forma gradativa após o retorno definitivo da eletricidade.
  • Como o sistema depende de pressurização das redes e da recomposição dos reservatórios, a água não chega de forma imediata aos imóveis logo após a volta da luz, o que costuma prolongar a espera dos moradores por várias horas.

Efeito dominó castiga a população

A justificativa de hoje reforça um padrão observado nos últimos meses pela equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar: a troca mútua de reflexos operacionais entre os dois serviços essenciais. Sempre que a rede da Equatorial apresenta oscilações, quedas de fase ou manutenções prolongadas, os motores de captação da Águas do Pará param, gerando desabastecimento em cascata.

Na ponta final dessa engrenagem, quem paga a conta é o morador, que enfrenta temperaturas superiores a 35°C sem ter como ligar ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado e, simultaneamente, sem água nas caixas para banho, hidratação e afazeres domésticos.

Canais de atendimento

A Águas do Pará informou que suas equipes técnicas seguem monitorando os pontos afetados para acelerar a normalização e colocou à disposição os seguintes canais de contato:

  • Telefone e WhatsApp: 0800 091 0091
  • Aplicativo: Águas App
  • Atendimento presencial: Unidades na Estação Cidadania e na Galeria Diamond (Parque dos Carajás)
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