Requerimento aprovado na Câmara questiona o paradeiro do “Botão do Pânico”, linha de crédito exclusiva e o abandono de mães atípicas e mulheres da zona rural

As promessas de campanha voltadas ao público feminino entraram na mira da fiscalização legislativa nesta terça-feira (7). Durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Parauapebas, o vereador Anderson Moratório (PRD) apresentou o Requerimento nº 111/2026, que exige do prefeito Aurélio Goiano e da Secretaria Municipal da Mulher (SEMMU) um balanço detalhado sobre o que foi prometido e o que realmente foi entregue até agora.
O documento, aprovado por unanimidade, dá um prazo de 15 dias úteis para que a gestão municipal comprove, com documentos e indicadores técnicos, o estágio de implementação de políticas públicas que geraram grande expectativa na população.
Promessas no papel x Realidade nas ruas
Na justificativa do requerimento, Moratório foi enfático ao apontar o descompasso entre o Plano de Governo e o cotidiano das parauapebenses. Entre os pontos principais que aguardam respostas, destacam-se:
- Segurança: A implementação do Botão do Pânico 24 horas para mulheres em situação de risco.
- Autonomia financeira: A linha de crédito exclusiva no Banco do Povo e o programa de renda para chefes de família.
- Apoio social: A efetiva criação do programa “Mulheres de Valor”.
“Não podemos aceitar que as políticas públicas para mulheres se resumam a eventos pontuais ou fotos em redes sociais. A segurança de uma mulher em situação de violência e a autonomia daquela que sustenta sua casa sozinha não podem esperar”, afirmou o vereador.
Mães atípicas e zona Rural: O Lado esquecido
Um dos trechos mais contundentes do requerimento aborda o “abandono” relatado por mulheres que vivem no campo e por mães atípicas (que cuidam de filhos com deficiência ou neurodivergência). Segundo o parlamentar, faltam protocolos de acompanhamento dignos para essas mães, além do déficit de atendimento psicológico especializado e a escassez de medicamentos básicos na rede municipal.
Lupa na gestão da SEMMU
Anderson Moratório também solicitou que a Controladoria Geral do Município (CGM) e a SEMMU expliquem a correlação entre os gastos realizados em 2025 e os programas efetivamente entregues. O objetivo é analisar o “custo-benefício social” das ações da secretaria, verificando se o dinheiro público está chegando na ponta ou ficando travado na burocracia.
O que a prefeitura precisa responder:
- Status das metas: Quais propostas do Plano de Governo foram implementadas?
- Transparência financeira: Quantas mulheres foram beneficiadas pela linha de crédito prometida?
- Saúde e social: Por que há falhas constantes no sistema do CadÚnico e falta de remédios para mulheres?
- Cronograma futuro: Existe uma data oficial para entregar o que ainda falta?
A fiscalização agora aguarda o retorno oficial do Executivo. A expectativa na Câmara é que as respostas tragam luz sobre o planejamento da gestão para os próximos meses, especialmente diante das recentes manifestações de vulnerabilidade registradas na zona rural do município.








