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Antigo prédio da Câmara de Parauapebas será transformado em museu

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Às vésperas do aniversário de 32 anos de Parauapebas, a população do município recebe uma boa notícia no segmento cultural. Com a assinatura do Decreto nº 316/2020, o prefeito Darci Lermen regulamentou a implantação do Museu de Parauapebas Hilmar Harry Kluck, criado em 2011 pela Lei Municipal º 4.477, e o que é mais animador: o decreto destina o prédio da antiga Câmara de Vereadores como sede definitiva do museu.

O espaço será reformado, sem comprometer a estrutura original, e deverá ser o primeiro a ser tombado como patrimônio histórico de Parauapebas. A instituição terá um salão de exposição com 320 metros quadrados, auditório para realização de cursos, minicursos e palestras.


Segundo a diretora e professora de geografia Rebeca Valquíria, o espaço poderá até oferecer cursos de pós-graduações em áreas que o museu necessita, como Curadoria, Arqueologia e Artes.

“A proposta é que o museu seja muito mais que um salão de exposição. O espaço deverá ser um centro de pesquisa. O processo até a exposição é muito complexo e envolve uma diversidade de profissionais, instrumentos e muita pesquisa. Parauapebas dará um grande salto nesta área”, afirma a diretora.

Em época de combate à covid-19, o museu somente será aberto ao público quando for, de fato, seguro à população. As atividades da instituição, que já está cadastrada no Sistema Nacional de Museus, serão planejadas e supervisionadas pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

O secretário Saulo Ramos diz que o objetivo é estabelecer condições para o desenvolvimento da economia, promovendo a valorização do patrimônio cultural material e imaterial de Parauapebas.

“O governo municipal entende que ninguém vive sem história, e temos a missão de identificar e preservar o patrimônio histórico-artístico de Parauapebas. É manter viva a história do município aos seus moradores e visitantes. Com isso, vamos reforçar as ações da prefeitura que contribuem com a arte, educação, turismo e lazer para a sociedade”, assinala Saulo.

Organização institucional e Gestão

Com base no decreto, o Museu contará com oito departamentos: arqueologia, antropologia, patrimônio histórico e artístico, memória e arquivo histórico, museu virtual, comunicação e publicações, laboratório de conservação e restauração, reserva técnica e administrativo.

Um dos primeiros passos será a elaboração de um plano museológico, que é o guia de todos os departamentos, o instrumento básico que definirá a missão, objetivos, públicos e programas tais como:

– Institucionais: descrição de relações internas (estatuto interno e/ou criação da Associação dos Amigos, entre outros)

– Acervo: constituição das coleções acervos e das estratégias previstas para a sua preservação, conservação preventiva e se necessário restauração de peças.

– Arquitetônico: adequações e soluções espaciais e de infraestrutura da edificação.

– Exposições: definição dos métodos e expográficos que serão utilizados.

– Educacional: projetos e ações educacionais lúdicos pedagógicos.

– Comunicação e pesquisa: estudo de público, estratégia de marketing de fusão dos produtos próprios da instituição.

– Segurança: identificação e preservação dos principais riscos à segurança do museu (edifício, acervo, servidores, públicos)

– Gestão de pessoas: formação da equipe técnica, na forma da lei

– Recursos econômicos: apresentação das estratégias de sustentabilidade econômica (cobrança de ingressos, vendas de souvenires etc)

Além dessa estrutura organizacional, a lei regulamenta a realização de parcerias e convênios entre o Museu de Parauapebas com empresas públicas e da iniciativa privada e outras instituições.

Associação Amigos do Museu

Observando o potencial histórico-cultural do município, um grupo de pessoas fundou, em 2017, a Associação Amigos do Museu de Parauapebas. A entidade conta com membros das mais diversas áreas, que tem o amor pelo município como ponto em comum. São antropólogos, sociólogos, professores, historiadores e pessoas da comunidade, em especial, os pioneiros que são arquivos vivo.

De acordo com Tiago Cordeiro, presidente da associação, o objetivo básico da entidade é o fomento às atividades culturais, sobretudo às relacionadas ao resguardo do acervo histórico de Parauapebas.

“Qualquer política pública voltada à cultura envolve necessariamente diversos aspectos da sociedade. E a criação física do museu pode promover um maior engajamento de toda a comunidade nos processos culturais. O acesso à cultura é garantido por lei, e a associação apoia as ações em prol da preservação e difusão histórica e cultural propostas pelo governo municipal”, declara Tiago.

Na cidade, muita gente está disposta a doar objetos e arquivos para que o museu conte a história do município. Rebeca Valquíria, que também faz parte da associação, diz que todos poderão contribuir. “Essas pessoas foram fundamentais para que pudéssemos chegar até aqui. A instituição conta com a comunidade para preservar a memória de Parauapebas, inclusive recebendo material que possa ser utilizado como estudo da história do município, como cartas, documentos, objetos e fotos”, diz a coordenadora.

Hilmar Harry Kluck

Nascido em Ubajé em 1952, no Rio Grande do Sul, Hilmar Harry Kluck foi um sertanista e indigenista que viveu por mais de 25 anos explorando matas do sul e sudeste do Pará. Morou no bairro Rio Verde, com a esposa Neuza Kluck, até o seu falecimento aos 86 anos de idade, deixando um grande legado.

Em 1988, Hilmar Kluck foi indicado para participar do processo de implantação da Câmara Municipal de Parauapebas. Trabalhou na Casa de Leis por 17 anos como diretor administrativo. Além disso, contribuiu na elaboração da 1ª Lei Orgânica de Parauapebas e do Regimento Interno da Câmara Municipal.

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