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Apenas 35 policiais por dia fazem a segurança da população de Parauapebas que é estimada em 300 mil habitantes

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Parauapebas é uma cidade atípica, por aqui, semanalmente várias pessoas desembarcam em busca de empregos e consequentemente melhores condições de vida e moradia. Essas pessoas que chegam, se juntam a uma população de aproximadamente 300 mil habitantes que já sentem na pele a falta de investimentos por parte de governantes em várias áreas, como por exemplo, a segurança pública, que é de responsabilidade do Estado.

Durante uma reunião realizada nesta quarta-feira (14), nas dependências da Superintendência de Polícia Civil de Parauapebas, o Comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, Coronel Sandro Augusto de Sales Queiroz, divulgou números que refletem claramente a falta de investimento por parte do Governo do Estado do Pará para com o povo de Parauapebas e região.


De acordo com o Comandante, o número ideal de policiais para atender perfeitamente toda a cidade, teria que ser de pelo menos 300 policiais, com o auxílio de pelo menos 18 viaturas, porém, a cidade conta apenas com 150 policiais e 10 viaturas, isso quando todas estão em funcionamento.

O número de policiais disponíveis para atender Parauapebas é tão pequeno, que por dia, apenas 35 trabalham em regime de plantão. Considerando que a cidade conta com aproximadamente 300 mil habitantes, podemos afirmar que por dia, cerca de 800 pessoas contam um policial.

De acordo com recomendação da ONU, para cada 250 habitantes, o ideal é que se tenha 1 policial à disposição. Realidade bem distante de Parauapebas.

Polícia Civil
A 20ª Seccional de Policia Civil em Parauapebas também conta com um efetivo pequeno, sendo que apenas 26 civis estão à disposição da população de Parauapebas e região, trabalhando em sistema de plantão.
Para se ter uma ideia, apenas duas pessoas estão trabalhando na coleta de informações para o preenchimento dos famosos Boletins de Ocorrências (BO’s).

Quem também vem passando por dificuldades para desenvolver os trabalhos, são as autoridades policiais da Delegacia da Mulher de Parauapebas. Por lá a situação é tão crítica, que nem mesmo a viatura que atende a delegada e seus comandados está funcionando.

Esforço
Mesmo com um número pequeno de policiais, as policias Militar e Civil se esforçam ao máximo para proporcionar aos munícipes de Parauapebas e região um clima tranquilo, prova disso é que todos os dias são divulgados os trabalhos das autoridades através de prisões, investigações e soluções de casos, como por exemplo, o da menina Bárbara que foi estuprada e morta nas dependências da Praça da Bíblia, e semanas depois, após um trabalho investigativo da Polícia Civil, em parceria com a Polícia Militar, o acusado foi preso e se encontra à disposição da Justiça.

Portas abertas para a criminalidade
Parauapebas infelizmente conta com uma grande porta aberta para a criminalidade. Pode até parecer uma coisa simples, mas a situação em que centenas de pessoas desembarcam no município por meio da Estrada de Ferro Carajás, administrada pela mineradora Vale, é preocupante.
Todas as semanas trens saem e chegam a Parauapebas e os passageiros não passam por nenhum tipo de fiscalização, ou seja, podem entrar tranquilamente com armas, drogas e outros vários produtos ilícitos.
O ideal seria que a mineradora Vale criasse um sistema de segurança no embarque e desembarque de seus passageiros, como nos aeroportos, que contam com detectores de metais e outros itens fundamentais de segurança.

Reportagem: Bariloche Silva – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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