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Após mais de 28 anos, filha reencontra o pai em Parauapebas

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Maria Helena pede a bênção para a mãe dela, Maria Francisca, após mais de 28 anos e depois dá um abraço demorado nela

Emoção. Choro. Alegria e felicidade. Tudo isto aconteceu na manhã da última quarta-feira, 7 de outubro, na Rua Jardim das Oliveiras, no Bairro Betânia, em Parauapebas (PA), durante o reencontro da filha Maria Helena da Silva com os pais Afonso Profírio Gonzaga e Maria Francisca Helena da Silva. Ela veio de São Paulo, onde mora e trabalha como camareira, em companhia de três filhas: Helenilda Maria da Silva, Malena Maria da Silva e Mayara Maria da Silva; do genro Wellington dos Santos e das netas Bryenda, de 10 anos e Nicolly, de 9 anos, e do neto Renan, de 3 anos.

“Graças a Deus ela apareceu. Estou muito emocionado. Meu sonho era ver minha filha. Achei que nunca mais ia ver ela”, disse o aposentado Afonso Aprizio, de 74 anos, ao lado da filha Maria Helena e da esposa, Maria Francisca da Silva, que também estava bastante emocionada. “Ave Maria, moço, estou muito satisfeita e feliz por reencontrar minha filha. Nós não esperava mais encontrar ela. Achava que ela estava morta. Agora, estamos todos felizes e emocionados por ver minha filha, as netas e as bisnetas. Ainda bem que ela está aqui agora com a gente”, afirmou dona Maria.


Os pais Afonso e Maria Francisca estavam muito emocionados ao reencontrar a filha Maria Helena, que mora em São Paulo

 

A neta Helenilda Maria da Silva, que tomou a iniciativa de procurar os avós, destacou que estava muito contente pelo reencontro da família. “Corri atrás através das redes sociais e muita gente ajudou nessa busca. Agradeço a Deus e a todos vocês que colaboraram para este reencontro. Estou muito feliz. Muito obrigado”.

Helenilda Maria da Silva foi quem tomou iniciativa para localizar os avós no Pará

 

Malena Maria, que mora em Parauapebas, disse que “a emoção era muito grande e que estava bastante feliz por ter reencontrada a irmã Maria Helena”.

O esposo da Malena, Wellington dos Santos, ressaltou que “foi muito bom conhecer os avós de sua mulher e vê sua sogra (Maria Helena) muito feliz”, acrescentando que “esse reencontro é muito gratificante para todos da família”.
E chorando, a irmã de dona Maria Helena, Maria Lucimar da Silva, a “Lucinha”, também demonstrou estar muito emocionada e feliz por ter reencontrado a irmã. “A emoção é muito grande. Era um sonho dos meus pais, que não tinham mais esperança em reencontrá-la. Agradeço muito a Deus e a vocês por terem localizado minha irmã em São Paulo. Agora, vamos aproveitar bastante e matar a saudade”.

Tímidas, as crianças Mayara, Bryenda e Nicolly só disseram que estavam muito felizes em conhecer os parentes em Parauapebas.

A história
O pedreiro Afonso Profírio, que faz 74 anos, nasceu em Juazeiro do Norte (CE), a 530 km de Fortaleza, mas foi criado em Exu (PE), onde se casou com a dona Maria Francisca Helena. O casal deixou Pernambuco em 1977 e foi morar em Imperatriz (MA). De lá, seguiu para Rondon do Pará, onde morou de 1984 a 1993. Em 1992 a filha Maria Helena foi para São Paulo com o marido e as duas filhas. Depois, ela teve mais quatro filhas. A última vez que ela havia falado com uma das irmãs foi 2004. (Mas não com os pais).
De Rondon do Pará o casal Afonso e Maria Francisca decidiu morar em Parauapebas (PA) com 5 filhos. Hoje, três filhos moram em Santana do Araguaia (PA) e três ficaram em Rondon. O casal teve 13 filhos. Apenas um morreu, ainda em Pernambuco, com 15 dias de vida.

Mudança para São Paulo
Maria Helena da Silva morou com a família em Rondon do Pará até 1992, mas resolveu ir embora para São Paulo com o marido, o mecânico Manoel João da Silva, e as duas filhas, Malena Maria da Silva (criança) e Helenilda Maria da Silva (bebê). Em São Paulo, o casal teve mais duas filhas: Eliana Maria da Silva e Viviane Maria da Silva. Aí o casal foi morar na Bahia e nasceu Aline Maria da Silva. Depois, a família retornou para São Paulo e nasceu a sexta filha do casal: Mayara Maria da Silva, a caçula, que tem hoje 11 anos. Em 2010 o casal se separou. Em 2004 dona Maria Helena perdeu o contato com a família no Pará. (Mas já estava desde 1992 sem falar com o pai).

Para que esta história terminasse bem muita gente contribuiu, com destaque para o casal Cristiano e Fernanda Nery, de Parauapebas. O casal viu nas redes sociais o apelo da Helenilda, que e estava em busca dos avós. Ela já havia recebido informação de uma pessoa de Rondon do Pará (Deyse) que os avós moravam em Parauapebas, de acordo com o cadastro eleitoral de 2018. Aí, o Cristiano, namorado da Fernanda, conseguiu obter o endereço e o contato dos avós dela em Parauapebas. Foi tudo muito rápido, graças às redes sociais. Agora, é só felicidade para a Família Silva.

 

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