Após quase oito anos de espera, Prefeitura assina contrato para concluir UBS Porte IV do Alto Bonito

Fotos: Bariloche Silva / Portal Pebinha de Açúcar

Obra abandonada desde 2018 será retomada por empresa vencedora da licitação; investimento supera R$ 2,9 milhões e prazo de execução é de 18 meses

A população do Residencial Alto Bonito recebeu uma notícia aguardada há anos. Após a realização do processo licitatório anunciado em abril deste ano, foi oficializada a contratação da empresa que ficará responsável por concluir a Unidade Básica de Saúde (UBS) Porte IV, uma obra que se arrasta desde 2018 e se tornou símbolo do abandono de investimentos públicos em Parauapebas.

O Extrato do Contrato nº 20260848 foi publicado na edição de quarta-feira (15) do Diário Oficial do Município, confirmando a contratação da empresa Miranda e Farias Construções Ltda., vencedora da Concorrência Eletrônica nº 3.2026-001SEMSA.

O contrato prevê investimento de R$ 2.902.375,47 para a retomada e conclusão da obra, com vigência de 18 meses, contados a partir da assinatura, ocorrida em 10 de julho de 2026.

Licitação anunciada em abril

No último dia 6 de abril, o Portal Pebinha de Açúcar noticiou, com exclusividade, a abertura da licitação para tentar destravar uma das obras mais aguardadas pelos moradores da região.

Na ocasião, a Prefeitura lançou a Concorrência Eletrônica para contratar uma empresa especializada em engenharia que assumisse a conclusão da unidade de saúde, após anos de paralisação.

Agora, pouco mais de três meses depois, o processo chega à etapa da contratação da empresa responsável pela execução dos serviços.

Um prédio que virou símbolo do abandono

A história da unidade de saúde é antiga. A obra deveria ter sido entregue à população em setembro de 2018, quando ainda era projetada como uma Unidade de Saúde da Família (USF), construída com recursos federais e municipais.

Entretanto, a empresa inicialmente contratada abandonou os serviços antes da conclusão, deixando o prédio inacabado.

Desde então, o imóvel permaneceu fechado e passou a ser alvo constante de denúncias dos moradores, que relataram o uso da estrutura para práticas ilícitas e o furto de materiais, como telhas, portas, janelas e instalações elétricas.

Ao longo dos últimos anos, o Portal Pebinha de Açúcar acompanhou de perto a situação e publicou diversas reportagens mostrando o estado de abandono da obra e a cobrança da comunidade por uma solução definitiva.

Projeto foi ampliado

Além da retomada da construção, o projeto passou por atualização. A estrutura deixará de funcionar como uma Unidade de Saúde da Família e passará a ser uma UBS Porte IV, considerado o maior modelo de Unidade Básica de Saúde previsto pelo Ministério da Saúde.

A nova configuração permitirá uma capacidade maior de atendimento, com espaço para pelo menos quatro equipes da Atenção Primária, consultórios ampliados e oferta de serviços como atendimento odontológico, salas de vacinação e outros procedimentos da atenção básica.

A expectativa é que a nova unidade contribua para reduzir a demanda enfrentada pelo atual posto de saúde que atende o Residencial Alto Bonito e bairros vizinhos, considerado insuficiente para o crescimento populacional da região.

Contrato supera R$ 2,9 milhões

De acordo com o extrato publicado no Diário Oficial, o valor contratado é de R$ 2.902.375,47.

O documento informa que a proposta vencedora havia sido inicialmente adjudicada em R$ 2.902.374,66, mas sofreu um ajuste de R$ 0,81 durante o lançamento no sistema administrativo utilizado pelo município, em razão do arredondamento de diversos itens da planilha orçamentária.

Segundo a Prefeitura, a diferença é considerada irrisória e não altera a substância da proposta nem compromete a execução dos serviços.

Expectativa agora é pela conclusão da obra

Com a assinatura do contrato, a expectativa da população é que a retomada finalmente aconteça e que a obra seja concluída sem novas interrupções.

Depois de quase oito anos de espera, os moradores do Residencial Alto Bonito aguardam que a futura UBS Porte IV deixe de ser lembrada como um exemplo de desperdício de recursos públicos e passe a oferecer atendimento de saúde compatível com a demanda de uma das regiões que mais cresceram em Parauapebas.

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