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Associação Esportiva Ágape tem transformado vidas de crianças e adolescentes em Parauapebas

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Um pouco da sua história

“Francisco Eloecio Silva Lima, atualmente professor e Diretor da Associação Esportiva Educacional Ágape, nascido na cidade de Bacabal-ma, onde morou até os quatro anos de idade, período em que sua mãe faleceu, seu pai, vendedor de peixes não teve condições de o criar, então, seu pai o deu para sua irmã mais velha que se chama Benedita. “Sendo que ela já tinha dois filhos, onde acabei se tornando mais um. Cheguei a cidade de Parauapebas no ano de 1990, e nessa cidade desde criança sempre tive o costume de trabalhar, de comprar minhas próprias roupas, meu próprio calçado, aqui cresci fazendo atividades como, engraxate, vendedor de picolé, pasteis, jornal, logo após também fui entregador de jornal, depois apareceu uma oportunidade de jovem aprendiz no Armazém Paraíba onde trabalhei como auxiliar de serviços gerais, e assim fui crescendo e me desenvolvendo aqui nessa cidade, conclui o ensino fundamental, médio, e fiz também outros cursos de capacitação como na área de contabilidade”.


Entrada no esporte

“Sempre gostei de praticar esportes, e antes de entrar no Karatê comecei na capoeira, onde passei um longo tempo e depois assim comecei a ingressar no Karatê, venho de projeto social, na época comecei no Instituto Fam, (Fazendo um Amanhã Melhor), passei três anos treinando sem uniforme, mudei para minha primeira graduação só depois de quatro anos de treino porque na época não se tinha nenhum investimento no esporte, não se tinha muita estrutura como existe hoje no Karatê, fui me aprimorando cada dia mais no esporte, até chegar um tempo em que o meu professor me liberou para que eu pudesse dar aulas em uma escolinha particular chamada Girassol, e lá, mesmo não sendo faixa preta comecei a dar aulas e os meus alunos começaram a se destacar, comecei então a fazer um trabalho destaque com os alunos da rede particular, até o momento em que fui liberado, cheguei a faixa preta, sendo liberado então para constituir minha própria associação, fundando assim a Ágape”.

Início da Ágape

“Meu primeiro trabalho fora da academia do Instituto Samurai Zen que foi minha academia de origem aconteceu no ano de 2005, onde comecei minha função de professor, nessa época a Ágape ainda não tinha registro, o trabalho era feito mesmo sem registro da Associação, então posso dizer que comecei meu trabalho em 2005, porem a Ágape só foi registrada em 2009, foi uma instituição que nasceu em 2009, unicamente com atividade de Karatê, onde em 2010 foi criado o projeto caça talentos na escola, que é um trabalho feito em parceria com escolas da rede pública, dando incentivo de esporte, disciplina e respeito ao próximo através do karatê, conseguimos fazer com que esse projeto fosse um projeto de sucesso, inicialmente começou em seis escolas e hoje é feito em dez escolas. A princípio atendia 230 atletas, e hoje já estamos na margem dos 785 atletas envolvidos, isso sem contar com aqueles que já passaram, eu creio que através da Ágape já chegamos a uma rede de atendimento de mais de 5.000 atletas que foram formados através do karatê”.

Além do Karatê

“O karatê é o nosso projeto piloto, é o projeto majoritário e matriz, como citei, hoje atende 785 atletas distribuídos em dez bairros. Temos karatê nos bairros, Maranhão, Liberdade, Bela Vista, Da Paz, Rio Verde, Dos Minérios, Cidade Jardim, Vila Rica, Amazônia, Novo Brasil, dez bairros em nossa rede de atendimento, e hoje além do Karatê, também trabalhamos com modalidades culturais, o balé que atende 100 meninas, violão que atende 100 artistas, canto e coral composto por 60 cantores, teatro e circo também atendendo 100 crianças e adolescentes, o xadrez com 100 crianças e adolescentes e o futsal hoje com 300 crianças e adolescentes, todas essas atividades hoje são feitas em parceria com o Comdicap através do Fumdcap (Fundo Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes), na área da educação também estamos realizando um projeto no Bairro Vila Rica, que atende toda região do complexo Altamira, Casas Populares, Tropical I e II, onde 200 crianças estão sendo capacitadas através dos cursos de informática básica que também estão sendo desenvolvidos pela Ágape”.

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Influência e o impacto da Associação Ágape na vida dessas crianças, dos adolescentes e também dos jovens

“Na soma geral estamos atendendo cerca 1.600 usuários dos projetos da Associação Ágape, e nossa contribuição têm sido justamente na formação de um ser humano melhor, enquanto podemos observar que no mundo existem várias oferendas, principalmente se tratando de coisas que levam para um caminho mal, que levam os nossos jovens para o caminho da marginalidade e desestrutura familiar, existe hoje um projeto de destruição no mundo, onde princípios básicos têm sido violados, então quando entramos com esse trabalho, o trabalho da Ágape é trazer essas pessoas para as oficinas, fazendo com que eles gostem e se apeguem a oficina escolhida e a partir daí entramos em ação fazendo cobranças de um ser humano melhor, cobrança no sentido de instrui-los a isso, bimestralmente temos as palestras socioeducativas às vezes individuais entre os palestrantes e os usuários, e em outras existe o encontro integrado da família, que os pais, os filhos, enfim a parentela é instruída de como viver em um mundo melhor, e como contribuir juntamente para uma melhoria da sociedade, então a Ágape não faz somente um trabalho isolado do esporte, ou com a cultura, ambas são levadas as pessoas, mas levamos também uma renovação de vida através de conscientização e de novas atitudes por parte das pessoas, do ser humano”.

Contribuição para a educação

“Como trabalhamos nas escolas da rede pública, temos parceria com as direções das escolas, onde sabemos que os alunos que possuem um melhor desenvolvimento dentro das oficinas querem crescer. No karatê muitos meninos e meninas já tiveram várias oportunidades de participar de eventos nacionais e internacionais, nesses dez anos de atividades já conhecemos boa parte do Brasil, e já temos até mesmo uma boa representação no exterior, muitos dos meninos já participaram de competições na Eslovênia, Servia, França, Itália, Portugal, Peru, Argentina, então são oportunidades, e isso é gratificante e nos deixa felizes, quando vemos que da escola da rede pública, partindo de meninos e meninas, jovens de bairros da periferia tem a oportunidade de sair daqueles lugares tão sofridos e poderem pisar em locais históricos e importantes para o mundo, oportunidades de conhecerem lugares que são o sonho de toda criança, são oportunidades que eles recebem, e aproveitamos isso tudo para ensinarmos e instruirmos ao respeito e a disciplina, e através de mecanismos fazermos com que isso se torne realidade e não apenas palavras na vida de cada um deles. Isso é uma realidade, hoje vemos que as crianças e adolescente estão cada vez mais interessadas, as que são participantes dos projetos da Ágape, e elas tem se tornado pessoas melhores. Isso é uma realidade que me traz orgulho, ver Parauapebas sendo mudada por um trabalho meu e de minha equipe, principalmente olhando minha história que fui um menino que teve uma vida sofrida, mas nunca desisti, não é porque não tive toda uma estrutura familiar como muitos têm que eu desisti dos grandes sonhos, tanto é que Deus tem me proporcionado uma visão e tem feito com que o projeto dele seja levado à frente, esse não é simplesmente um projeto meu, mas, fui chamado por Deus para isso, e tenho alcançado as pessoas e a mensagem dele tem chegado, e com ele podemos tudo”.

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Conquistas

“No futsal acabamos de realizar um campeonato municipal entre os bairros, Seis bairros participaram, tivemos a inscrição de 31 times na competição que foi Copa FIA de Futsal, na verdade esse campeonato ainda está ocorrendo. No karatê, no qual já temos dez anos de pratica e competição, durante esse tempo trouxemos resultados muito satisfatórios, tanto a nível nacional quanto a nível internacional, só na cidade temos mais de 200 campeões nacionais, isso só pelo projeto da Ágape de 2005 a 2015, temos 18 campeões pan-americanos, 11 campeões mundiais, 14 campeões sul-americanos, 500 campeões norte nordeste, e mais de 3.000 campeões estaduais. No esporte isso é histórico, e também transformador, porque hoje o Karatê na cidade é cultura, você anda pela cidade principalmente aos finais de semana, você pode ver caratecas indo e voltando, um grande movimento nos bairros, e ficamos muito felizes em ter contribuído com isso, e que verdadeiramente a sociedade está sendo transformada por meio do esporte”.

Influência no desenvolvimento da cidade

“Hoje o karatê é cultura também. Você pode olhar nos quatro cantos dessa cidade tem Karatê, e não é somente a Ágape que leva esse projeto de estruturação, mas também existem outras quatro instituições que fazem esse trabalho e ao todo somos cerca de 3.000 praticantes da modalidade no município, então é uma modalidade muito forte na cidade, as associações de karatê trabalham muito forte, os problemas em relação às crianças e os adolescentes ainda têm sido pequenos, na verdade são grandes por um eixo, mas acabam sendo reduzidos por outros. A cidade tem um fluxo de crescimento muito grande, existem problemas sim no município, mas poderia estar bem mais crescente, sendo que graças a Deus não estão devido às crianças e adolescente estarem inseridas aos projetos sociais vindo do Karatê, e de outras modalidades esportivas aplicadas através das instituições esportivas e culturais do município”.

Investimento do atual governo

“Os projetos da Ágape são projetos pessoais da instituição, não são governamentais, eles são criados pela própria associação, porém o Governo Municipal entra com uma contrapartida. Sabemos que para atender quase 900 atletas com o karatê, teríamos um custo muito alto tanto para o município como para nós, então temos um escritório administrativo que é mantido por nós, e o governo ajuda com a manutenção do projeto da seguinte forma: Com todas as despesas das viagens, sendo que temos competições estaduais que são as três etapas do paraense, temos competições regionais que é o campeonato norte e nordeste de Karatê, temos os nacionais sendo o campeonato brasileiro, e temos os mundiais, pan-americano, sul-americano, ou próprio campeonato mundial, então o governo fornece essa estrutura para os atletas viajarem claro só depois que é feito um processo seletivo, no caso sempre dos 900 atletas, existem uns 600 ai que escolhemos e enviamos para os processos seletivos de onde tiramos ai sempre 50 atletas e o governo mantem a viagem desses atletas, com transporte, seja ele aéreo, ou terrestre, hospedagem, geralmente as diárias são de quatro a cinco dias, além da alimentação durante todo o percurso de viagens que às vezes acontecem até 10 dias de competição, o governo também nos ajuda na realização de eventos esportivos, no caso esse ano nós fizemos, a Copa Ágape, a Taça Libertadores, e a primeira etapa do Campeonato Paraense, então ajuda na premiação, na alimentação do evento, enfim na estrutura, temos o apoio do governo nisso, que também fornece uma ajuda de custo para professores, como falei somos distribuídos em dez polos, então cada um tem um professor diferente e cada professor tem uma ajuda de custo para estar a disposição desse projeto, nesse ano o governo ajudou também na compra de materiais esportivos, luvas, capacetes, coletes de proteção, materiais de escritório, e também na uniformização. Somente esse ano doamos 500 kimonos na cidade de Parauapebas. Esse ano tivemos um investimento de R$ 325.000,00 mil reais para se trabalhar durante todo o ano de 2015, foi um investimento bom deu para suprir as expectativas, tivemos resultados satisfatórios, um retorno bom, porque não é de hoje que o município reconhece o trabalho, o resultado, o fruto dessa parceria, a forma com que a associação contribui para a sociedade, principalmente com a educação, porque o karatê não tem sido somente esporte, mais tem sido esporte, educação, assistência social e saúde, então tudo isso é englobado em um só projeto, esse valor parece muito, mas ainda é um valor complementar, porque um projeto para 900 pessoas só para o karatê é um projeto que realmente sai muito caro, e temos economizado muito durante o ano para que se consiga os frutos com esse investimento, em relação as outras atividades temos uma parceria com o fundo da criança, onde há a empresa Vale, Júlio Simões, essas que fizeram depósitos nesse fundo das crianças para que se fosse investido em projetos sociais, cada projeto tem um valor menor, que são entre R$50.000,00 a R$100.000,00 reais para se trabalhar em 12 meses, não pensem que os trabalhos da associação são cem por cento financiados pelo município, não é assim, a contrapartida é muito maior por parte da associação, tanto com relação a interno e externo, mas agradecemos muito ao apoio do Governo do município, acho que não conseguiríamos avançar da forma que avançamos se não tivéssemos esse apoio público, se o governo não tivesse abraçado essa causa”.
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Como uma criança, adolescente ou jovem pode estar ingressando na Ágape

“Em cada projeto existe um regimento especifico para o ingresso, mas na maioria é feita uma campanha nas escolas onde é apresentando o projeto de como será desenvolvida as atividades, e os pais e os atletas ou usuários que tem interesse em vim e participar da oficina, devem estar munidos dos documentos dos responsáveis e também do menor ou do jovem, comprovante de endereço e escolaridade, tem alguns projetos em que se paga uma taxa de R$10,00, mas essa é anual, até porque não cobramos mensalidade e todos os projetos são gratuitos, todos os recursos que entram na associação são em prol dos projetos e existem também as empresas parceiras que fazem doações para a instituição”.

Planos e metas para o futuro

“Durante esse tempo alcançamos muitas coisas, às vezes me surpreendo em ver como crescemos e como ajudamos a transformar Parauapebas socialmente, sonhamos em alcançar outros bairros que não pudemos alcançar, porque ainda não pudemos alcançar toda a cidade de Parauapebas, existem muitos bairros que precisam de ajuda, que precisam de suporte, na área da assistência, inserção do esporte, cultura, educação, na estrutura familiar, então nosso sonho é continuar realizando esse trabalho, agregando outras atividades, outras modalidades, mas que seja para o coletivo e bem comum da sociedade, e sonhamos com isso alcançar os bairros ainda não alcançados, e se Deus quiser conseguiremos estrutura para que isso aconteça”.

Reportagem: André Silva – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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