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Audiência pública debate terceirização do Hospital Geral de Parauapebas

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A Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), realizou nesta quinta-feira (12), no auditório da Câmara Municipal, uma audiência pública para debater a proposta de terceirização da administração do Hospital Geral de Parauapebas (HGP).

A audiência contou com a participação dos secretários municipais de Saúde, José das Dores Couto; e de Planejamento e Gestão, João Correia; do promotor de Justiça, Hélio Rubens; diversos vereadores e representantes dos servidores da saúde.


A apresentação técnica do evento foi feita por Alexandre Pereira Santos, membro da equipe de planejamento da Semsa, mostrando a contextualização com dados e custos com assistência hospitalar, mostrando como referência os custos da saúde pública em Parauapebas no ano de 2017, quando foram gastos R$ 107.482.739,26 com a manutenção do HGP, o que representa um custo mensal de R$ 8.916.666,67. Valor considerado alto para uma população estimada em 202.356 habitantes, tomado como parâmetro hospitais de outros municípios onde se gasta bem menos, a exemplo do Hospital Regional de Altamira, mantido com um custo anual de R$ 55.977.308,00; de Marabá, com R$ 55.571.446,00; e de Paragominas, com R$ 35.303.821,00.

 

O número de internações versos custo médio em 2017 dos citados hospitais também foi comparado com o HGP, veja o resultado:

Hospital Regional de Parauapebas – 8.341 internações: R$ 12.886,07
Hospital Regional de Altamira – 8.070: R$ 6.936,47
Hospital Regional de Marabá – 12.601: R$ 4.410,08
Hospital Regional de Paragominas – 8.196: R$ 4.307,45.

O custo de leitos no HGP também está bem acima da média, se comparado aos mesmos hospitais, pois, enquanto o Hospital Regional de Marabá gasta, por ano, R$ 483,229,97 com 115 leitos, Parauapebas gasta R$ 846,320,78, com 127 leitos.

A custos bem abaixo estão também os hospitais de Paragominas (R$ 504.340,30 com 70 leitos) e de Altamira (R$ 571.197,02, com 98 leitos).

A estimativa do total para 2018, sem o reajuste, é de R$ 113.825.082,87. Deste valor, R$ 37.941.694,29 foram gastos apenas no primeiro quadrimestre, de cujo valor 74,7% (R$ 28.348.010,97) foram destinados à folha de pagamento.
Custos estimados após a terceirização – Com o contrato de gestão por OS, espera-se que o custo anual caia de R$ 107.482.739,26 para R$ 81.600.000,00 e para um custo mensal caindo de R$ 8.916.666,67 para R$ 6.800.000,00.

Levando em conta que a estimativa com gastos em saúde é de R$ 113.825.082,87, a economia real por ano, esperada com a terceirização, é de R$ R$ 32.225.082,87, valor que deverá ser revertido na economia do HGP no fortalecimento da atenção básica e da rede.

Com a economia será possível realizar investimentos na atenção básica, passando de uma cobertura de saúde à população de 56% nos dias atuais para cobertura de 87% até 2020, em cujo período possibilita a construção 4 UBS e criação de 17 novas equipes na atenção básica.

Reportagem: Francesco Costa | Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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