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Após incêndios em faculdade e comércios, Câmara aprova indicação para instalação de hidrantes urbanos

Projeto do vereador Sadisvan surge após série de incêndios que destruíram lojas no centro comercial e atingiram uma faculdade no município

Parauapebas vem enfrentando um cenário de preocupação após uma onda de incêndios registrados neste mês, que atingiram estabelecimentos comerciais de grande porte e até uma faculdade. Os episódios deixaram rastros de destruição e acenderam o alerta para a necessidade urgente de reforço na infraestrutura de combate a incêndios no município.

Diante desse quadro, a Câmara Municipal aprovou nesta terça-feira (19) a Indicação nº 478/2025, apresentada pelo vereador Sadisvan dos Santos Pereira (PRD), que solicita ao Poder Executivo a instalação, adequação e manutenção de hidrantes urbanos em pontos estratégicos da cidade.

Contexto da proposta

Segundo Sadisvan, os incêndios recentes evidenciam a vulnerabilidade da cidade diante de ocorrências de grandes proporções. Só nas últimas semanas, foram registrados ao menos três episódios graves, incluindo o que destruiu parte de uma faculdade, além de duas lojas localizadas no centro comercial do município. Também houve registros de incêndios em residências e áreas de vegetação urbana.

“O tempo de resposta precisa ser encurtado para que vidas e patrimônios não sejam colocados em risco. Hidrantes bem distribuídos e em pleno funcionamento podem ser determinantes para salvar vidas e reduzir prejuízos”, destacou o parlamentar durante a sessão.

Articulação entre órgãos

A proposta prevê que a execução da medida seja feita em conjunto com órgãos estratégicos:

  • Corpo de Bombeiros Militar do Pará – responsável pelo planejamento e orientação técnica;
  • Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Semob) – execução e instalação física dos equipamentos;
  • Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep) – fornecimento e manutenção do sistema de abastecimento;
  • Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semma) – análise e aprovação das localizações, com base nas normas urbanísticas e ambientais.

Segurança urbana em pauta

A instalação de hidrantes urbanos está em conformidade com a Lei Estadual nº 9.234/2021 e, segundo a justificativa do vereador, é uma ação essencial para fortalecer a rede de proteção contra incêndios, minimizando riscos e oferecendo mais tranquilidade à população.

“Os últimos acontecimentos demonstram que Parauapebas não pode mais esperar. É preciso agir de forma preventiva, garantindo que a cidade esteja preparada para emergências”, reforçou Sadisvan.

Próximos passos

Com a aprovação da indicação, o pedido segue para análise do prefeito Aurélio Goiano, que deverá avaliar a viabilidade técnica e orçamentária para a implementação da medida em articulação com os órgãos competentes.

Câmara aprova indicação para implantação de semáforos sonoros em Parauapebas

Proposta do vereador Zé da Lata busca garantir mais acessibilidade e segurança no trânsito para pessoas com deficiência visual

Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira (19), a Câmara Municipal de Parauapebas aprovou a Indicação nº 475/2025, de autoria do vereador Zé da Lata (Avante), que solicita ao Poder Executivo a implantação de semáforos sonoros em pontos estratégicos da cidade. A proposta tem como objetivo ampliar a segurança e a acessibilidade de pessoas com deficiência visual no trânsito do município.

Justificativa da proposta

De acordo com o vereador, o aumento do fluxo de veículos e de acidentes nas vias urbanas de Parauapebas representa riscos ainda maiores para quem tem deficiência visual. Semáforos sonoros, que emitem sinais auditivos para indicar o momento seguro de atravessar, seriam uma solução prática e eficaz para reduzir esses riscos.

“Nosso município precisa avançar em inclusão e segurança no trânsito. A instalação desses equipamentos é um passo essencial para garantir que todos os cidadãos, inclusive aqueles com deficiência visual, possam se locomover com dignidade e segurança”, destacou Zé da Lata.

A proposta também tem respaldo na Resolução nº 704/2017 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que recomenda a adoção desse tipo de tecnologia em todo o país como medida de acessibilidade e proteção à vida.

Importância para a inclusão social

Na avaliação do parlamentar, além de prevenir acidentes, a iniciativa reforça o compromisso da cidade com a diversidade, inclusão social e respeito aos direitos das pessoas com deficiência. “Trata-se de uma ação simples, mas que pode salvar vidas e transformar a mobilidade urbana em Parauapebas”, reforçou o vereador.

Próximos passos

Com a aprovação da indicação, o documento será encaminhado ao prefeito Aurélio Goiano e à Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão (Semsi), comandada por Hipólito Gomes, para análise de viabilidade técnica e orçamentária. Caso seja implementada, a medida deverá contemplar áreas de maior circulação de pedestres e pontos críticos de travessia.

MPF processa Vale e Ibama por impactos de obra em Marabá; mineradora nega irregularidades

Ação pede suspensão de licença, compensações a pescadores e indenização de R$ 100 milhões; empresa afirma cumprir a lei e não ter sido intimada

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a mineradora Vale e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devido a supostas irregularidades na duplicação da ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, em Marabá, sudeste do Pará. O órgão afirma que a obra vem causando graves impactos socioambientais e econômicos a comunidades tradicionais, em especial pescadores artesanais do núcleo urbano São Félix.

Segundo a procuradora da República Gabriela Puggi Aguiar, responsável pela ação, não foi realizada a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI), prevista na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. O MPF acusa o Ibama de omissão por não exigir essa consulta como condicionante do licenciamento e por não fiscalizar adequadamente os impactos da obra.

Principais impactos relatados

O MPF listou diversos danos sofridos pelos pescadores e ribeirinhos desde o início das intervenções:

  • Redução de até 40% do pescado e da renda devido à restrição de acesso a áreas tradicionais de pesca e ao afugentamento de espécies;
  • Dificuldade de navegação, obrigando pescadores a percorrerem maiores distâncias, elevando gastos com combustível;
  • Contaminação do Rio Tocantins por suposto vazamento de óleo de balsas utilizadas na obra, afetando a água usada para consumo, banho e lavagem de roupas;
  • Perda de pesqueiros tradicionais;
  • Exclusão de ribeirinhos e vendedores de peixe de programas de mitigação e monitoramento previstos no licenciamento.

A ação critica também a alegada falta de transparência da Vale, que teria se recusado a compartilhar dados de monitoramento da pesca com comunidades locais e pesquisadores da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Uma nota técnica da universidade aponta ainda falhas metodológicas e uso de bibliografia desatualizada nos estudos sobre a ictiofauna.

O que pede o MPF

Entre os pedidos feitos à Justiça, estão:

  • Suspensão imediata da licença de instalação da obra até a realização da CPLI;
  • Pagamento emergencial de um salário mínimo mensal a cada pescador atingido;
  • Fornecimento imediato de combustível, gelo, isopores, petrechos de pesca e novas embarcações para adaptação às rotas alteradas;
  • Fiscalização direta da qualidade da água pelo Ibama;
  • Declaração de nulidade da licença de instalação ao final do processo;
  • Condenação solidária da Vale e do Ibama ao pagamento de indenização de R$ 100 milhões por danos morais coletivos.

Posição da Vale

Nesta terça-feira (19), a Vale se manifestou por meio de sua assessoria de comunicação. Em nota enviada ao Portal Pebinha de Açúcar, a empresa afirmou que ainda não foi intimada da ação, mas ressaltou que cumpre a legislação vigente e que mantém “compromissos com a execução das condicionantes ambientais e com o diálogo permanente com todas as partes envolvidas na implantação de seus projetos e operações”.

Próximos passos

O caso agora depende de decisão da Justiça Federal, que pode conceder liminar para suspender a licença de instalação ou determinar medidas compensatórias imediatas. Enquanto isso, comunidades de pescadores e ribeirinhos seguem reivindicando reparação pelos prejuízos que alegam sofrer com a obra.

Acidentes de trânsito em Parauapebas disparam e expõem cenário alarmante

Internações por colisões com motocicletas disparam e já são quase 90% dos atendimentos do SAMU

Os números mais recentes sobre o trânsito em Parauapebas acendem um alerta vermelho. De acordo com levantamento apresentado pelo vereador Alex Ohana (PDT) durante a sessão ordinária desta terça-feira (19), o município vive uma escalada de acidentes, principalmente envolvendo motociclistas, que já representam a maior parte das ocorrências registradas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Crescimento da frota e aumento dos acidentes

O documento aponta que, apenas no primeiro quadrimestre de 2024, a frota de motocicletas da cidade ultrapassou 74 mil unidades — número que continua crescendo em 2025. Essa explosão no uso de motos tem reflexos diretos na quantidade de sinistros registrados.

Somente em 2024, Parauapebas contabilizou 886 acidentes, que resultaram em 309 pessoas lesionadas e 18 mortes. No mesmo ano, as ocorrências de trânsito representaram 90,28% de todos os atendimentos realizados pelo SAMU.

Aumento nas internações e mortalidade no trânsito

Os dados revelam ainda que o número de internações hospitalares em decorrência de acidentes com motocicletas disparou: foram 117 casos no primeiro semestre de 2023, contra 448 no mesmo período de 2024 — um crescimento de 283%.

Já em 2025, até maio, o município registrou 13 mortes no trânsito, o que significa uma média de 2,6 óbitos por mês, acima da média registrada no ano anterior. Entre as vítimas, estão um técnico de enfermagem, uma gestante e até uma criança de apenas três anos, evidenciando o impacto devastador dos acidentes sobre diferentes faixas da população.

Bairros mais afetados

Segundo o levantamento do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (DMTT), alguns bairros concentram os maiores índices de acidentes:

  • Cidade Jardim – 149 registros
  • Da Paz – 74 registros
  • Rio Verde – 61 registros
  • Cidade Nova – 60 registros
  • Beira Rio – 45 registros

Além disso, rodovias estratégicas, como a PA-160, que liga Parauapebas a Canaã dos Carajás, têm sido palco de acidentes graves. Em agosto deste ano, dois óbitos foram registrados em um único dia nessa via.

Situação crítica e necessidade de respostas

A gravidade dos números mostra que o município enfrenta uma verdadeira epidemia de acidentes de trânsito, especialmente envolvendo motocicletas. Para especialistas, a situação exige medidas urgentes que vão desde campanhas educativas e fiscalização mais rigorosa até investimentos em infraestrutura viária e atendimento pré-hospitalar rápido.

Durante a sessão desta terça-feira, a Câmara Municipal aprovou uma indicação para que a Prefeitura implante o serviço de motolância no SAMU, com a justificativa de que veículos mais ágeis poderiam reduzir o tempo de resposta e, consequentemente, aumentar as chances de sobrevivência das vítimas.

Conclusão

Os dados reforçam a necessidade de que Parauapebas trate a questão da segurança no trânsito como prioridade. A crescente frota de veículos, somada à alta taxa de acidentes fatais, coloca em risco milhares de moradores e desafia o poder público a adotar políticas mais eficazes para preservar vidas.

Câmara aprova indicação para implantação de motolância no SAMU de Parauapebas

Proposta do vereador Alex Ohana busca reduzir tempo de resposta em acidentes e ampliar a rede de atendimento pré-hospitalar no município

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (19), a Câmara Municipal de Parauapebas aprovou a Indicação nº 473/2025, de autoria do vereador Alex Ohana (PDT), que sugere ao Poder Executivo a implantação do serviço de motolância no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do município.

A proposta tem como objetivo agilizar o socorro às vítimas de acidentes, especialmente em locais de difícil acesso ou em situações de trânsito intenso, onde a chegada de ambulâncias convencionais pode ser comprometida.

Cenário preocupante no trânsito

Parauapebas enfrenta um crescimento acelerado da frota de motocicletas, que ultrapassou 74 mil unidades já no primeiro quadrimestre de 2024. Esse aumento reflete diretamente no número de ocorrências: somente em 2024, o município registrou 886 acidentes, com 309 pessoas feridas e 18 mortes.

Dados do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (DMTT) mostram ainda que os bairros mais críticos são: Cidade Jardim (149 registros), Da Paz (74), Rio Verde (61), Cidade Nova (60) e Beira Rio (45). Em agosto de 2025, dois acidentes fatais foram registrados em um único dia na PA-160, evidenciando a gravidade da situação nas vias de maior tráfego.

A situação também é refletida nos atendimentos do SAMU: entre janeiro e agosto de 2019, acidentes de trânsito já representavam 31,25% das ocorrências. Em 2024 e 2025, os números se intensificaram, com aumento expressivo das internações hospitalares decorrentes de colisões envolvendo motociclistas — de 117 casos no primeiro semestre de 2023 para 448 no mesmo período de 2024, um salto de 283%.

O que é a motolância e como pode ajudar

A motolância é uma motocicleta equipada com desfibrilador, oxigênio, colares cervicais, talas e outros itens de suporte básico de vida, permitindo que socorristas qualificados iniciem o atendimento imediato antes da chegada da ambulância.

Segundo o vereador Alex Ohana, a medida pode representar a diferença entre a vida e a morte: “Nosso município tem registrado acidentes de trânsito todos os dias, muitos deles fatais. A motolância já é uma realidade em outras cidades do Pará e tem mostrado resultados positivos, reduzindo o tempo de resposta e ampliando as chances de sobrevivência das vítimas. É um investimento que salva vidas”, destacou.

Benefícios esperados

Entre os principais impactos da implantação do serviço estão:

  • Redução do tempo de resposta em ocorrências;
  • Maior chance de sobrevivência para vítimas de acidentes;
  • Otimização do uso das ambulâncias convencionais;
  • Atendimento mais ágil em áreas de difícil acesso ou congestionadas;
  • Reforço da rede municipal de atenção pré-hospitalar.

Próximos passos

Com a aprovação da indicação, cabe agora ao Poder Executivo avaliar a viabilidade e adotar as medidas necessárias para implantar o serviço no SAMU de Parauapebas.

Caso seja implementada, a motolância deverá atuar de forma estratégica em áreas de maior incidência de acidentes, como a rodovia PA-160 e bairros que concentram os maiores índices de sinistros.

A iniciativa é vista como um avanço importante no fortalecimento da rede de urgência e emergência, representando um compromisso com a preservação da vida e a eficiência dos serviços públicos de saúde.

Incêndio atinge prédio de faculdade em Parauapebas e reforça alerta sobre segurança em estabelecimentos

Fogo começou nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (19) e causou danos materiais; este já é o terceiro caso semelhante registrado no município em agosto

A tranquilidade da madrugada deu lugar a momentos de tensão no Bairro da Paz, em Parauapebas. Por volta das 5h desta terça-feira (19), um incêndio atingiu parte do prédio da Faculdade Unopar, situado na Rua Sol Poente, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros Militar.

De acordo com o segundo-sargento Gilber Costa Ribeiro, as chamas tiveram início em uma sala próxima a um depósito e logo se espalharam, alcançando a recepção do primeiro andar e parte de um setor onde estavam armazenados equipamentos de informática.

Ação rápida dos Bombeiros

Para controlar o fogo, os militares utilizaram o sistema de hidrantes do próprio prédio, o que facilitou o combate inicial. Em seguida, foi necessário o uso de um exaustor para remover a intensa fumaça que tomou conta do local.

Apesar dos estragos materiais, não houve feridos, já que no momento do incidente não havia aulas em andamento e nenhum funcionário se encontrava no interior da instituição.

Suspeita de pane elétrica

Segundo o sargento, a hipótese mais provável é de que o incêndio tenha sido provocado por uma falha elétrica. No entanto, apenas a perícia técnica poderá confirmar a causa exata.

Terceiro caso em agosto

O episódio acendeu novamente o sinal de alerta entre a população e empresários locais. Isso porque já é o terceiro incêndio em prédios comerciais registrado em Parauapebas somente neste mês de agosto, cenário que gera preocupação e levanta discussões sobre a segurança das instalações elétricas e a necessidade de manutenção preventiva em estabelecimentos comerciais e educacionais.

O caso segue em investigação, e a expectativa é de que laudos oficiais apontem as reais circunstâncias do ocorrido nos próximos dias.

Sucesso e consolidação: Festival Buffalo’s Gourmet encerra com premiações e balanço positivo

O Festival Buffalo’s Gourmet – Sabores da Amazônia encerrou sua VI edição neste domingo (17), com a premiação dos chefs profissionais e amadores que apresentaram as melhores receitas. E consolidando-se como um evento de destaque no cenário gastronômico do Pará. Com um balanço extremamente positivo, o festival superou as expectativas em público e reforçou seu papel no desenvolvimento econômico e cultural da região.

Para a Associação Búfalos de Ferro (ABF), organizadora do evento ao lado do Ministério da Cultura, a sexta edição consolidou a importância do festival, que em 2024 passou a ser reconhecido como Patrimônio de Natureza Material e Imaterial do Pará pela Assembleia Legislativa (Alepa). “É a consolidação do Buffalo’s Gourmet no cenário gastronômico do Pará, gerando renda, gerando desenvolvimento pra nossa região”, afirmou Pedro de Oliveira, diretor da ABF, expressando o desejo de “vida longa ao projeto”.

O presidente da Associação Buffalo’s de Ferro, André Grijó, detalhou o crescimento expressivo do evento. Segundo ele, houve um aumento considerável de público nesta edição, com uma estimativa de 10 a 13 mil pessoas circulantes, por dia. Além disso, Grijó mencionou novidades importantes, como a introdução da “cozinha amazônica”, que se juntou às já tradicionais atrações, como a Fazendinha e o concurso de chefs.

Grijó também ressaltou a importância das parcerias para o sucesso do festival, agradecendo a todos os apoiadores, incluindo a Vale, o Ministério da Cultura, a Prefeitura de Parauapebas e a rede hoteleira Maper Bistrô, assim como o vereador Anderson Moratório, que aprovou emenda para o festival. O presidente da ABF destacou, em especial, o caráter familiar do evento, que sempre foi projetado para ser um espaço seguro e acolhedor para crianças e adultos, incluindo as pessoas com deficiência. “O evento foi projetado para a família, esse sempre foi o nosso objetivo, a contrapartida social”, disse Grijó, para observar que, a cada ano, a “família está mais presente” se mostra mais presente no festival.

O reconhecimento do trabalho realizado em Parauapebas já extrapola as fronteiras do Pará. Grijó revelou a “grata surpresa” de ter recebido uma comitiva de São Paulo, incluindo o prefeito e secretários municipais da cidade de Sarapuí, que vieram buscar referências para o festival gastronômico já realizado em sua cidade, e que também usa produtos bubalinos nas receitas. “Estamos muito lisonjeados com isso”, afirmou o presidente da ABF.

Valorização da gastronomia e da cultura locais

A alta qualidade dos participantes foi outro ponto de destaque. A chef Gabriela Magalhães Ramos, vencedora do concurso profissional com o prato “kafta com recheio de coalhada de búfala e tabule”, compartilhou a emoção da vitória. “A gente vem, fica nervoso, entrega o melhor”, disse, acrescentando que, apesar de sua experiência de nove anos na profissão, o nervosismo é constante, especialmente diante de tantos outros chefs talentosos. “Estou muito feliz porque é a minha primeira vez e a gente sempre fica nervoso, não acredita, né? Mas a gente deu o melhor e levamos o prêmio. Graças a Deus!”, comemorou.

Além de Gabriela Magalhães, os grandes vencedores da sexta edição, na categoria profissional, foram Ana Paula Mont Dan, com a receita “Ossobuco Murakami (in Memorian), em 2º lugar; e João Pedro Bicheri, em 3º lugar, com o “Bombom de cheesecake amazônica”. Na categoria amadora, o 1º lugar foi conquistado por Cleidiane Paz Leal, de Canaã dos Carajás, com a receita “Dadinho de tacacá”, seguida por Luiz Guilherme Oliveira Dan, com “Quiche de carne de sol de búfalo com mozzarella de búfala”, e Francidalva da Conceição Ferreira, com “Banana da terra recheada com carne de sol e queijo de búfala”.

Integrando o júri do festival, a jornalista Tainá Aires elogiou a valorização da cultura local. Ela considerou o evento “incrível” por celebrar tanto a criatividade em Parauapebas quanto o trabalho com bubalinos. A jornalista expressou sua satisfação com a qualidade dos participantes, tanto profissionais quanto amadores, e a valorização da culinária da região. “Vou sair daqui muito realizada por isso e também pela valorização da cultura amazônica”, ressaltou.

Neste domingo, no encerramento, a programação do Cozinha Show contou com a participação da chef Tanya Sleyne com “Comida Remosa” e do chef Arturo Báez, que encantou com a receita “Aligot de abóbora com puxuri”. Já os shows ficaram por conta da Banda Pai D’Égua, de Parauapebas, e Lambada Social Club, de Belém, que divertiram desde crianças até idosos, com apresentações que deixaram aquele gostinho de “quero mais”.

 

MARABÁ: MPF pede suspensão da licença da obra de duplicação da ponte rodoferroviária da Vale

Ação aponta falta de consulta prévia a comunidades tradicionais, danos socioambientais e omissão na fiscalização do projeto

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação contra a mineradora Vale e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por irregularidades e impactos socioambientais causados pela obra de duplicação da ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, em Marabá, no sudeste do Pará.

Segundo o MPF, o empreendimento tem afetado gravemente pescadores artesanais e comunidades ribeirinhas da região, especialmente do núcleo urbano São Félix, em Marabá. O MPF aponta que não foi realizada a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) a essas populações, um direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário.

Assinada pela procuradora da República Gabriela Puggi Aguiar, a ação destaca a omissão do Ibama em exigir a CPLI como condição para o licenciamento ambiental e de fiscalizar adequadamente os impactos da obra.

Impactos relatados – O MPF detalha uma série de danos sofridos pelas comunidades tradicionais locais desde o início da obra. Entre os principais problemas relatados pelos pescadores e ribeirinhos estão:

  • diminuição do pescado e da renda em 40%, causada pela restrição de acesso a locais de pesca tradicionais e pelo afugentamento dos peixes devido à operação de balsas;
  • dificuldade de navegação, obrigando os pescadores a buscarem peixe em locais mais distantes, aumentando custos com combustível;
  • contaminação da água do Rio Tocantins, que é utilizada para consumo, banho e lavagem de roupas, supostamente por óleo vazado das balsas da obra;
  • perda permanente de pontos de pesca (pesqueiros) tradicionais;
  • exclusão das comunidades ribeirinhas e de vendedores de peixe dos programas de redução de impactos (mitigação) e monitoramento estabelecidos no licenciamento

O MPF aponta, ainda, a falta de transparência da Vale, que se negou a fornecer dados do monitoramento de pesca aos próprios pescadores e a pesquisadores da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). A ação critica também o programa de monitoramento do conjunto de espécies de peixes da região (ictiofauna), que, segundo nota técnica da universidade, utiliza metodologia falha e literatura desatualizada.

 Pedidos à Justiça – Na ação, o MPF pede à Justiça a concessão de uma decisão urgente que determine:

  •  a imediata suspensão da licença de instalação da obra até que a Consulta Prévia, Livre e Informada seja realizada com as comunidades afetadas;
  • o pagamento, pela Vale, de uma verba mensal de caráter alimentar em valor não inferior a um salário mínimo para cada pescador atingido, como compensação emergencial e transitória;
  • o fornecimento imediato, pela Vale, de combustível, gelo, isopores, petrechos de pesca e novas embarcações para adequar a atividade pesqueira às novas rotas;
  • que o Ibama exija a correção da avaliação de impactos e fiscalize diretamente a qualidade da água

 Ao final do processo, o MPF pede que a licença de instalação seja declarada nula e que a Vale e o Ibama sejam condenados solidariamente a pagar uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 100 milhões. A ação visa garantir a reparação integral dos danos socioambientais e o respeito aos direitos das comunidades tradicionais afetadas pelo empreendimento.

Processo 1007630-85.2025.4.01.3901

Íntegra da ação

Consulta processual

Parauapebas recebe a 28ª edição do ABCF Fight com disputa de cinturão e show de rock

Evento acontece no dia 23 de agosto, no Ginásio Islander Souza, com 10 combates e apresentação da banda Pilantropia

Parauapebas se prepara para viver uma noite de muita adrenalina e emoção. No dia 23 de agosto de 2025, o Ginásio Poliesportivo Islander Souza será palco da 28ª edição do ABCF Fight, um dos maiores eventos de artes marciais da região, que ao longo de duas décadas vem revelando talentos e consolidando atletas no cenário nacional e internacional.

Duas disputas de cinturão

O destaque da noite ficará por conta das defesas de cinturão, que prometem levantar o público:

  • Samuel Samuca x Escorpião Rei – luta válida pelo cinturão da categoria Peso Pena;
  • Flávio Pina x Lucas Sonic – mais um duelo eletrizante que definirá quem fica no topo.

Além disso, outros grandes nomes do octógono estarão em ação, somando 10 combates que prometem intensidade do início ao fim. Entre eles:

  • Jhonatan Barbosa x Lucas Andrade
  • Alan Abacaxi x Avatar Strike
  • Pelezinho x Madruguinha
  • Perna Longa x Adão Silva
  • Lucas Mexicano x Formigão Alves
  • Ricardo Nogueira x Ruan Carrasco
  • Janaína x Luana
  • Marcelino Carvalho x Erik Silva
  • Azulão x Dudu Super Choque

Muito mais que luta

O ABCF Fight se consagrou como um celeiro de atletas. Em 20 anos de história, o evento abriu portas para inúmeros lutadores que hoje brilham em competições de nível nacional e até internacional. Mais do que combates, o torneio representa oportunidades, disciplina e transformação de vidas por meio do esporte.

Para esquentar ainda mais a noite, o público poderá curtir um show ao vivo da Banda Pilantropia, que vai agitar a arena com muito rock e energia.

Ingressos e solidariedade

A organização do evento preparou um formato acessível e solidário:

  • Arquibancada: entrada gratuita;
  • Pista VIP (cadeiras na parte inferior): acesso mediante doação de 5 kg de arroz.

A iniciativa busca não apenas aproximar o público do espetáculo, mas também fortalecer ações sociais por meio da arrecadação de alimentos.

Serviço

Data: 23 de agosto de 2025
Local: Ginásio Poliesportivo Islander Souza – Parauapebas/PA
Horário: 20h

A luta continua

Mais que um torneio, o ABCF Fight é parte da identidade esportiva de Parauapebas. E neste ano, a promessa é de arquibancadas cheias, adrenalina no octógono e muita emoção para quem acompanhar de perto essa noite que já nasce histórica.

MST apresenta extensa pauta de reivindicações e pede pavimentação completa do Acampamento Terra e Liberdade

Documento entregue em órgãos municipais traz dezenas de demandas em áreas como saúde, educação, agricultura e infraestrutura; Prefeitura afirma que criará comissão para avaliar pontos junto ao movimento

Na manhã desta segunda-feira (18), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) protocolaram em diferentes órgãos da Prefeitura de Parauapebas uma extensa pauta de reivindicações, que inclui desde ações sociais e culturais até grandes obras de infraestrutura.

O Portal Pebinha de Açúcar teve acesso ao documento, que reúne dezenas de solicitações e chama atenção pela abrangência e pelo peso financeiro que muitas delas representam.

Lista extensa de pedidos

A pauta do MST contempla praticamente todas as áreas da gestão pública municipal. Entre os pontos apresentados estão:

  • Educação: criação de escolas do campo, bibliotecas comunitárias, contratação imediata de professores, construção de creches em tempo integral e transporte escolar gratuito para assentamentos;
  • Saúde: reforma e ampliação de unidades de saúde, aquisição de ambulâncias, novas bases do SAMU, além de programas voltados para a saúde da mulher e para comunidades rurais; Agricultura: plano agrícola municipal, hortas comunitárias, fábricas de bioinsumos, feiras cobertas, apoio à piscicultura e crédito para assentados;
  • Obras e Urbanismo: duplicação de trechos viários, revitalização de ruas e praças e, de forma destacada, o pedido pela pavimentação de todas as ruas do Acampamento Terra e Liberdade;
  • Assistência Social: centros de convivência para idosos, CRAS em assentamentos e cozinhas solidárias;
  • Esporte, Cultura e Juventude: construção de quadras, centros poliesportivos e culturais, além de programas de incentivo à juventude, como eleições para o Conselho de Juventude e cursos profissionalizantes.

A dimensão das reivindicações

O documento entregue pelo MST é amplo e detalhado, mas levanta questionamentos: será que a Prefeitura de Parauapebas conseguirá atender a tantas solicitações diante de outras prioridades que já existem na cidade?

Muitos dos pedidos envolvem investimentos milionários em obras de infraestrutura, como a pavimentação de bairros inteiros, construção de unidades de saúde completas, criação de fábricas e até programas permanentes de crédito e logística agrícola.

Para analistas, o desafio da gestão municipal será conciliar as reivindicações do movimento com o orçamento público, sem comprometer projetos que já estão em andamento em áreas como saúde, educação urbana e mobilidade.

Posição da Prefeitura

Em nota oficial, a Prefeitura de Parauapebas informou que todas as reivindicações serão encaminhadas às secretarias competentes para análise e que será criada uma comissão de governo para dialogar com uma comissão do MST, a fim de discutir os pontos apresentados.

O Executivo reforçou que mantém abertura ao diálogo com movimentos sociais, desde que de forma pacífica e respeitosa, e reafirmou o compromisso de trabalhar por políticas públicas que promovam desenvolvimento social, econômico e humano para toda a população.

Próximos passos

Com a pauta oficialmente protocolada, a expectativa é de que as negociações sejam iniciadas nas próximas semanas. Enquanto isso, os integrantes do MST seguem acampados na Praça dos Pioneiros, aguardando retorno às suas demandas.

O Portal Pebinha de Açúcar seguirá acompanhando as movimentações e trará atualizações sobre como a Prefeitura vai lidar com essa extensa lista de reivindicações.

Consumo abusivo de álcool entre mulheres brasileiras quase dobra em 17 anos

Estudo revela que jovens de 25 a 34 anos lideram crescimento; obesidade e hipertensão também aumentaram no período

Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a ACT Promoção da Saúde e o Ministério da Saúde, acendeu um alerta para a saúde pública no Brasil. A pesquisa, publicada na Revista Brasileira de Epidemiologia, analisou dados do sistema Vigitel entre os anos de 2006 e 2023 e revelou que o consumo abusivo de álcool entre mulheres adultas quase dobrou no período, passando de 7,7% para 15,2%.

Mulheres entre 25 e 34 anos lideram aumento

Os números mais recentes, de 2023, mostram que a faixa etária com maior prevalência de consumo abusivo de álcool foi a de 25 a 34 anos (22,2%), seguida pelas mulheres de 35 a 44 anos (18,6%). Já entre as mulheres acima dos 65 anos, a proporção caiu para apenas 2,8%.

Enquanto isso, entre os homens, o percentual foi maior — cerca de 25% — mas se manteve estável ao longo dos 17 anos pesquisados. O critério utilizado para definir o consumo abusivo foi de quatro ou mais doses em uma mesma ocasião para mulheres e cinco ou mais doses para homens, pelo menos uma vez nos últimos 30 dias.

A pesquisadora Deborah Carvalho Malta, da Escola de Enfermagem da UFMG, destacou que os dados apontam para a necessidade de políticas públicas específicas: “Esse cenário reforça a necessidade de estratégias que considerem as particularidades de gênero, não apenas na identificação de riscos, mas também em ações preventivas e educativas que dialoguem com os contextos sociais e culturais das mulheres”.

Possíveis fatores e desafios

Segundo os autores do estudo, o aumento pode estar relacionado a estratégias de marketing direcionadas ao público feminino nas últimas décadas, associando bebidas alcoólicas a glamour, sucesso e empoderamento.

A pesquisadora Deborah lembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas para frear o consumo, como:

  • maior controle da publicidade;
  • restrição de horários e locais de venda;
  • proibição da venda a menores;
  • fiscalização de eventos com consumo liberado (“open bar”).

Outros achados do estudo

O levantamento também trouxe dados sobre outros fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT):

  • Excesso de peso: passou de 38,5% para 59,6% entre mulheres, e de 47,6% para 63,4% entre homens;
  • Obesidade: praticamente dobrou, atingindo cerca de 1 em cada 4 brasileiros adultos em 2023;
  • Hipertensão arterial: subiu de 25,2% para 29,3% entre mulheres, e de 19,3% para 26,4% entre homens;
  • Diabetes: cresceu de 6,4% para 11,1% entre mulheres, e de 4,8% para 9,1% entre homens.

Por outro lado, o estudo também apontou avanços importantes:

  • Tabagismo caiu de 12,4% para 7,2% entre mulheres e de 19,3% para 11,7% entre homens;
  • Prática de atividade física no lazer cresceu de 22,1% para 36,2% no sexo feminino, e de 39% para 45,8% no masculino.

Desafio para a saúde pública

Os pesquisadores defendem que os resultados devem servir como guia para a criação de políticas intersetoriais, envolvendo saúde, educação e assistência social, de modo a reduzir riscos e promover hábitos saudáveis.

O estudo reforça que, se por um lado houve conquistas no combate ao tabagismo e no incentivo à prática de atividades físicas, por outro, o crescimento do consumo abusivo de álcool entre mulheres e o avanço da obesidade representam grandes desafios para o sistema de saúde brasileiro nos próximos anos.

Adultização: quando a infância é encurtada e crianças assumem papéis de adultos antes da hora

Especialistas alertam para os riscos emocionais e sociais desse fenômeno cada vez mais presente na sociedade

O termo adultização vem ganhando destaque em debates sociais e educacionais no Brasil. Ele se refere ao fenômeno em que crianças e adolescentes passam a assumir responsabilidades, comportamentos ou pressões do mundo adulto precocemente, deixando de viver integralmente as fases da infância e adolescência.

Esse processo pode acontecer de forma silenciosa, no ambiente familiar, escolar ou até mesmo nas redes sociais, e traz consequências significativas para o desenvolvimento emocional, social e psicológico dos jovens.

Como a adultização acontece

A adultização pode se manifestar de várias formas:

  • Responsabilidades domésticas ou financeiras além do esperado para a idade, quando crianças precisam cuidar da casa ou até mesmo dos irmãos;
  • Exposição à sexualização precoce, por meio de conteúdos em redes sociais, músicas, roupas ou pressões sociais;
  • Cobrança por desempenho em níveis semelhantes aos de adultos, seja nos estudos, no esporte ou em atividades extracurriculares;
  • Falta de vivência lúdica, quando a criança deixa de brincar, explorar e experimentar a infância para assumir posturas “maduras”.

Consequências emocionais e sociais

De acordo com psicólogos e educadores, a adultização pode gerar efeitos duradouros:

  • Ansiedade e estresse: o excesso de responsabilidades cria uma carga emocional que a criança não está preparada para lidar;
  • Comprometimento da autoestima: a comparação com padrões adultos pode levar a frustração;
  • Perda da infância: a ausência do brincar, do tempo livre e da vivência infantil empobrece a experiência de crescimento;
  • Riscos sociais: a sexualização precoce pode expor crianças a situações de violência e exploração.

O papel da sociedade e da família

Especialistas destacam que combater a adultização exige uma rede de apoio que envolva famílias, escolas e instituições públicas. É papel dos adultos proteger e respeitar cada fase da vida, garantindo que crianças tenham espaço para brincar, errar, aprender e amadurecer naturalmente.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura que jovens têm direito a uma infância plena, livre de exploração e pressões indevidas. A violação desse princípio pode caracterizar negligência e até configurar crime, dependendo da situação.

Um fenômeno contemporâneo

Em tempos de redes sociais, reality shows e forte exposição digital, a adultização se torna ainda mais evidente. Meninas e meninos, muitas vezes incentivados por familiares ou influenciadores, são pressionados a adotar comportamentos adultos — desde aparência até linguagem — antes de estarem preparados para isso.

Integrantes do MST fazem marcha em Parauapebas e entregam pautas de reivindicações em órgãos públicos

Após desocupação da Prefeitura, manifestantes seguem acampados na Praça dos Pioneiros e buscam formalizar demandas junto à gestão municipal

Na manhã desta segunda-feira (18), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizam uma marcha pelas ruas de Parauapebas, no sudeste do Pará, com o objetivo de entregar pessoalmente suas pautas de reivindicações a órgãos da administração municipal.

O grupo está acampado desde a semana passada na Praça dos Pioneiros, no Bairro Chácara do Sol, após ter sido obrigado a deixar o prédio da Prefeitura de Parauapebas. A desocupação ocorreu por meio de decisão judicial, cumprida com apoio da Tropa de Choque da Polícia Militar, que retirou os manifestantes das dependências do Executivo municipal.

Entrega das pautas

Durante a caminhada desta segunda-feira, os manifestantes passaram por diversos setores da gestão municipal, onde protocolaram suas demandas e buscaram diálogo com autoridades locais.

Até o fechamento desta matéria, os representantes do MST já haviam estado no Gabinete do Prefeito, na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), na Secretaria Municipal de Educação (Semed) e também no prédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden), onde funciona o Sistema Nacional de Emprego (SINE).

A entrega das reivindicações também ocorreu no Centro de Desenvolvimento Cultural de Parauapebas (CDC), local que abriga a estruturas da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e no Departamento Municipal de Arrecadação Municipal (DAM). O objetivo da peregrinação, segundo o movimento, é oficializar sua pauta de reivindicações junto à Prefeitura de Parauapebas.

Contexto e posicionamento da Prefeitura

Na semana passada, logo após a desocupação do prédio da Prefeitura, o prefeito Aurélio Goiano fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais e afirmou que não iria se sentar à mesa de negociação com quem classificou como “baderneiros”, em referência aos integrantes do MST.

O gestor criticou a forma como o movimento ocupou o gabinete do Executivo e ressaltou que só deixaram o local após a chegada da ordem judicial e do reforço da tropa de choque da PM.

Próximos passos

Apesar da postura firme do prefeito, os integrantes do MST buscam agora um caminho institucional, tentando garantir que suas reivindicações sejam recebidas pelas secretarias competentes.

O Portal Pebinha de Açúcar seguirá acompanhando os desdobramentos deste impasse entre o MST e a gestão municipal.

Polícia Civil prende comandante de embarcação que colidiu em equipamentos da nova ponte de Outeiro

Polícia Civil prende comandante de embarcação que colidiu em equipamentos da nova ponte de Outeiro

A Polícia Civil prendeu no final da tarde deste domingo (17) o comandante do empurrador que atingiu estruturas de trabalho da nova ponte em construção, que vai conectar os distritos de Outeiro e Icoaraci, em Belém. O comandante Mário Lima foi preso na casa de familiares no bairro da Cremação. Além dele, a embarcação, de nome Confiança IX, era tripulada por mais seis pessoas.

O caso está sendo investigado pela Delegacia Fluvial e o comandante foi autuado por colocar em risco a segurança da navegação e causar danos ao patrimônio público. A prisão do comandante ocorreu quase 12h horas após o acidente. “Agora, ele vai seguir à disposição do Ministério Público e do Poder Judiciário”, frisou o delegado Juliano Corrêa.

Com exceção do comandante, todas as pessoas que estavam à bordo prestaram depoimento na condição de testemunhas. “Ouvimos todas as pessoas que tinham relação direta e indireta com o empurrador envolvido no fato”, disse o delegado.

Documentos da embarcação e da carga transportada serão analisados pela Polícia Civil para verificar, junto aos órgãos competentes, entre eles a Marinha, se a embarcação operava de forma regular.

O acidente desta manhã, envolvendo o empurrador da empresa Majonav e a nova ponte, não vai prejudicar o cronograma das obras. Os trabalhos estão 84% concluídos. A embarcação atingiu duas gaiolas usadas na obra, mas não provocou danos à estrutura. O empurrador Confiança IX foi apreendido pela Polícia Civil e passou por perícia.

Uma equipe da Defesa Civil do Estado esteve nas obras da nova ponte de Outeiro e fez um levantamento para verificar eventuais danos provocados. A Polícia Científica do Pará também realizou a perícia na área atingida pelo empurrador. O laudo vai ajudar no inquérito policial sobre o caso.

“Os procedimentos consistiram na inspeção visual, no primeiro momento. Durante essa inspeção, nós fazemos a coleta dos vestígios resultantes do impacto da embarcação com a ponte. Estes vestígios são coletados e somados às informações que nós vamos coletar nos projetos”, explica Orley de Moraes Cruz, engenheiro civil, perito criminal e coordenador da Perícia de Engenharia Legal da Polícia Científica.

Danos materiais

A ponte em construção fica sobre o Furo do Maguari. A estrutura vai conectar o bairro Brasília, no distrito de Outeiro, ao bairro Cruzeiro, em Icoaraci, reduzindo a distância e o tempo de deslocamento entre estas áreas. Segundo Cleyder Razzini, um dos engenheiros responsáveis pela obra, o acidente aconteceu por volta de 7h deste domingo (17), antes do início dos trabalhos, que começaram às 8h. Não havia operários no local.

A colisão da embarcação provocou a perda de equipamentos que são utilizados para puxar cabos, motores e bombas usadas na obra. Também foram perdidos alguns andaimes onde os funcionários transitam durante o serviço.

Sobre a nova ponte

O projeto do Governo do Pará é executado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra). Com 414 metros de comprimento e 10,5 metros de largura, o trecho central do equipamento público será sustentado por uma estrutura estaiada, composta por cabos de aço que garantem maior resistência e segurança. O design inovador utilizado na ponte oferece dois vãos de navegação de 117 metros cada, assegurando a fluidez e a proteção do tráfego aquaviário.

A altura de navegação da nova ponte é de 13,90 metros na maré baixa e 11,40 metros na maré alta. No ponto conhecido como “melhor passagem”, a altura chega a 15,30 metros na maré baixa e 12,80 metros na maré alta. O gabarito de navegação da nova Ponte Icoaraci/Outeiro está de acordo e respeita todas as exigências das Normas da Autoridade Marítima (NORMAM-303).

Antes do início da obra, foi realizada uma reunião com as empresas que operam no trecho fluvial, onde o projeto foi apresentado. Posteriormente, todas enviaram anuência formal confirmando que as dimensões atendem às necessidades de navegação.

A construção da nova ponte gera 120 empregos diretos e cerca de 200 indiretos, impulsionando a economia local. Além de melhorar a mobilidade, o projeto vai facilitar o acesso às praias de Outeiro, um dos destinos turísticos mais procurados da região.

Descobridor de Carajás alerta: Parauapebas deve planejar futuro além da mineração

Geólogo Breno Augusto dos Santos aponta risco de colapso econômico e defende diversificação em setores como turismo e pecuária

Parauapebas, conhecida nacionalmente como a “capital do minério”, recebeu um importante alerta sobre o seu futuro. Durante o evento Café com Ciência, em Belém, que integrou as comemorações dos 15 anos do Instituto Tecnológico Vale (ITV), o geólogo Breno Augusto dos Santos — responsável pela descoberta da província mineral de Carajás — chamou a atenção para a necessidade urgente de planejamento econômico no município.

Segundo ele, embora o atual momento seja de abundância em receitas vindas da mineração, o ciclo extrativista não é infinito. “Estamos vivendo um período de abundância, mas ele não será eterno. Dentro de 20 ou 30 anos, os recursos minerais estarão esgotados e, com eles, os royalties que sustentam grande parte da economia local”, afirmou o especialista.

Dependência da mineração e risco de estagnação

Com mais de 300 mil habitantes, Parauapebas consolidou-se como uma das cidades mais ricas da região Norte graças à exploração mineral. No entanto, essa dependência quase exclusiva preocupa Breno, que levantou uma questão crucial: o que será da cidade quando a extração de minério chegar ao fim? “Será que Parauapebas corre o risco de se tornar uma cidade fantasma?”, questionou, ao destacar o perigo da falta de diversificação econômica.

Caminhos para o futuro: turismo e pecuária

Para o geólogo, a saída está em ampliar os horizontes e investir em outros setores capazes de sustentar a cidade após o esgotamento das jazidas. Ele citou como alternativas o turismo, aproveitando as belezas naturais e riquezas ambientais da região, e a pecuária de qualidade, que pode se tornar um polo econômico sólido.

Esses caminhos, segundo Breno, poderiam garantir a continuidade do crescimento econômico e social de Parauapebas, evitando que o município enfrente um colapso no futuro.

Debate necessário para o sudeste do Pará

O alerta do descobridor de Carajás reacende um debate que há anos circula nos bastidores da política e da economia local: a urgência em diversificar a matriz econômica de Parauapebas. O tema, cada vez mais presente nas discussões sobre o sudeste do Pará, coloca em evidência a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para preparar a cidade para o período pós-mineração.

Mais do que uma reflexão, a fala de Breno Augusto dos Santos soa como um chamado à ação para que Parauapebas construa um futuro sustentável e não dependa apenas da riqueza que vem debaixo da terra.

Festival Búfalos Gourmet transforma Parauapebas em capital da cultura, gastronomia e empreendedorismo

Evento reuniu chefs, artistas, artesãos e empreendedores durante quatro dias e movimentou a economia local com sabores, arte e histórias inspiradoras

Parauapebas viveu, entre os dias 14 e 17 de agosto, uma verdadeira celebração cultural e gastronômica com a realização da VI edição do Festival Búfalos Gourmet. O evento, que encerra neste domingo (17), reuniu milhares de pessoas na Praça dos Esportes Radicais Wellison Farias Azevedo, no Bairro Cidade Nova, em quatro dias de intensa programação com aprendizado, cultura, sabores e empreendedorismo.

Com o apoio da Prefeitura de Parauapebas e da Secretaria Municipal de Cultura, o festival atraiu visitantes de diferentes partes do Brasil e se consolidou como uma vitrine da diversidade cultural e gastronômica do sudeste paraense.

Gastronomia, cultura e superação

Entre os destaques do festival está Tanya Sleyne, gastrônoma e psicóloga, que já conquistou três edições como competidora e hoje atua nos bastidores, promovendo oficinas e a tradicional “Cozinha Show”. “Participo desde a primeira edição. Ganhei nos três anos em que competi e hoje ajudo na organização. O festival fomenta a cultura alimentar, a economia criativa, dá visibilidade à nossa identidade e mistura sabores de todo o Brasil. Cada ano que passa, ele agrega ainda mais valor à cultura de Parauapebas”, destacou Tanya.

Além dos sabores, o festival também foi palco de histórias de superação. A artesã Maria Saraiva, presidente do Instituto Preciosa da Amazônia, encontrou no artesanato e nas biojoias uma nova chance de vida após enfrentar traumas e depressão. “Comecei no artesanato por necessidade e encontrei uma nova vida nas sementes da arborização da cidade. Hoje, nossas biojoias são reconhecidas no Brasil e no mundo. O Búfalos Gourmet foi um namoro que deu certo. Desde a primeira edição temos espaço para expor, desfilar e vender. E muitas mulheres que começaram comigo hoje são empresárias”, contou Maria, emocionada.

Impacto econômico e cultural

Para o advogado e organizador do evento, Pedro Oliveira, o Búfalos Gourmet vai além do entretenimento. “Recebemos grupos de São Paulo, São Luís e Belém. Essas pessoas ficam na cidade, consomem em hotéis, restaurantes, compram artesanato… É um impacto direto na economia e no desenvolvimento de Parauapebas, nossa capital do minério”, ressaltou.

O secretário municipal de Cultura, Jhônata Santos, reforçou que o festival já se tornou parte do calendário oficial da cidade. “O Búfalos Gourmet movimenta cultura, economia e fortalece a diversidade gastronômica e cultural da nossa cidade. Apoiamos com orgulho esse projeto, que já faz parte da nossa tradição”, afirmou.

A historiadora Lúcia Oliveira destacou a importância da programação: “É uma grande rede de troca de saberes. O festival consegue unir gastronomia, arte, cultura e identidade local em um só lugar. Uma verdadeira soma de potenciais”, avaliou.

Uma vitrine para Parauapebas

O prefeito Aurélio Goiano, presente no evento, celebrou a realização e reforçou o papel do festival para o município. “É um orgulho para Parauapebas sediar um evento dessa magnitude. O Búfalos Gourmet movimenta a economia, valoriza nossos talentos locais e ainda projeta nossa cidade para o Brasil inteiro. É cultura, é renda e é pertencimento. Parabéns a todos os envolvidos!”, disse o gestor.

Com oficinas, apresentações culturais, exposição de artesanato, desfiles e gastronomia que representa diferentes regiões do Brasil, o Festival Búfalos Gourmet se consolida como um dos maiores eventos culturais e gastronômicos da região sudeste do Pará.

Realização e apoios

O evento tem patrocínio da Lei Rouanet, que incentiva e projeta a cultura, e do Instituto Cultural Vale, além do apoio da Prefeitura de Parauapebas. A realização é da Associação Búfalos de Ferro (ABF), em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo Federal.

Como bem resume Tanya Sleyne: “Nossa cultura alimentar vai além do tucupi. Ela é feita de pequi, de puxá, de quirera, de histórias e de resistência”.

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