Bloco Barca da Bola poderá ser penalizado por quebra de troféu de segundo lugar

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Durante a apuração do Carnaval 2020 que foi realizada na tarde do último sábado (28) no Centro de Desenvolvimento Cultural de Parauapebas (CDC), baixaria e desorganização foram dois itens que não faltaram no evento que é de responsabilidade da Liga das Agremiações dos Blocos e Escolas de Samba de Parauapebas e Região (LIABESPR).

Naquele evento em que os campeões do carnaval 2020 foram apresentados para os carnavalescos e comunidade em geral, houve muito bate-boca, insatisfação com os resultados das notas dadas pelos jurados e inclusive, homens da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Parauapebas foram acionados para que a segurança fosse mantida no local.


Depois de muita confusão, o Bloco Cala Boca e Me Beija que levou para a avenida o tema “Homem que agride mulher, boa pessoa não é” foi o grande campeão do Carnaval 2020, ficando em segundo lugar, com apenas dois décimos a menos o Bloco Barca da Bola, que este ano levou para a avenida um tema que fala da inclusão social e da importância do esporte em várias modalidades.

Um fato que repercutiu muito, foi quando o presidente do Bloco Barca da Bola Helrison Costa foi chamado ao palco para receber o troféu de segundo lugar, porém, ao invés de comemorar, ele recebeu a premiação das mãos do presidente da LIABESPR, Jean Carlos e quebrou o troféu o arremessando contra o chão.

Em conversa com a reportagem do Pebinha de Açúcar, o presidente do Barca da Bola justificou o ato. “No regulamento da Liga consta o item que mede a quantidade de brincantes que passa na rua, porém, eles não levaram isso em consideração e por esse motivo nós repudiamos esse resultado. A Liga usou o critério de quantidade de brincantes para o desempate no segundo lugar, mas não adotou para apontar o campeão, isso é revoltante”, relatou.

Por sua vez, o presidente da Liga dos Blocos e Escolas de Samba de Parauapebas afirmou que a atitude impensável e desrespeitadora do presidente do Barca da Bola poderá gerar penalização para o bloco. “Pelo regulamento isso gera afastamento do bloco da liga e certamente medidas serão tomadas. Não sou eu quem dá as notas aos blocos e escolas de samba, e sim os jurados”, afirmou Jean Carlos.

Josean Brito, presidente do Cala Boca e Me Beija, lamentou a confusão que aconteceu na apuração, porém, agradeceu aos brincantes e apoiadores que contribuíram para que o Bloco fosse campeão por mais um ano. “Temos tradição na cidade e todos sabem o importante trabalho que fazemos no carnaval, que não é apenas em quatro noites, mas sim, ao longo do ano. Agradecemos a Deus, nossos apoiadores e brincantes que nos ajudaram a conquistar mais um importante título”.

Mas se você pensa que confusão e desorganização estiveram presentes apenas na apuração dos resultados dos blocos, está muito enganado. Carnavalescos e componentes das quatro escolas de samba que desfilaram na avenida em Parauapebas também estavam com os ânimos exaltados e insatisfeitos com as notas atribuídas pelos jurados.

Eleita pelos internautas e por muitos foliões como sendo a escola de samba que inovou em 2020, a Unidos do Tropical ficou com notas baixíssimas, o que irritou muita gente, como, destacou o presidente da agremiação. “É difícil entender esses critérios de avaliação da LIABESBR, porém, estamos satisfeitos e felizes com os comentários e avaliações feitos por várias pessoas. Estamos cientes que fizemos um belíssimo carnaval e nos destacamos na avenida”, enfocou Luciano Lobato.

A grande campeã do Grupo B das escolas de samba foi a Império Arrastão Pai D’égua, que desfilou na avenida homenageando Luiz Gonzaga, conhecido como o Rei do Baião. O enredo encantou quem acompanhou o desfile e trouxe novidades para a avenida.

Já no Grupo A, a escola de samba que se consagrou campeã por mais um ano foi a Mocidade Independente do Primavera, que levou para avenida o enredo que falou sobre os 30 anos do Encontro da Mulher de Parauapebas.

Que nos próximos anos a Liga das Agremiações dos Blocos e Escolas de Samba possa se organizar, entrar em consenso com os seus respectivos filiados e que baixarias como as que aconteceram em 2020 possam ser evitadas, afinal, quem perde com tudo isso é o município de Parauapebas.

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