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Buraco na região em manganês, cobre e níquel também aumentou

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Nem só de minério de ferro vive a mineração na região de Carajás. O minério de manganês da mina do Azul, também produzido em Parauapebas, foi alvo da exploração da Vale. Conforme apresentado no relatório “Produção da Vale no 3T16”, a empresa produziu 475 mil toneladas (t) no trimestre passado e 1,3 milhão de toneladas (Mt) em nove meses do ano.

De acordo com comunicado da Vale, a produção de manganês na mina do Azul ficou 19,8% acima do registrado no segundo semestre deste ano e 1,6% além em relação ao mesmo período do ano passado. Isso foi possível em razão de maior disponibilidade física na planta, aumentando sua eficiência operacional.
Outra commodity que também teve desempenho brilhante foi o níquel, do projeto Onça Puma, no município de Ourilândia do Norte. A produção alcançou o recorde de 6,6 mil t no 3º trimestre, ficando 3,4% acima do 2º trimestre de 2016 e posicionando-se 10,8% à frente do 3º trimestre do ano passado. A produção foi impactada positivamente, de acordo com a multinacional, “por melhorias processuais e pelo robusto desempenho dos fornos rotatórios e do forno elétrico”.


MARABÁ E CANAÃ

Quem também aparece no relatório de produção da Vale é o cobre em concentrado dos projetos Sossego, em Canaã dos Carajás, e Salobo, em Marabá. Ambos os empreendimentos enfrentam momentos distintos.

Em franco declínio, o Sossego deve encerrar suas operações antes da metade da próxima década, de acordo com relatório estratégico da empresa. A produção do projeto de Canaã, que já foi a maior do mundo, caiu 5% no comparativo com o 3º trimestre de 2015, muito embora tenha sido 1,9% superior ao trimestre correspondente entre abril e junho deste ano. Em nove meses deste ano, Canaã rendeu à Vale 70 mil t de cobre.

Já no Salobo, o cobre bomba. A Vale está muito satisfeita com a rentabilidade de seu empreendimento em Marabá, tanto é que já se programa para uma terceira expansão do Salobo. Se a demanda de cobre fosse a mesma de minério de ferro, e a reserva do Salobo fosse suficientemente capaz de atender a demanda mundial, Marabá seria um dos três municípios mais ricos do Brasil em Produto Interno Bruto (PIB), rivalizando-se com Tóquio (Japão), Nova Iorque e Los Angeles (ambos Estados Unidos). Tudo isso sem contar a receita de royalties advindos da mineração. O preço de uma tonelada de cobre é, atualmente, 80 vezes maior que uma tonelada de ferro.

No 3º trimestre deste ano, Marabá produziu 44,3 mil t do metal – mais da metade do que Canaã produziu em nove meses. No acumulado do ano, o Salobo deu à Vale 126 mil t, ante 113 mil t do mesmo período de 2015.

Orgulhosa de suas operações em Marabá, a Vale declarou que a produção de cobre contido no concentrado de Salobo alcançou recorde no 3º trimestre, ficando 8,7% acima do trimestre anterior e 10,5% acima do mesmo período de 2015. “Salobo alcançou um recorde de produção mensal de 17 mil toneladas em setembro, operando em sua capacidade nominal durante o mês”, comemora a multinacional.

Agora é aguardar a produção do 4º trimestre a fim de perceber o tamanho do buraco deixado pela empresa nos locais onde mantém suas operações, o que só deve ficar conhecido na terceira semana de fevereiro de 2017.
Na quinta-feira da próxima semana, a empresa vai divulgar seu balanço financeiro referente ao 3º trimestre, que é a tradução, em dólar, do resultado físico apresentado hoje. Vem lucro a caminho, enquanto o buraco se amplia.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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